Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Esta é a última entrada desta série e são algumas expressões que ouví.
Abárí zá subui – Bom dia
Abárí zam chan – Boa tarde
Abárí zá díoní – Boa noite
Maíshia Máréfu – Vida longa (usado para brindar)
Leo tunoquenda Porto – Hoje vou para o Porto
Kesho tunaquenda Lisboa – Amanhã vou para Lisboa
Hakuna matata – Sem problema, não há problema
Poa quichízí, camon daisy, danía frígí – Fresco como uma banana no congelador
Música:
Jambo, jambo buaná, abári ganí, inzurí saná, wagení muakazibishua, Kilimanjaro, hakuna matata, tembe a polí polí, hakuna matata.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Kilimanjaro - vocabulário 5 - números
Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Moiá – Um
Bili – Dois
Tátú – Três
Né – Quatro
Táno – Cinco
Sitá – Seis
Sábá – Sete
Náné – Oito
Tissá – Nove
Kúmi – Dez
Kúmi ná moiá - Onze
Moiá – Um
Bili – Dois
Tátú – Três
Né – Quatro
Táno – Cinco
Sitá – Seis
Sábá – Sete
Náné – Oito
Tissá – Nove
Kúmi – Dez
Kúmi ná moiá - Onze
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Kilimanjaro - vocabulário 4
Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Uá - Flor
Humdógú – Pequeno
Kutúma – Enviar
Mukubua – Grande
Humsítu – Floresta
Humtí – Árvore
Humsítu Mukúbuá – Grande floresta
Darádiá – Ponte
Kutóká – Saída
Chako - Assento
Ussisahaú kutúma – Não esquecer
Mapokesí – Recepção (como a de um hotel)
Chakúla chá dióni – Jantar
Chakúla cham mhumchana – Almoço
Chai à subuí – Pequeno-almoço
Uá - Flor
Humdógú – Pequeno
Kutúma – Enviar
Mukubua – Grande
Humsítu – Floresta
Humtí – Árvore
Humsítu Mukúbuá – Grande floresta
Darádiá – Ponte
Kutóká – Saída
Chako - Assento
Ussisahaú kutúma – Não esquecer
Mapokesí – Recepção (como a de um hotel)
Chakúla chá dióni – Jantar
Chakúla cham mhumchana – Almoço
Chai à subuí – Pequeno-almoço
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Kilimanjaro - vocabulário 3
Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Badai – Até logo
Natáka – Precisar (eu preciso)
Pésa – Dinheiro
Nipá Pésa – Dar dinheiro
Nipé Pésa – Pagar dinheiro
Rafíkí – Amigo(s)
Muzúngú – Branco
Wazúngú – Gente branca
Upepo – Vento
Simba – Leão
Tunoquenda – Ir
Bardí – Frio
Moto – Fogo
Chémuká – Ferver
Diuá – Sol
Badai – Até logo
Natáka – Precisar (eu preciso)
Pésa – Dinheiro
Nipá Pésa – Dar dinheiro
Nipé Pésa – Pagar dinheiro
Rafíkí – Amigo(s)
Muzúngú – Branco
Wazúngú – Gente branca
Upepo – Vento
Simba – Leão
Tunoquenda – Ir
Bardí – Frio
Moto – Fogo
Chémuká – Ferver
Diuá – Sol
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Kilimanjaro - vocabulário 2
Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Mára - Todos
Dio – Sim
Apána – Não
Twéndé – Vamos
Ninajá – Com fome
Kulálá – Dormir
Punzíca – Descansar
Simámá – Parar
Mukotawárí – Prontos para ir?
Mirima – Monte
Mugúmu – Carregador
Kióngozu – Guia
Mági – Água
Mági à Kúnhua – Água para beber
Mági à Kunáwa – Água para lavar
Quaéri - Adeus
Mára - Todos
Dio – Sim
Apána – Não
Twéndé – Vamos
Ninajá – Com fome
Kulálá – Dormir
Punzíca – Descansar
Simámá – Parar
Mukotawárí – Prontos para ir?
