sábado, 28 de fevereiro de 2009

Pas de la Casa 6

Tenho de começar a dizer que ontem não escrevi nada para colocar neste meu blog, no entanto houve um motivo perfeitamente válido para tal. O dia de ontem estava a ser praticamente um dia de praia. Para quem não percebe o porquê disto é porque o Sol era em demasia, e para além de fazer com que o suor emanasse dos poros, fez também que a neve se tornasse numa papinha algo semelhante a Cerelac mas em branco. Além deste pequeno impropério tive ainda uma pequena dificuldade com o meu Camelbak, que causou um derrame de água pelas minhas costas abaixo. Todas essas contrariedades fizeram adiantar a minha ida para casa. Bem, não será correcto ainda passar à frente sem lembrar o recorde de 102km/h que o Luís conseguiu de manhã. Eu até fui atrás dele, mas como ele é que tinha o GPS nunca saberei.
O dia de hoje começou logo comigo a tentar igualar a velocidade do Luís, mas limitação minha, ou dos meus mini-skis, só cheguei aos 91,5km/h. Fiquei muito contente com a minha prestação e se me der na cabeça ainda arranjo uns outros skis e tento ir mais depressa. Quanto a esta minha tentativa posso ainda referir que me espalhei quase no final da pista, o que resultou num rasgão nas calças, no entanto a minha integridade física ficou intacta graças ao meu treino de judo. Sim, porque isto de treinar desportos de combate com muitas quedas deveria ter alguma utilidade!
O resto do dia até foi correndo bem, mas depois de almoço tivemos uma penumbra que tornou as pistas numas manchas brancas que fazia com que qualquer noção da pista se desvanecesse e vimo-nos forçados a voltar para casa. Como o Luís referia, como não se viam as lombas e o corpo não antevia o que estava a chegar, as pernas pareciam umas molas.
Nesta altura estávamos quase em Soldeu e tínhamos de retornar a Pas de la Casa, mas no caminho o Sol voltou, e nessa altura decidimos aproveitar o snowpark que tínhamos ali mesmo ao lado. O resultado foi uma série de saltos muito interessantes como podem ver pelas imagens.
Agora vamos para o repouso, dado que amanhã temos de sair muito cedo e porque parecemos um clube de terceira idade a precisar de dormir após o almoço. Como se isso não bastasse o final das férias aproximam-se e com ele volta o trabalho, o que penso das férias da neve é que o que passa pela cabeça é que, em vez de ai e tal tenho de voltar para o trabalho, ao menos à um positivo, vá lá que voltamos para a rotina (para descansar um pouco).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Pas de la Casa 5

O Mendes é o amigo convidado do Luís que veio connosco nesta viagem. É gente de bem mas não é perfeito, afinal, tal como o Luís é engenheiro civil. No entanto o que importa é que é um iniciado do ski e anda com as suas aulas. Estas são de tarde, e para ocupar a manhã fomos para Grau fazer umas pistas e testar o nível de aprendizagem do rookie. Segundo o nível do Luís e meu (pouco instinto de sobrevivência e muita testosterona) não está nada mal. Já se fazem pistas vermelhas e a velocidade já é bem interessante. Quanto a isto posso dizer que logo de manhã, e para aquecer, fizemos umas pistas vermelhas e posso concluir que tenho o fogo no rabo. Cheguei aos 87,3km/h, daqui a pouco sou multado se andar na via de cintura interna. A resposta a isto é que o Luís agora confiscou o GPS e anda a tentar bater esta velocidade, até agora sem qualquer sucesso. Noutros assuntos ainda deu para fazer uns confortáveis 30km e não foi mais porque as pernas começam a dizer que isto não é um bacanal e há que descansar convenientemente.
Agora vamos mas é tratar da massa penne pois há aqui uma esfomeada ninhada à espera de nutrição.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pas de la Casa 4

