domingo, 28 de setembro de 2008

Fados em Boticas

Este fim-de-semana fui com os fados para um período algo intensivo. Deslocamo-nos à pitoresca e vistosa terra de Boticas para alegrar os participantes de um congresso de antropologia que decorreu por lá. Apesar de estar fresco do retorno da Tunísia, e não no meu pico de forma física não podia dizer que não. Metemo-nos então num carro, mais precisamente a carrinha do Miguel que serviu para os singelos 5 elementos, e fizemos os quilómetros que tínhamos até Boticas.
Já em Boticas fomos muito bem recebidos. Demos umas pequenas voltas para ver o belo da terra, a qual tem sofrido bastantes obras de recuperação, sendo um possível destino para um fim-de-semana de descanso, no entanto isso são outros assuntos.
Fomos depois a uma casa de turismo de habitação supostamente para nos encontrarmos com mais uns elementos da organização mas como não estava ficamos apenas a lanchar e cantar uns fados. A hora de jantar aproximou-se e fomos para a “Taberna do Ti João” que foi o local da nossa primeira actuação. É um restaurante castiço e com um aspecto peculiar e uma comida saborosa. Além disso os vinhos da região ajudaram a acompanhar os pratos. Passando no entanto ao assunto da nossa deslocação tivemos a nossa actuação, particularmente apreciada dada a grande concentração de académicos que pelo aspecto recordaram com apreço os dias de estudante.
Depois dos comeres e dos cantares rumamos para Montalegre para o local da dormida. Este serviu bem o propósito e, apesar de uma tertúlia algo longa mas muito enriquecedora lá descansamos. No dia seguinte, já mais descansados fomos ainda ver o castelo de Montalegre antes do almoço em Boticas, após o qual iríamos mais uma vez actuar fechando assim a conferência com um bocado da nossa cultura.
Não tardou muito iniciarmos a viagem de retorno já que à noite tínhamos mais uma actuação. Desta feita a serenata do caloiro de Enfermagem, descansamos um pouco, jantamos e actuamos. Felizmente tudo correu bem e depois de um fim-de-semana intenso não estou com muita vontade de retomar o trabalho, mais ainda depois deste período alargado de férias. Mas é o país que temos! :)

PS - Pelos vistos os cantares foram apreciados. Vejam

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tunísia 5 - sumário

Após olhar para a minha viagem com a Susana posso tirar algumas conclusões da Tunísia, para começar a companhia foi boa, mas raras são as férias em que a companhia não o é. Felizmente os mais próximos que vão comigo nestas ocasiões são gente de bem e merecem o meu apreço.
Mas retomando o tema da Tunísia, esta penso que é uma fruta bem verde no que toca ao turismo. Não há dúvida que tem um clima muito interessante, facilmente conseguimos bom tempo durante grande parte do ano. Além disso as praias são fartas dados os 1600km de costa e as paisagens e atracções turísticas são diversas e podem agradar a vários gostos.
O que torna, na minha opinião, este destino mais inóspito é de longe as pessoas. Primeiro não temos com frequência um sorriso a recebermos, parece que o turista é visto de muitas maneiras mas como alguém que colabora com o tunisino não é de certeza. É fácil de sentir que nos estão a olhar com desdém, cara de poucos amigos ou de outros modos depreciativos. Não é como temos em Portugal ou como em outros países como o Brasil ou México, nos quais há um bom acolhimento e é fácil de nos sentirmos em casa.
Relativamente às pessoas é também muito desagradável estarem sempre a pedirem-nos dinheiro, isto é, para sermos minimamente bem tratados temos que dar um dinar aqui dinar ali. Parece que ninguém é capaz de ter algum brio no seu trabalho se não se acenar com alguma remuneração. Isto é algo que se torna chato, principalmente porque nem sempre andávamos com dinheiro (tudo incluído para que te queremos?) e nessas alturas víamos claramente que havia os clientes de segunda e os de primeira.
Para mim é de longe o pior aspecto da Tunísia e que faz com que não volte a este país salvo algum evento que não consigo prever. Penso que tenho muitos outros destinos que me tratarão melhor e sem tantas chatices.
Mas como disse este é o pior ponto, algo que acho que podem melhorar são outros pontos, uns mais de fundo e outros nem tanto. Temos por um lado os caixotes de lixo. Sim, algo tão simples como um caixote de lixo era muito difícil de encontram, mesmo no aeroporto não se avistavam recipientes. O resultado era aparentemente simples. Quando fizemos os 1200km pela Tunísia era mais que frequente ver em todo o lado, desde campos agrícolas às terras e aldeias lixo por todo o lado, algo bem feio de se ver.
O terceiro ponto que também desgostei foram as casas, a grande parte das terras pelas quais passamos tinha casas sempre meio construídas, o que não se sabia era em que situações era por falta de dinheiro que estas não estavam acabadas e quando era devido a conflitos. A visão que tínhamos era de um país de ruínas e projectos inacabados com aspecto tudo menos bom.
Apesar de tudo foram umas férias boas, mas não óptimas como esperava, por isso já sabem, se quiserem ir à Tunísia, pensem primeiro noutros destinos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Tunísia 4