Mirima – Monte
Mugúmu – Carregador
Kióngozu – Guia
Mági – Água
Mági à Kúnhua – Água para beber
Mági à Kunáwa – Água para lavar
Quaéri - Adeus
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Kilimanjaro - vocabulário 1
Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Jambo – Olá
Mambó – Como estás? (cumprimento)
Poá – Fixe (em resposta a Mambó)
Abári – Tudo bem?
Misúri – Tudo bem (resposta a abári), bom
Vizúrí – Muito bom
Poli – Devagar
Aráka – Rápido
U niwi tawanáni – Qual è o teu nome?
Náwi ta António – O meu nome é António
Assantí – Obrigado
Assantí sama – Muito obrigado
Karibú – De nada
Samahání – Por favor
Naítági - Precisar
Sama – Muito
Jambo – Olá
Mambó – Como estás? (cumprimento)
Poá – Fixe (em resposta a Mambó)
Abári – Tudo bem?
Misúri – Tudo bem (resposta a abári), bom
Vizúrí – Muito bom
Poli – Devagar
Aráka – Rápido
U niwi tawanáni – Qual è o teu nome?
Náwi ta António – O meu nome é António
Assantí – Obrigado
Assantí sama – Muito obrigado
Karibú – De nada
Samahání – Por favor
Naítági - Precisar
Sama – Muito
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Kilimanjaro – Dia 11 – 12:11
O dia começou cedo. Apanhei o comboio às 8:00, o qual esperava para nos levar a casa. A viagem não custou muito, pois já tínhamos descansado alguma coisa. Além do mais, o habito a fazer a viagem de comboio em trabalho é tanto que o tempo no pendular passa a um ritmo estranho e acelerado.
Chegados a casa, tivemos direito a um belo almoço de bacalhau, sendo que agora ainda tenho o dia de hoje e de amanhã para tentar recuperar do cansaço e para me por a par do mundo. Cuja informação e tarefas estiveram ao largo durante estes dias. Infelizmente quinta-feira já volto ao trabalho e isso certamente será o mais custoso.
Chegados a casa, tivemos direito a um belo almoço de bacalhau, sendo que agora ainda tenho o dia de hoje e de amanhã para tentar recuperar do cansaço e para me por a par do mundo. Cuja informação e tarefas estiveram ao largo durante estes dias. Infelizmente quinta-feira já volto ao trabalho e isso certamente será o mais custoso.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Kilimanjaro – Dia 10 – 20:27
Faltam 2:35h para chegar a Lisboa, que é como quem diz, estou sentado no lugar 26E à espera de que o avião vá para a pista e levante para a Lusitânia. Para ser honesto só quero chegar a casa e descansar. Certo que só será amanhã, mas estando em Lisboa estou quase em casa. Já faltou mais, por isso é que como a subida para o cume Uhuru, com paciência.
Fica só uma positiva nota para uma casa de chocolate aqui no aeroporto, a qual contava com umas saborosas iguarias.
Fica só uma positiva nota para uma casa de chocolate aqui no aeroporto, a qual contava com umas saborosas iguarias.
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Kilimanjaro – Dia 10 – 14:16
Uma nota que não referi antes, foi que o topo do Kilimanjaro estava cheio de nuvens, por isso quem estava a subir neste dia teve a vida muito dificultada. Até nesse ponto a viagem correu bem, à parte dos 2 ingleses que compunham o nosso grupo de 4, tudo esteve bem. O alojamento era satisfatório, a equipa da subida muito simpática, a comida era melhor do que esperávamos e quer eu, quer o meu irmão superamos uma meta que teve momentos em que pareceu inalcançável.
Uma bela experiência para recordar!