Grande maratona o dia de hoje. Decidimos ir para Canillo, para quem não sabe é a outra ponta da estância de Grandvalira. Por isso, para chegarmos de Pas de La Casa à outra ponta da estância tivemos que andar muito. Com as dificuldades técnicas do GPS resolvidas pude finalmente tratar de tudo para ter os dados da nossa demanda. O resultado foi bastante interessante, para um dia de ski, percorremos cerca de 58km e bati novamente o meu recorde de velocidade, hoje cheguei a uns interessantes 81,8km/h. Realmente a adrenalina é uma droga interessante, e felizmente legal. Um viciado nela como eu, estou sempre a procurar mais um pouco, e vamos a ver se até ao final da semana consigo andar um pouco mais depressa. Isto porque depois de ver a Eurosport em que os desportistas desciam a colina (para aqueles enormes saltos) a 94km/h deixa-me a pensar. No entanto é algo que ainda tenho que trabalhar nos próximos tempos.
Mesmo assim, e como sei que estou cansado e altamente incoerente, vou mas é descansar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Pas de la Casa 3

O dia de ontem, e particularmente depois de ter escrito, fomos para o barzinho aqui na entrada do prédio. A vontade até nem era muita, mas dada a companhia lá tratei de acompanhar os amigos. Umas horas depois o saldo era um elevado teor de nebulosidade visual por motivos que a razão desconhece. Seja como for o problema foi mesmo o dia seguinte, isto é, hoje, isto porque as pernas não respondiam, a cabeça pesava e havia também outros pontos. No entanto graças a alguma hidratação intensa de tarde tudo estava muito melhor.
Hoje finalmente consegui ter os meus problemas técnicos com o GPS resolvidos, no entanto agora só amanhã é que vou ter umas estatísticas mais fidedignas. No entanto o que ficou registado foi uns míseros 10km percorridos e uma velocidade máxima de 58km/h. Aqui levanto já o meu protesto dado que a aplicação crashou antes de ter descido uma pista preta literalmente em frente e a alta velocidade. Estou assim ansioso pelo dia de amanhã. Temos o plano de irmos até Canillo o que implica fazer imensas pistas e a um ritmo bastante acelerado. Vamos ver se toda a gente consegue acompanhar o ritmo. Lembro ainda a passagem pelo snowpark que permitiu experimentar uns saltinhos, que estão a ser mais e melhores. Requerem agora mais prática.
Numa nota, deixo ainda o meu agrado cada vez maior em relação aos meus skis. São no meu entender exactamente o que preciso e divirto-me muito com eles. Espero agora que para além desta semana ainda o possa aproveitar mais ainda este ano!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Pas de la Casa 2

Hoje, primeiro dia de neve, grande dia. Após um repousante descanso num beliche complicado de se subir estava muito melhor. Os preparativos, como sempre, demoraram algum tempo até estarem completos, mas após estar tudo tratado lá fomos para a neve fofa. Apesar de sermos alguns, a maioria das pessoas era iniciadas, e por isso fomos menos para dar a voltinha.
Estava eu, o Xé, a Joana e a Carolina e apesar do grupo não ser grande andamos bem, pelo menos quebrei o meu recorde de velocidade, passei de 72Km/h para 75,5Km/h. Acho que para o primeiro dia não está nada mal, por isso ainda tenho os próximos dias para andar um pouco mais. Noutras estatísticas, e apesar de um crash no PDA fizemos cerca de 26Km (onde estão incluídos os percursos das cadeiras). Vamos ver se tipo na quarta fazemos a maratona de correr a estância toda, mas isso logo se vê. Vamos lá tratar do jantar
P.S. – Já demos uns saltinhos, como mostra o vídeo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Pas de la Casa 1