Os nossos últimos dois dias foram dedicados ao descanso dentro do possível. Tínhamos apenas a quarta-feira e a manhã de quinta-feira para descansar. O dia de quarta-feira foi passado na piscina a tentar recuperar do cansaço dos dias da excursão. De noite fomos ainda visitar a Medina que existia na zona dos hotéis e que ainda tinha algumas lojas. Claro que, como de costume. Os tunisinos são chatos e pouco honestos atirando logo preços exorbitantes como barro à parede, pode ser que cole.
Voltas dadas, fomos jantar num restaurante temático que além de alguma comida algo característica contou com danças de várias partes do mundo, passando obrigatoriamente pelas dos países árabes, mas também outros, como os gregos e indianos. Contudo a comida apesar de suficiente não era nada de transcendente e o espectáculo perdeu algum interesse devido à fraca visibilidade dada a disposição das mesas. Após o manjar fomos para o hotel pois no dia seguinte desejávamos alguma coisa.
Quinta-feira o tempo não foi tanto como pensávamos, tratamos de arranjar as malas e perante a escolha do que fazer com o tempo livre que ainda tínhamos fomos mais uma vez visitar a Medina para ver um mini-zoo que esta tinha e suscitou algum interesse. Após pagarmos o bilhete penso que fomos algo defraudados. Além do zoo o parque tinha atracções, as quais estavam maioritariamente fechadas. Penso que abrir o parque e ter as atracções fechadas é algo parvo. Mas vimos o que pudemos e deslocamo-nos ao mini-zoo, o qual parecia mais um curral, dadas as dimensões e os animais que tinha. Havia galinhas, cabras e camelos, nada que ali na zona não abundasse. A única coisa mais exótica era um par de leões e um tigre.
As horas iam avançadas e assim sendo fomos para o hotel para finalizar os preparativos para a viagem, Partimos sem pressa e com problemas de menor dimensão e logo chegamos ao aeroporto.
A viagem foi algo demorada mas lá chegamos a casa cansados e quiçá prontos para trabalhar num tempo mais ou menos breve.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tunísia 3

Este segundo dia de excursão começou ainda mais cedo que o anterior, realmente se me tivessem perguntado quando entrava no avião se era possível acordar a esta hora certamente responderia que só se fosse deitar-me, mas aqui estava a acordar às 5 da manhã.
Depois de um pequeno-almoço ligeiro e na companhia de dois aventureiros de viagem (e outros tantos), a Paula e a Sílvia, partimos uma vez mais. O nosso destino era uma das paisagens mais visitadas pelos turistas, um enorme lago gelado em Tuzoer. Este tem uma extensão de 120km por 90km e tem uma particularidade. É basicamente um lago salgado, dado que durante a época seca fica sem água e tudo que resta é uma enorme quantidade de sal. Esta para além de estar à venda (imaginem por quanto...isso mesmo, 1 dinar para os turistas) era recolhido e haviam várias fábricas que o processavam para venda posterior. Além de se ver o lago salgado o objectivo de se saírem a estas horas era ver o nascer do Sol. Infelizmente (ou felizmente no que toca ao calor) estava enublado e só por vezes se via a silhueta do astro e não aquelas magnificas cores que um nascer do Sol tem.
Seguimos logo para um outro oásis que existe na Tunísia, aqui existiam mais de 1 milhão de palmeiras exclusivamente dedicadas à produção da tâmara. Existem também outras árvores de frutos como romãzeiras e afins que de muito ajudam à enorme quantidade de produtos exportados pela Tunísia. Aqui podemos ver estas plantações de perto num passeio de charrote que primou levemente pelo cheiro a...bem, será mais fácil referir que eram muitos cavalos num espaço muito pequeno...
Após esta paragem fomos para uma localização que já passou pelo grande ecrã graças a filmes como a guerra das estrelas e o paciente inglês. O local, chamado Chebica tem uma aldeia troglodita abandonada nos anos 60 e uma grande cascata que, bem, sendo honesto só é grande tendo em conta que só há areia nas redondezas, para chegar lá fizemos cerca de 40km de todo-o-terreno mas pensei que seria mais interessante, dado que grande parte da distância foi em asfalto.
A nossa última paragem foi o grande centro religioso da Tunísia, o qual segundo os meus apontamentos chama-se...onde é que eu tenho aquela folha? Bem de qualquer modo tivemos logo o guia a dizer que não podíamos entrar de modo algum e só daria para ver por fora, ao chegar disse-nos que havia um cemitério em frente à grande mesquita este estava reservado para os estudantes do Corão. Apesar de provavelmente estar a faltar ao respeito a alguém nenhuma das campas tinha qualquer identificação, e a disposição mais parecia que o cemitério era outra coisa qualquer que não o que era. A grande mesquita era grande mas mais por ter uma boa largura. Por fora, tudo que vimos, era apenas um edifício muito tosco de cor beije e que não tinha muita ciência, quer arquitectónica quer cultural. Dado o ambiente pouco amistoso em 10 minutos toda a excursão estava pronta para partir apesar de termos mais tempo.
Finalmente enfiamo-nos no veículo e iniciamos a viagem de retorno a Hammamet, foram umas boas horas de viagem e chegamos só pelas 19 horas. Bastante se tivermos em conta que desde as 5 da manhã que já estávamos despertos.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tunísia 2