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Kilimanjaro – Dia 10 – 11:16
Um voo de mais de 8 horas é certamente um longo voo. Mais ainda quando não é o único. Além do mais, nem é hoje que chegamos a casa. Só amanhã pela hora de almoço, o que é sempre animador para quem está farto de estar enfiado num tubo metálico. Nesta viagem, neste limbo, tudo parece fútil, um dia e meio perdido quando me apetecia fazer tanto! Suponho que seja a fatalidade de quem quer visitar locais mais exóticos e distantes. Vou-me ocupando com algo nas 4:26h que ainda temos até ao nosso destino intermédio de Amesterdão.
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Kilimanjaro – Dia 10 – 7:38
Antes que certas curiosidades passem da minha memória, quero que fiquem registadas e como tal, algumas coisas listo que se passam na Tanzânia:
• Os homens querem ter uma barriga grande e redonda
• Os homens querem ser carecas
• As mulheres querem ter cabelo liso
• As lombas da estrada parecem pequenas colinas
• Acham que eu e o meu irmão somos gémeos (apesar de 8 anos de diferença e não só)
• Perguntam logo se somos casados
• Se formos perguntam quantos filhos temos
• O equador está a uns meros 300km a norte do Kilimanjaro
• Há sempre pizza no hotel, seja qual for a refeição (sim também há ao pequeno-almoço)
• Em 2009, 36% do PIB da Tanzânia proveio dos seus parques naturais (onde se inclui o Kilimanjaro), em 2010 deve ser 42%.
• Os homens querem ter uma barriga grande e redonda
• Os homens querem ser carecas
• As mulheres querem ter cabelo liso
• As lombas da estrada parecem pequenas colinas
• Acham que eu e o meu irmão somos gémeos (apesar de 8 anos de diferença e não só)
• Perguntam logo se somos casados
• Se formos perguntam quantos filhos temos
• O equador está a uns meros 300km a norte do Kilimanjaro
• Há sempre pizza no hotel, seja qual for a refeição (sim também há ao pequeno-almoço)
• Em 2009, 36% do PIB da Tanzânia proveio dos seus parques naturais (onde se inclui o Kilimanjaro), em 2010 deve ser 42%.
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Kilimanjaro – Dia 10 – 7:23
Já estou em Nairobi, espero pelo voo mais longo deste retorno. Olho para mim e vejo as unhas sujas, as botas imundas, mas sinto que não é sujidade. É sim uma imensidão de histórias que trago e me lembram. Já são símbolos e não meros objectos. Posso dizer que esta viagem é isso mesmo, um símbolo do que agora sou, bom ou mau os outros dirão. Eu só sei que sou eu, com todas as minhas características que certamente serão defeitos aos olhos de uns e virtudes aos olhos de outros.
Voltando ao voo, este só parte pelas 8:10, sendo que até lá, saboreio esta experiência. Ao som de Lhasa de Sela – Is Anithing Wrong.
Voltando ao voo, este só parte pelas 8:10, sendo que até lá, saboreio esta experiência. Ao som de Lhasa de Sela – Is Anithing Wrong.
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Kilimanjaro – Dia 10 – 5:50
O serão memorável de ontem foi seguido de um bom sono, mas muito curto. Com o mosquiteiro por cima da cama, acordei e, ao olhar para o relógio, vi que eram 3:15. Retocamos as malas, saímos do quarto, tomamos um leve pequeno-almoço e ficamos à espera do motorista para nos levar ao aeroporto. A viagem foi bem mais rápida do que a de vinda, mesmo assim foram 40 minutos.
Gora levantamos voo e já vemos a imponente montanha, mais alta do que este avião está a voar (18.000 pés faca aos 19840 do Kili). É uma visão magnífica e que levarei sempre comigo.
Gora levantamos voo e já vemos a imponente montanha, mais alta do que este avião está a voar (18.000 pés faca aos 19840 do Kili). É uma visão magnífica e que levarei sempre comigo.