Esta semana, e como já estava planeado, estou num cansativo descanso. Para os que acham isso estranho, passo a explicar, vim com os amigos para esquiar. Tal como aconteceu ano passado viemos para Andorra, mas desta vez, não foi para Soldeu, mas antes para Pas de la Casa. Este canto da estância tem algumas vantagens, como o tamanho, o qual permite que tenhamos mais variedade em facilidades como o caso de supermercados e afins. Por outro lado temos o problema que estamos no canto da estância, o que faz com que se quisermos ir para alguma parte da estância temos de andar mesmo muito.
No entanto, e antes disto tenho que falar da viagem que constou em inúmeras horas numa carrinha. Tratamos de ir ao aeroporto para pegar no veículo e fomos buscar logo de seguida os restantes elementos da viagem. Pela uma da manhã tínhamos tudo pronto e fizemo-nos à estrada. Acabamos por andar em caravana com mais 2 carrinhas com mais elementos que o Tiago arranjou (embora graças a uns deles demoramos para aí mais 2 horas que o que queríamos). Os quilómetros foram muitos e quando nos vimos no enclave dos Pirenéus já estávamos fartos de tanto asfalto. Felizmente o apartamento foi fácil de encontrar e tratamos de nos instalar. Este não é nada de especial, mas como de costume dá para o gasto. Para a próxima vez acho que podemos ir para um hotel ou algo assim, a ver se não temos tanta chatice. No entanto para uma próxima vez tratamos disso, que se as coisas correrem bem, poderá ser mais cedo que o normal, mas quanto isso logo se vê. Agora temos é de descansar porque amanhã começa uma grande semana.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Automóvel


O automóvel pode-se dizer que é uma das grandes invenções que temos. Surgiu já no século XVII (supostamente uns jesuítas para além da doçaria tiveram também o engenho de inventar algo mais) e desde então tem vindo a crescer em número, funcionalidades e utilidade. Pode-se dizer que é graças a automóveis (e seus derivados) que hoje em dia podemos ter aquele produto em nossa casa no dia seguinte, que nos desloca rapidamente para o trabalho ou tantas outras coisas.
Depois dos primeiros automóveis, foi principalmente com a chegada de Henry Ford e da sua estandardização que o automóvel começou a ver-se em números e a ter um papel cada vez mais activo e importante. Foi Ford que disse a famosa frase que muitos devem conhecer relativamente aos carros que fazia (“de qualquer cor desde que seja preto”). Desde essa altura apareceram inúmeras marcas, umas mais duradouras que outras.
Actualmente existem marcas que têm uma cota muito importante de mercado, como é o caso da Renault. Em relação a esta posso dizer que contribuí para isso com o meu Modus o qual teve esta semana uma das inevitáveis revisões (e inspecções). Com a quantidade enorme de carros que circulam diariamente nas estradas há que garantir a segurança de todos e é isso mesmo que essas revisões visam. É claro que a segurança é muito linda e necessária, mas a minha carteira tende a discordar levemente.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dia dos Namorados


Ao longo do ano há várias alturas e datas que são alvo de variadas celebrações, como o Natal ou o Ano Novo, estas vêm pessoas a correr atarefadas para todo o lado de modo a terem os preparativos a postos. Há também outras menos celebradas como outros feriados em que a única preparação costuma ser de perguntar para onde se vai naquele fim-de-semana prolongado.
Há no entanto um dia, que apesar de não ser feriado costuma ter muita participação, como devem ter apercebido quer pelo título, quer pela altura é mesmo do dia dos namorados que estava a falar (dia de S. Valentim para os mais conhecedores). Para os que gostarem de alguma cultura é um dia que marca uns dos primeiros mártires já no século III (em linguagem de hoje, há bué tempo). Assim, para marcar esse sacrifício de alguns dos primeiros cristãos em 1969 foi declarado o dia 14 de Fevereiro como o dia de São Valentim.
Certamente podia escrever muito sobre esta data que leva muitos a trazerem ao de cima o romantismo que têm (ou que não têm). Contudo escrevo que é uma data que não gosto, de todo. Podiam dizer que eu seria um ermida solitário sem cara-metade, mas não é de todo o que se passa. A cara-metade existe, o que não existe é a vontade de ir, qual gado a ser conduzido num curral, dar as prendas, jantar e afins que esta data “obriga”.
Quanto a mim digo que se tiver de levar alguém a algum jantar não é preciso um dia especial para fazer isso, é algo que faço e com uma frequência bem acima da anualmente. Além disso se alguém tiver o infortúnio de ir, por exemplo, num jantar de trabalho com um colega (estou a falar por exemplo de 2 homens) seria imediatamente rotulado de “virado para Meca” (olhem só para a posição e não para a vertente religiosa por favor), ou “florzinha” ou mesmo (num teor mais bruto) “que faz o cocó ao contrário”.
Mais uma vez penso que é a minha veia inconformista a vir ao de cima, não gosto de ir para onde todos vão só porque vão todos (vou se houver motivo para isso). E não gosto de fazer algo só porque “é assim”, ou há motivos válidos ou sou mesmo do contra.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Banda Sonora