Durante 2 dias, mais precisamente o fim-de-semana, dedicamos o tempo ao descanso e à arte de nada fazer. Tendo consciência que tínhamos uma cansativa viagem pela frente, achamos por bem juntar energias para o percurso que tínhamos pela frente. Após a viagem acho que foi tempo muito bem investido. A viagem que fizemos, uma incursão pela Tunísia de 2 dias, foi bastante cansativa, não só pelas inúmeras horas a viajar (perfazendo um total de 1200km em 2 dias), mas também pelos horários que tivemos de cumprir. Isto porque as saídas em ambos os dias foram pelas 5:30 da manhã.
A viagem começou algo carenciada, quando o nosso prometido pequeno-almoço simplesmente não existia, tivemos de ir à recepção para nos arranjarem farnel de modo a não irmos com o buxo vazio. Apesar disso não tardou a entrarmos na camioneta e a recolher os restantes tripulantes.
Uma das primeiras paragens que fizemos foi El Jem, mais conhecida pelo seu anfiteatro romano que tinha uma capacidade de 35.000 pessoas e que, felizmente, está a ser reconstruído, dado que por duas vezes sofreu danos devido às guerras do costume. Foi neste momento que comecei a descobrir que na Tunísia tudo se pode comprar por 1 dinar, 1 pedra, 1 mapa, 1 garrafa de água, 1 rim, bem, de tudo um pouco. Depois de alguma contemplação seguimos para conhecer vários tipos de desertos e oásis. No caminho passamos por Mahres, Gabes, Matmata, sendo que esta última tem à entrada da região umas letras ao estilo de Hollywood (mas com menos vegetação e algo mais diminutas) que permitiam aos turistas (aka, nós) presenciar as enormes extensões inabitadas da Tunísia. Algo que não é muito difícil dada a grande extensão deste país para a sua densidade populacional de 54 habitantes por quilómetro quadrado. Ao longo desta distância vimos inúmeras oliveiras (o país tem mais de 80 milhões), que justificam bem o segundo lugar da Tunísia como segundo exportador de azeite a nível mundial.
Por esta altura a distância percorrida já era grande, mas ainda tínhamos mais uma paragem, Douz. Foi neste sítio que tivemos mais uma experiência, cansativa mas interessante, andar de camelo, No qual até tínhamos trajes adequados (mais uma vez, os trajes por 1 dinar). Nesta altura tivemos um passeio de uma hora, que por vezes pensei que precisava de alguma mais intensa animação (para ser honesto íamos relativamente devagar), mas nada que impedisse de gozar o momento. Findo este momento, fomos para o hotel para um merecido descanso. Este só teve o horror da situação quando o guia disse que tínhamos de acordar às 5 da manhã para sair, chiça!

