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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Alqueva

O nosso próximo ponto de passagem foi Monsaraz, esta curiosa terra, num dos muitos castelos que encontramos pelo Alentejo, serviu de local de descanso para estes dois dias. O local de descanso foi a estalagem de Monsaraz. Uma casa antiga e com umas portas bem baixinhas (tinha de me abaixar frequeentemente), mas apesar de tudo relativamente acolhedora. Aproveitamos ainda o dia para visitar Monsaraz, e descansar um pouco. Da pequena vila tem-se uma boa visão para a albufeira do Alqueva e dada a sua dimensão, quase que nem parece que estamos no interior do país. Mas a noite chegou e fomos para o descanso.
No dia seguinte, após uma noite algo turbulenta fomos visitar o grande lago. A barragem do Alqueva realmente tem uma dimensão bem considerável, nesta altura até lembrei-me do meu amigo Cardeal, que certamente começaria a falar da grandiosidade deste projecto. A dita barragem tem 96 metros de altura e, sugiro que começem a juntar garrafões do Luso, contém água suficiente para 80 mil garrafões de água para cada português. A expressão que me vem á cabeça é que é muita fruta, ou água.
Depois de apanhar bastante sol, que se fazia notar pelos 38ºc que estavam, fomos à procura de local para almoçar, e que demanda que isto foi, a seguir os conselhos do meu GPS, que tinha uma grande listagem de restaurantes, metemo-nos à estrada. O resultado foi, o primeiro restaurante, fechado, o segundo, de férias, o terceiro não existia, e depois em desepero de causa fomos a Mourão comer. Este passeio teve alguma kilometragem envolvida (entre elas uma recta com 12km) e fez-nos passar por sítios como Moura, Safara e Mourão.
Durante o dia tivemos ainda tempo para passar em Reguengos de Monsaraz e voltar a Monsaraz para passear.

domingo, 14 de setembro de 2008

Vendas Novas e Monsaraz

Esta semana marcou o início de um período descansado, mais precisamente duas semanas de férias. A primeira está a ser merecidamente dedicada a um passeio com a família, sendo que ano temos uma novidade, a minha cunhadia faz-nos companhia na viagem. O destino no nosso passeio é uma região que não é muito frequente visitar, zona de vinho e extensas planícies, o Alentejo é o nosso destino. Como a nossa primeira etapa ainda era algo extensa, algo vagamente denunciado pelos 400km que nos esperavam, decidimos fazer uma outra paragem, a qual também não faziamos faz algum tempo. Paramos em Souzelas, pela região de Coimbra, e comemos um suculento leitão (sim, já sei que nem todos apreciam o diminuto porco). Saciados, mas aliviados, rumamos para terras mouriscas e chegamos a Vendas Novas. Esta terra, apesar de singela tinha uma Albergaria bem acolhedora, de seu nome Acez que tinha só um pequeno problema, os nossos quartos eram no último andar, com nuances de sótão, e a banheira tinha um pequeno problema, o tecto inclinado que me impedia de tomar um banho na vertical.
Passados estes problemas técnicos, visitamos o museu de artilharia, algo que era mesmo ao lado da albergaria. Mesmo assim, não tinhamos assim tanto para fazer e dado que tinhamos mais destinos para visitar, no dia seguinte, voltamos à estrada.

É claro que as nossas viagens raramente são de poiso, mas sim de passagem. Como tal pegamos no carro e fomos visitar uma das mais conhecidas praças do país, a praça do Giraldo. Em Évora visitamos ainda o Templo de Diana e a Capela dos ossos (a qual tem uma elevada densidade populacional). Algo que me afectou foi algo que frequentemente falamos dos alentejanos, aquela moleza pós almoço, empolada pelos 32ºC que se faziam sentir quase que me puseram a falar com pronúncia local e me depravaram de qualquer energia que me pudesse por a mexer a mais de 3km/h. Visita feita rumamos para a próxima paragem, que é Monsaraz, assim chegados ao destino, instalamo-nos e passeamos por esta aldeia com vistas para o Alqueva.
Mas para amanhã vamos ver o que mais temos para conhecer, porque agora o cansaço instala-se e diria que é altura para dormir.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bacalhau à Brás


Muitos dizem que a cozinha portuguesa é uma das mais ricas, e dada a minha experiência e algum conhecimento de causa, vejo-me forçado a concordar. Da imensidão de pratos, sobremesas e afins que a nossa cultura criou, achei por bem salientar um prato que hoje fez parte do cardápio, Bacalhau à Brás.
Certamente é um prato apreciado por muitos, e caso se ouse tentar em fazer em casa, ficam aqui algumas dicas.