Todos os dias a era digital consegue espantar-me e abrir-me o apetite e apreciação pelo que ela traz. Um dos pontos que valorizo consideravelmente e está constantemente presente é a música. Como seria de esperar para além de ter os meus passatempos musicais há também um enorme gosto por ouvir música.
Tenho ainda presente na memória o que tinha há 15 ou 10 anos atrás, em que quanto muito haviam um leitor de cassetes para ouvir meia dúzia de músicas. Hoje a facilidade é exponencialmente maior. Com um leitor de mp3, que no meu caso é o fiel Ipod 30GB posso ter a música toda que queira para qualquer lado, sem levar caixas de CD's ou afins.
Passei a ter os dias com uma banda sonora ao que seria de esperar de um filme hollywoodesco. Além disso, e como cereja em cima do bolo ainda sou eu o meu próprio DJ diminuindo o risco de ter de gramar com temas que não goste.
Dos meus dias saliento que os dias de trabalho passaram a ser mais suportáveis, as idas à neve muito mais interessantes e entusiasmantes e, bem, poderia ter uma lista bastante extensa, mas acho que a ideia transpareceu.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Salmão


Das minhas variadas interacções sociais um dos temas que costuma surgir com alguma frequência na pseudo guerra dos sexos é o tema das cores. Por um lado temos as mulheres que têm uma palete de cores aos milhões, estando quase que no advento da alta definição e afins tendo presente cores que fazem lembrar uma experiência alucinogénica de LSD. Por outro lado, muitos dizem que um homem é másculo se ainda estiver nos tempos do Spectrum, isto é, a 16 cores. Agora poderia fazer uma pequena pausa para falar desses jogos dos anos 80, mas isso fica para outra altura. O que daqui resulta é que enquanto as mulheres sabem da existência de estranhas cores como caqui, turquesa, pérola, azul bebé, verde tropa... bem, a lista certamente continuaria, mas acho que passei a ideia. Já os homens, normalmente ficam-se pelo azul, vermelho, branco, castanho e pouco mais. Qual daltónico numa loja de tintas.
Podia encontrar vários motivos para esta curiosa situação, mas diria que o mais depressa me surge como explicação é que temos as mulheres mais preocupadas com o pormenor e como tal, por exemplo, dentro dos azuis há muitos diferentes cada um para a sua ocasião, já do outro lado da barricada, os homens serão mais pragmáticos e um azul é azul e siga a marinha, mesmo que um seja mais claro ou mais escuro. Ao menos já se utilizam alguns adjectivos que auxiliam a especificar mais cores, como o escuro, claro ou esbatido (esta última já está a roçar fronteiras perigosas).
Independentemente das causas ou consequências deste fenómeno queria salientar uma cor que parece estar no limbo, o salmão, parece que é uma cor que é das poucas que os homens podem reconhecer e usá-la não pondo (muito) em causa a sua orientação sexual. Curioso como uma cor (cor-de-rosa) que é tradicionalmente ligada ao feminino, com uma pequena variação, pode ser mais usável pela população em geral. Se calhar é mesmo por causa do peixe, que diga-se de passagem é bom...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Resistência mental