sábado, 20 de setembro de 2008

Tunísia 1

Escrevo este post de um local inédito para mim, estou neste momento na Tunísia nuns merecidos dias de descanso. A viagem para este destino começou algo cedo, dado que o nosso voo partia de Lisboa, assim, tivemos uma viagem relaxada mas apesar de tudo cansativa de comboio até à capital.
Com algum receio de eventuais atrasos, optamos por ir mais cedo e tudo correndo bem, aproveitávamos o tempo para passear. Felizmente não houve atrasos e chegados ao Oriente aproveitamos para visitar o oceanário. Apesar de já o ter visto, foi agradável visitar este grande tanque, relembrando aspectos que já me tinha esquecido, tal como o peixe-lua, que pode chegar até às 3 toneladas, e muitas postas de peixe. Na minha opinião a tentativa de sensibilização que o oceanário faz é importante, a sobre-exploração dos oceanos é algo que deve estar na agenda, e muitas vezes esquecemo-nos destes “pequenos” pormenores que têm implicações muito grandes.
Retomando no entanto a minha primeira incursão pelo continente africano, tenho algumas opiniões contraditórias que acho que ainda estão mal formadas dado o meu pouco tempo aqui. Um dos primeiros pontos que salta à vista, e depois de um longo dia de viagem a comer pouco, foi a comida. Não há dúvida que aqui no hotel esta é farta e variada, no entanto, e aqui reconheço alguma limitação minha, não muito atractiva. Os pratos mais tradicionais são, frequentemente condimentados em excesso e isso limita mais a nossa escolha de pratos. Vejo-me frequentemente a ter muito cuidado com as quantidades que ponho no prato para evitar surpresas desagradáveis. Este ponto fica algo diminuído com o facto de estarmos com tudo incluído, que, no caso de ser algo intragável, pode-se ir sempre buscar outra coisa para comer.
Na sexta-feira fomos ainda passear ao centre de Hammamet, viagem essa que me levou a olhar várias vezes para o relógio a pensar quando voltaria para o hotel. Esta falta de vontade foi desencadeada pela voracidade e agressividade intoxicante com que os comerciantes pressionam os clientes. Somos agarrados pelo braço, barram-nos o caminho e usam de tudo para nos forçar a olhar para os produtos que estão a vender. Infelizmente para eles essa atitude só me levou a sair de lá sem nada nas mãos. Quanto a essas coisas acho que a minha veia consumista é precisamente o oposto. Gosto de ser eu a procurar e a ter a iniciativa. Um dos bons exemplos recentes disso foi a loja da Apple em Londres, a qual tinha inúmeros funcionários que estavam sempre prontos a ajudar mas que não andavam sempre em cima de nós. Além disso, da nossa passagem pela medina (mercado), o mais chato foi mesmo a suposta fábrica de tapetes a que nos levaram. A qual de fábrica tinha pouco, apenas uma mulher a fazer tapetes, e de loja tinha muito. Na qual o dono de tudo fez para nos impijir tapetes (alguém quer 2 tapetes para os 2 lados da cama por 25€?). Por isso aviso já aqueles que pensam por cá passar, para pelo menos estarem atentos a esta muito intensa técnica de vendas tunisina.
Um outro ponto menos agradável é o atendimento, não só no hotel, mas num ponto de vista mais global. Pelo que ainda vi, e sei que ainda vi pouco e que posso mudar de opinião, o que falta na Tunísia para ser um excelente local de férias é mesmo o modo como recebem e tratam as pessoas. A preocupação que mostram com a imagem não é muita e isso, ao compararmos com outros destinos de férias começa a pesar muito. Algo também desagradável é a constante “caça à esmola”. Toda a gente, e mesmo dentro do hotel, parece que querem é gorjeta e sem isso parece que pouco fazem. No meu entender é partir de algo errado, para mim uma gorjeta é algo merecido por um bom trabalho e algo não obrigatório, e não um requisito para um serviço de qualidade.
Apesar destes pontos menos positivos E de algum tempo chuvoso ligeiro, temos ainda muito para ver. No qual penso que a viagem pelo deserto que vamos ter na segunda-feira (às 5:40 da manha...) será uma experiência única e que nos mostrará coisas interessantes deste país.
Vou agora descansar um pouco mais, já que é isso que vim fazer a este país.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Marvão