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domingo, 19 de setembro de 2010
Kilimanjaro – Dia 9 – 22:21
Com o final do dia tivemos os membros da nossa expedição (principalmente os guias) entregarem os diplomas relativos à nossa subida. Houve em primeiro lugar a parte mais “comercial” com os discursos mais ou menos preparados. No entanto, depois disso, o Bruce (o guia principal) ficou a falar comigo e com o Chico da experiência que foi conviver connosco. Ficamos os dois sentidos com as palavras dele e com a emoção dele, a qual ia dando em choradeira. Com isso é que não contávamos e foi bom ver que gentes tão diferentes são, no seu âmago, tão iguais. Cada vez mais posso dizer que esta viagem me fez passar frio, me fez suar, me fez praguejar, me fez sofrer, me fez olhar para mim e que também me fez, não mudar, mas refinar o que sou. Fez-me focar no que de nós fica nos outros. África, hás-de ficar no meu coração, pelo que dás, pelo que tens, pelo que pedes e pelas recordações que deixas. Assanti sama! (muito obrigado)
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Kilimanjaro – Dia 9 – 18:10
Homem renovado, é como me sinto. Já fiz a mala e acima de tudo tomei um banho. Melhor dizendo, tomei o equivalente a 3 banhos. Até sentir a água no couro cabeludo demorou, demorou, demorou... Quando esse momento chegou, foi uma curiosa impressão. Parecia uma quebra nos 7 dias que tive. Como um despertador a acordar-me para o trabalho. Agora sei que esta jornada está a chegar ao fim, que a rotina voltará em breve e que terei de novo as minhas responsabilidades.
Mesmo assim, este tipo de férias tem uma grande vantagem. No retorno não há propriamente aquele pensamento “estava tão bem de férias...”, ainda para mais depois desta jornada completa com gosto e com sucesso. Saio renovado, modesto, confiante, limpo e acima de tudo...melhor.
Mesmo assim, este tipo de férias tem uma grande vantagem. No retorno não há propriamente aquele pensamento “estava tão bem de férias...”, ainda para mais depois desta jornada completa com gosto e com sucesso. Saio renovado, modesto, confiante, limpo e acima de tudo...melhor.
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Kilimanjaro – Dia 9 – 16:02
Estou finalmente no hotel, parece que estou num mundo bem diferente do que estive nestes últimos 7 dias. Quando cheguei há uma semana pensei que era um sítio fraco mas que chegava para o gasto. Agora parece-me que subiu de qualidade consideravelmente, algo que também é afectado pela minha mudança de referencial. Tratamos de algumas burocracias, fizemos umas singelas compras, sendo que agora, resta-nos encontrar com o nosso saco que está algures perdido pelo hotel. Não está fácil de aparecer, e continuando assim, vamos com um curioso perfume para a pátria.
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Kilimanjaro – Dia 9 – 9:15
Na noite de hoje, pela primeira vez desde que iniciei a caminhada, dormi ferrado, quase que sem dó nem piedade. Quando acordei, estava muito melhor, mas mesmo tendo em conta a melhoria, as pernas ainda estavam como se tivessem levado repetidas vezes com um estadulho. Agora restam umas singelas 3 horas de caminhada, a qual termina em “Marangu Gate” e lá findaremos esta subida à maior montanha de África.
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sábado, 18 de setembro de 2010
Kilimanjaro – Dia 8 – 18:30
Após acordar de madrugada, de subir a montanha isolada mais alta do mundo em 6h, ainda achamos que seria boa ideia fazer uma leve caminhada de 20km para o campo pelo qual só passaríamos amanhã à tarde, isso resultaria em fazermos tudo a correr no hotel, sendo que a ideia era precisamente ter mais tempo para tratarmos de tudo com calma.
Apesar das boas intenções, a distância foi em demasia e só gente muito teimosa (felizmente como nós) é que se dá a isso. O resultado da nossa demanda foi que, quer eu, quer o Chico, chegássemos completamente estragados. Ele mais devido ao joelho estragado que tem.
Com esforço colocamos tudo na tenda e ele já tenta dormir. Eu ainda quero comer e sem sombra de dúvida descansar, pois depois deste martírio, é o que mereço. Além do mais, qualquer movimento que faço parece uma sessão de auto-tortura, e das boas!