Ultimamente, e dado a elevada carga de trabalho o cansaço tem apertado bastante. Como seria de esperar, ao dormir menos o corpo não descansa e não recupera toda a energia gasta ao longo do dia. Isto pode tornar-se particularmente frustrante quando até procuro dormir sempre as minhas 8 horas por dia.
No entanto, o resultado é que não só ao longo do dia, mas também nos treinos a que vou nota-se. Ainda ontem fui ao treino (felizmente tem dado para fazer algum exercício) e apesar de andar com mais resistência e força a resistência mental estava em baixo e por muita boa forma que uma pessoa tenha se não houver disponibilidade mental para uma determinada actividade é difícil ter bons resultados.
Como me disse o Pedro ontem, o Judo é um desporto de inteligência, e se a cabeça não responde é difícil ter o desenvasilhamento para fazer as coisas como queremos. Perante isto acho que vou esforçar-me em descansar mais e ver se reponho o que me falta. Além disso tenho é de continuar a ser teimoso, é caso para dizer a mim mesmo: teima contigo! Isto a ver se consigo dar um bocado mais de mim. Vou é voltar para a labuta, que já chega destas deambulações sem destino.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Seven Pounds


Este fim-de-semana tem sido particularmente assíduo no que toca à sétima arte. Hoje tive, embora tenha surgido algo inesperadamente, uma visita ao Arrábida para ver o “Sete Vidas” (Seven Pounds). O Will Smith tem andado a fazer filmes que parece que mostram que afinal ele é mais que o Príncipe de Bel Air. Aliás, tenho a dizer que já fazia algum tempo que tinha um filme que me tocasse tanto. A história não é logo inteligível durante o filme, mas é muito fácil de ganhar empatia com a personagem de Ben Thomas.
Conte o que contar, corro sempre o risco de estragar a surpresa que vai surgindo ao longo do filme. No entanto gostei bastante de ver que mesmo quando alguém teve uma perda enorme pode sempre dar muito antes de deixar tudo para trás. Contudo as palavras não são o meu forte acho que fica é o conselho de verem um filme que acho que toca em todos.

Vicky Cristina Barcelona


São certas situações, paisagens, sons, cheiros ou qualquer interacção com os nossos sentidos que nos transmitem ideias ou abrem os olhos para diferentes situações. Dou-me por vezes a pensar em todos os assuntos e em nenhum em particular quando estou mais sozinho e com pouco para fazer. Por vezes há uma desculpa ou um fio condutor que me leva a algum sítio, hoje foi um filme de Woody Allen, mais precisamente “Vicky Cristina Barcelona”. Devo começar a dizer que apesar de ser falha minha ainda não sou muito conhecedor da obra cinematográfica de Woody Allen, mas tenho de reconhecer que este filme foi particularmente bom. Poderia falar de vários aspectos, como algumas amizades salientaram, como o amor “homo-erótico” entre a Penélope Cruz e a Scarlett Johansson. Apesar de tudo, um dos aspectos que me saltou à vista foi a potencialidade que há dentro de muitos de nós. A menina Scarlett (que afinal de contas é mais nova do que eu) interpreta neste filme uma pessoa que apesar de algum jeito para a fotografia não tinha muito tempo investido nessa actividade até ter alguns elementos catalisadores que permitiram ela melhorar substancialmente nessa área. Ora é precisamente depois destas duas centenas de palavras que chego onde quero e me revejo de algum modo naquela peculiar personagem. Às vezes sinto mesmo isso, uma vontade de extravasar sentimentos e pontos de vista sem saber muito bem como o fazer. Poderá ser por isso que acabo por estar ligado a algumas actividades, umas mais artísticas que outras. Poderá ser uma procura, ou um simples escape, qual panela de pressão, para o que tenho cá dentro. No entanto, nesta estrada da auto-procura e auto-conhecimento, sei que ainda há muito a percorrer.
Para os mais distraídos é um filme que vale bem a pena ver e que pode ser que vos desperte algo. Que como ainda hoje disse, eu gosto de filmes, quer sejam alegres ou tristes, leves ou pesados, desde que mexam comigo. No entanto penso que agora mereço um bom descanso, é tarde e o cansaço não pode ser ignorado.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Google Latitude