Hoje como temos outro destino temos kilometragem para fazer. O alvo é Marvão, que ainda fica a alguns kilometros de Monsaraz, dadas as estradas, são quase 2 horas de viagem. A viagem começou um pouco mais tarde que o desejado, assim fizemos uma paragem em Estremoz, aqui, e como já está a ser frequente nestas paragens, fomos visitar o castelo. Lá em cima para os mais abastados encontra-se a estalagem D. Isabel, a qual pode-se dizer, que no mínimo tem uma atmosfera única. Ficamos logo ali para a refeição e desta vez experimentei uma sopa de tomate, também algo característica da zona. A sopa em si, além do tomate, contava com um ovo escalfado, que dava um trago bastante agradável ao caldo.
Mais saciados rumamos então para Marvão, mais uma aldeia com o seu castelo. Esta, posso dizer que merece ser visitada. Nota-se bastante e contínuo trabalho de restauro que alegra e dá gosto ao visitar esta fortaleza. Encontram-se casas bem pintadas, jardins e uma vila alegre. O que não havia muito era mesmo pessoas, as ruas estavam algo desertas, mas diga-se que as vistas conpensavam a fraca densidade populacional.
Ao fim de tantos kilómetros o nosso veículo estava a precisar de combustivel, e dada a proximidade a Espanha, aproveitamos para ir buscar gasóleo mais barato. Seguimos depois para um jantar com um saboroso bacalhau dourado e retornamos para o repouso. Amanhã voltamos para a invicta e para as preparações da Tunísia. Viva o desncanso!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Alqueva

O nosso próximo ponto de passagem foi Monsaraz, esta curiosa terra, num dos muitos castelos que encontramos pelo Alentejo, serviu de local de descanso para estes dois dias. O local de descanso foi a estalagem de Monsaraz. Uma casa antiga e com umas portas bem baixinhas (tinha de me abaixar frequeentemente), mas apesar de tudo relativamente acolhedora. Aproveitamos ainda o dia para visitar Monsaraz, e descansar um pouco. Da pequena vila tem-se uma boa visão para a albufeira do Alqueva e dada a sua dimensão, quase que nem parece que estamos no interior do país. Mas a noite chegou e fomos para o descanso.
No dia seguinte, após uma noite algo turbulenta fomos visitar o grande lago. A barragem do Alqueva realmente tem uma dimensão bem considerável, nesta altura até lembrei-me do meu amigo Cardeal, que certamente começaria a falar da grandiosidade deste projecto. A dita barragem tem 96 metros de altura e, sugiro que começem a juntar garrafões do Luso, contém água suficiente para 80 mil garrafões de água para cada português. A expressão que me vem á cabeça é que é muita fruta, ou água.
Depois de apanhar bastante sol, que se fazia notar pelos 38ºc que estavam, fomos à procura de local para almoçar, e que demanda que isto foi, a seguir os conselhos do meu GPS, que tinha uma grande listagem de restaurantes, metemo-nos à estrada. O resultado foi, o primeiro restaurante, fechado, o segundo, de férias, o terceiro não existia, e depois em desepero de causa fomos a Mourão comer. Este passeio teve alguma kilometragem envolvida (entre elas uma recta com 12km) e fez-nos passar por sítios como Moura, Safara e Mourão.
Durante o dia tivemos ainda tempo para passar em Reguengos de Monsaraz e voltar a Monsaraz para passear.

domingo, 14 de setembro de 2008

Vendas Novas e Monsaraz

Esta semana marcou o início de um período descansado, mais precisamente duas semanas de férias. A primeira está a ser merecidamente dedicada a um passeio com a família, sendo que ano temos uma novidade, a minha cunhadia faz-nos companhia na viagem. O destino no nosso passeio é uma região que não é muito frequente visitar, zona de vinho e extensas planícies, o Alentejo é o nosso destino. Como a nossa primeira etapa ainda era algo extensa, algo vagamente denunciado pelos 400km que nos esperavam, decidimos fazer uma outra paragem, a qual também não faziamos faz algum tempo. Paramos em Souzelas, pela região de Coimbra, e comemos um suculento leitão (sim, já sei que nem todos apreciam o diminuto porco). Saciados, mas aliviados, rumamos para terras mouriscas e chegamos a Vendas Novas. Esta terra, apesar de singela tinha uma Albergaria bem acolhedora, de seu nome Acez que tinha só um pequeno problema, os nossos quartos eram no último andar, com nuances de sótão, e a banheira tinha um pequeno problema, o tecto inclinado que me impedia de tomar um banho na vertical.
Passados estes problemas técnicos, visitamos o museu de artilharia, algo que era mesmo ao lado da albergaria. Mesmo assim, não tinhamos assim tanto para fazer e dado que tinhamos mais destinos para visitar, no dia seguinte, voltamos à estrada.