Apesar das boas intenções, a distância foi em demasia e só gente muito teimosa (felizmente como nós) é que se dá a isso. O resultado da nossa demanda foi que, quer eu, quer o Chico, chegássemos completamente estragados. Ele mais devido ao joelho estragado que tem.
Com esforço colocamos tudo na tenda e ele já tenta dormir. Eu ainda quero comer e sem sombra de dúvida descansar, pois depois deste martírio, é o que mereço. Além do mais, qualquer movimento que faço parece uma sessão de auto-tortura, e das boas!
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Kilimanjaro – Dia 8 – 9:12
A descida do cume foi bem rápida, isto se compararmos com a subida. Esta, apesar de maltratar muito os joelhos, foi passada a correr e pelas 8:25 já estávamos na tenda. Fomos tão rápidos na subida e descida que o nosso guia principal, o Bruce, nem acreditou e teve que perguntar as horas a mim e a outra pessoa.
Mas com tudo isto o corpo está derreado, sendo que ainda temos mais 22km para fazer, de maneira a amanhã conseguirmos chegar cedo ao hotel, e isto depois dos 18km desta madrugada não sei o que dará...
Mas com tudo isto o corpo está derreado, sendo que ainda temos mais 22km para fazer, de maneira a amanhã conseguirmos chegar cedo ao hotel, e isto depois dos 18km desta madrugada não sei o que dará...
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Kilimanjaro – Dia 8 – 6:08
Como se não bastasse, o frio começou a apertar. Deviam estar pelo menos -15ºC, pois a sensação nas mãos era a mesma que tive em Andorra este ano ao utilizar o mesmo equipamento (e lá apanhei -18ºC).
O topo não chegava, parecia um disforme e inatingível vulto, sendo que o pior era sentir o que se apoderava de mim, o cansaço. Foi tamanho o ataque que pensei que ficaria ali mesmo. A teimosia era maior, esbofeteei-me mentalmente e prossegui com aquela tortura. Aqueles milhões de passos inconsequentes que pareciam levar a lado nenhum não tinham meio de acabar.
O ritmo ia sendo certo e passamos 5 grupos que tinham partido antes de nós. Os passos sucediam-se, acompanhados de muito frio e escuridão. Só o belíssimo manto de estrelas ajudava à distração daquele triste fado.
Até que, quase do nada, um dos guias que foi à frente, fez sinal que a pior parte estava a terminar. O ponto é “Gilman’s Point”, a mais de 5600mt. Depois de uma subida a cerca de 30º paramos, ofereceram-nos um chá que, com o seu calor, era como combustível nuclear pronto a ser usado. Agora ainda tínhamos cerca de 2 horas de caminhada até chegar ao pico Uhuru, a 5895mt. A inclinação deixou de ter dói dígitos para ter só um, a progressão foi mais rápida, mas sempre com a bomba no peito.
A moral via-se que era outra e apesar dos cansados passos de caracol, fomos prosseguindo. Cruzamo-nos com o final das rotas “Coca-cola” (as mais fáceis, ao invés da nossa que era uma rota Whiskey), e lembrei-me que parecíamos inúmeros monges em peregrinação para um qualquer local santo. Tudo custava até que, entre o desgaste supremo, vi o meu destino, o pico. Fiquei irado, praguejei e estando farto daquela interminável caminhada, acelerei o passo. Quase parecia marcha de competição, passei o guia, passei mais 2 grupos e continuei sem parar. Quem me olhasse devia encontrar um olhar furioso e fora de controlo, mas eu só queria chegar ao topo. Num instante lá estava e a dois passos parei e sentei-me. Parei não porque estivesse cansado, mas porque disse para mim mesmo “está provado que consigo”.
Tiramos fotografias e pude ver o mais belo nascer do Sol que alguma vez presenciei. O Sol começou a aparecer entre as nuvens, como que algo alienígena que do nada surgia. A euforia chegou e era tempo de descer os quase 1200mt que tanto custaram a percorrer para retornarmos a “Kibo Hut”.
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