Para aqueles que são curiosos e gostam de estar em cima de novidades tecnológicas aquele grande bicho chamado Google lançou recentemente alguns novos serviços. Não é sobre a possibilidade de navegar pelas profundezas oceânicas através do Google Earth, mas também está ligado a referências geográficas.
O Google Latitude vem com o objectivo de extravasar o Big Brother que temos em nós. O que a aplicação faz, e em termos mais simples é comunicar com o mundo a nossa posição geográfica. Desta maneira pais preocupados podem saber a qualquer momento onde estão os filhos desordeiros ou mulheres desconfiadas poderão provar em tribunal que o marido anda a bater a outras portas. A ideia é ir buscar uma ferramenta para o telemóvel e daí a vossa localização passa a ser domínio publico. No entanto há ainda a possibilidade de esconder a localização ou dizer que se está num sítio quando se está noutro.
Como devem imaginar é uma ferramenta que pode dar azo a longas conversas de protecção de privacidade e afins, mas caso queiramos utilizar mais este serviço do gigante Google ele está à nossa disponibilidade. Seja qual for a vossa opinião sejam curiosos!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hiperactividade - sintomas


No seguimento do meu post de ontem se calhar é mesmo na muche, pelo menos se tiver em conta um site com que me cruzei.

HYPERACTIVE

Attention Deficit Hyperactivity Disorder or ADHD is a common childhood behavioral disorder. Only about one in twenty children will ever be diagnosed with this condition.

Children suffering from ADHD may have the following characteristics :
- Inability to pay attention to details. (acho que sim)
- Forgetfulness in daily activities. (também confirma, mas viva o PDA)
- Being overly talkative, demanding and emotional with frequent outbursts of crying and screaming. (se calhar m pouco)
- Inability to follow simple instructions. (vá aqui acho que não está tão mal assim)
- Apparent listening problems. (este acho que não)
- Tendency to lose things, break toys. (perder coisas, diria mais esquecer onde as ponho)
- Tendency to behave recklessly, without thinking of the consequences. (ano passado esquiar a 72km/h, acho que também confirma)
- Fidgeting or squirming. (médio)
- Difficulty waiting for their turn. (sou paciente, mas gosto de celeridade)
- Problems of organizing tasks and activities. (talvez um bocadinho)

Talvez depois procure soluções para estes pontos. No entanto há algumas ferramentas e métodos que já me ajudaram a resolver alguns deles.
eh eh eh

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Hiperactividade


Acho que cada vez mais me reconheço como uma pessoa hiperactiva, isto é, apesar de gostar de alguns momentos de ócio e letargia, por norma estou bem é a fazer algo, a ocupar a mente e a andar de um lado para o outro. Sei que há aqueles que gostariam que fosse mais parado ou pelo menos mais caseiro, mas é algo com que não me sinto assim tão bem. Obviamente que o que faço é importante, mas tendo isso em conta, um bom dia é aquele em que estou sempre a fazer alguma coisa, custa-me muito deixar o meu cérebro em modo “suspensão”. É claro que isto pode ser uma virtude para uns e um defeito para outros, mas eu vejo-o como uma característica muito minha. Agora resta-me orientar essa energia para aqueles que são mais importantes.
É claro que não é para pensarem que não consigo estar parado, longe disso, preciso bem do meu descanso e dormir umas boas horas é mais do que apreciado, mas ás vezes custa-me deitar, o que me lembro, “ainda podia fazer mais aquela coisa...”, mas tenho que descansar o corpo.
Passando para algo que espero ter em breve, embora sem levar todos os que queria, quando vou para a neve é mesmo assim. Vejo aquelas pessoas que gostam de ir nas calmas, de ficar no café, do aprés-ski. No meu caso é andar muito que me dá gosto, nunca parar e chegar ao fim do dia e sentir que mereço um bom descanso.
E por falar em hiperactividade...toca a voltar para o trabalho, que infelizmente é muito...