É claro que as nossas viagens raramente são de poiso, mas sim de passagem. Como tal pegamos no carro e fomos visitar uma das mais conhecidas praças do país, a praça do Giraldo. Em Évora visitamos ainda o Templo de Diana e a Capela dos ossos (a qual tem uma elevada densidade populacional). Algo que me afectou foi algo que frequentemente falamos dos alentejanos, aquela moleza pós almoço, empolada pelos 32ºC que se faziam sentir quase que me puseram a falar com pronúncia local e me depravaram de qualquer energia que me pudesse por a mexer a mais de 3km/h. Visita feita rumamos para a próxima paragem, que é Monsaraz, assim chegados ao destino, instalamo-nos e passeamos por esta aldeia com vistas para o Alqueva.
Mas para amanhã vamos ver o que mais temos para conhecer, porque agora o cansaço instala-se e diria que é altura para dormir.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bacalhau à Brás


Muitos dizem que a cozinha portuguesa é uma das mais ricas, e dada a minha experiência e algum conhecimento de causa, vejo-me forçado a concordar. Da imensidão de pratos, sobremesas e afins que a nossa cultura criou, achei por bem salientar um prato que hoje fez parte do cardápio, Bacalhau à Brás.
Certamente é um prato apreciado por muitos, e caso se ouse tentar em fazer em casa, ficam aqui algumas dicas.

Ingredientes:
Para 4 pessoas

* 400 g de bacalhau ;
* 3 colheres de sopa de azeite ;
* 500 g de batatas ;
* 6 ovos ;
* 3 cebolas ;
* 1 dente de alho ;
* salsa ;
* sal ;
* pimenta ;
* óleo ;
* azeitonas pretas

Confecção:

Demolha-se o bacalhau como habitualmente, retira-se-lhe a pele e as espinhas e desfia-se com as mãos.
Cortam-se as batatas em palha e as cebolas em rodelas finíssimas. Pica-se o alho.
Fritam-se as batatas em óleo bem quente só até alourarem ligeiramente. Escorrem-se sobre papel absorvente.
Entretanto, leva-se ao lume um tacho, de fundo espesso, com o azeite, a cebola e o alho e deixa-se refogar lentamente até cozer a cebola. Junta-se, nesta altura, o bacalhau desfiado e mexe-se com uma colher de madeira para que o bacalhau fique bem impregnado de gordura.
Juntam-se as batatas ao bacalhau e com o tacho sobre o lume deitam-se os ovos ligeiramente batidos e temperados com sal e pimenta.
Mexe-se com um garfo, e logo que os ovos estejam em creme, mas cozidos, retira-se imediatamente o tacho do lume e deita-se o bacalhau num prato ou travessa.
Polvilha-se com salsa picada e serve-se bem quente, acompanhado com azeitonas pretas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Hellboy 2


Ontem foi dia para ir ao cinema, mais precisamente para ver o Hellboy 2. Esta figura do universo DC nunca foi uma que seguisse muito no entanto o glamour de hollywood tratou de voltar a pegar nesta personagem.
O filme em si está agradável, mas no entanto não se pode dizer que seja uma das obras-primas da sétima arte. A história tem alguns pontos que podem ficar mais claros para quem tenha visto o primeiro filme, mas não é algo obrigatório. Ficam ainda nuances para um terceiro (ou mais) filme que talvez apareca num futuro mais ou menos próximo.
No entanto, e depois de recentemente ter visto o Wall-e, se tiverem de escolher, vão ver o Wall-e.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Retorno a casa


Como sempre não tardou até a nossa viagem acabar, depois de uma semana algo intensa e nada ortodoxa cá me vi de novo no nosso Portugal. Posso dizer que foi uma semana extremamente interessante mas que, se não tivessemos tido aqueles problemas com a polícia, tinha-me sentido muito melhor.
Por outro lado são também as más experiências que nos dão novas perpectivas e modos de olhar para o mundo, por isso até se pode dizer que há sempre algo positivo em tido que fazemos.
No regresso a casa fica o reconforto da família, da menina, os amigos (que pelo aspecto só nos juntamos no final da semana, mas devia ser antes), e por outro lado as coisas que as vezes são menos positivas, como o trabalho e os prazos para ontem.
Mesmo assim daqui a duas semanas vou ter um período de férias mais alargado, upa!