Ingredientes:
Para 4 pessoas

* 400 g de bacalhau ;
* 3 colheres de sopa de azeite ;
* 500 g de batatas ;
* 6 ovos ;
* 3 cebolas ;
* 1 dente de alho ;
* salsa ;
* sal ;
* pimenta ;
* óleo ;
* azeitonas pretas

Confecção:

Demolha-se o bacalhau como habitualmente, retira-se-lhe a pele e as espinhas e desfia-se com as mãos.
Cortam-se as batatas em palha e as cebolas em rodelas finíssimas. Pica-se o alho.
Fritam-se as batatas em óleo bem quente só até alourarem ligeiramente. Escorrem-se sobre papel absorvente.
Entretanto, leva-se ao lume um tacho, de fundo espesso, com o azeite, a cebola e o alho e deixa-se refogar lentamente até cozer a cebola. Junta-se, nesta altura, o bacalhau desfiado e mexe-se com uma colher de madeira para que o bacalhau fique bem impregnado de gordura.
Juntam-se as batatas ao bacalhau e com o tacho sobre o lume deitam-se os ovos ligeiramente batidos e temperados com sal e pimenta.
Mexe-se com um garfo, e logo que os ovos estejam em creme, mas cozidos, retira-se imediatamente o tacho do lume e deita-se o bacalhau num prato ou travessa.
Polvilha-se com salsa picada e serve-se bem quente, acompanhado com azeitonas pretas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Hellboy 2


Ontem foi dia para ir ao cinema, mais precisamente para ver o Hellboy 2. Esta figura do universo DC nunca foi uma que seguisse muito no entanto o glamour de hollywood tratou de voltar a pegar nesta personagem.
O filme em si está agradável, mas no entanto não se pode dizer que seja uma das obras-primas da sétima arte. A história tem alguns pontos que podem ficar mais claros para quem tenha visto o primeiro filme, mas não é algo obrigatório. Ficam ainda nuances para um terceiro (ou mais) filme que talvez apareca num futuro mais ou menos próximo.
No entanto, e depois de recentemente ter visto o Wall-e, se tiverem de escolher, vão ver o Wall-e.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Retorno a casa


Como sempre não tardou até a nossa viagem acabar, depois de uma semana algo intensa e nada ortodoxa cá me vi de novo no nosso Portugal. Posso dizer que foi uma semana extremamente interessante mas que, se não tivessemos tido aqueles problemas com a polícia, tinha-me sentido muito melhor.
Por outro lado são também as más experiências que nos dão novas perpectivas e modos de olhar para o mundo, por isso até se pode dizer que há sempre algo positivo em tido que fazemos.
No regresso a casa fica o reconforto da família, da menina, os amigos (que pelo aspecto só nos juntamos no final da semana, mas devia ser antes), e por outro lado as coisas que as vezes são menos positivas, como o trabalho e os prazos para ontem.
Mesmo assim daqui a duas semanas vou ter um período de férias mais alargado, upa!

sábado, 30 de agosto de 2008

Paris 2

A nossa passagem por Paris foi um bocado mais breve que as passagens por Londres e Praga. Não obstante deu ainda para passear e conhecer muitos dos pontos emblemáticos desta cidade, e essa tarefa foi quer facilitada, quer acelerada graças ao conhecimento extensivo que o Miju tem. Assim, hoje, visitamos o Louvre, que realmente parece que não acaba (apesar de não termos ido propriamente às exposições). Aqui aproveitamos para dar a conhecer um bocado do nosso fado, tivemos assim no palco dos jardins deste enorme museu. Depois de um bom tempo passado, onde ainda tivemos alguns bons apreciadores (a salientar o senhor que ia cantarolando músicas enquanto dormitava) regrassamos a casa para pousar os instrumentos.
Almoçamos e logo fomos conhecer a zona que surgiu algo à semelhança do Parque das Nações. A zona de La Defence. Com um novo arco de triunfo e muitos arranha-céus.
Aproveitamos ainda para passear um pouco mais e ao fim do dia tentamos ir comer uma iguaria nacional, mais precisamente ratatui. Aqui, e à semelhança de Londres é consideravelmente difícil encontrar este prato francês, mas ao contrário de Londres, foi mesmo uma prova não superada e tivemos de comer outra coisa que não o inicialmente pretendido. Nesta zona, quartier latin, tinha ainda imensos artistas de rua, que comparativamente com os que vimos na cidade, tinham muita qualidade.
Depois de jantar fomos à torre Eiffel, que de noite tem outro encanto. A aproveitar o tema da presidência europeia, encontramos uma torre azul com as tão conhecidas estrelas amarelas.
É claro que após uma cansativa e passeada semana o corpo queixa-se do cansaço, que, apesar de muito, vai sendo colmatado. Amanhã retorno à precedência.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Paris 1

Depois de umas longas horas no aeroporto de Praga, o qual não prima pelo conforto ou recursos par a os viajantes que pernoitam naquelas instalações, lá entramos no avião da Sky Europe (outra low cost) rumo a Paris. Esta companhia também tem melhor serviço que a Ryanair, que cada vez mais me convenço que é algo a evitar, quer pelo serviço em si, pelo peso das malas, e afins.
O voo foi mais curto que o desejado, estávamos a descansar bem melhor que no aeroporto mas não tardou a pousarmos no país da Torre Eiffel. Apanhamos o comboio e depois o metro para o centro e com alguma facilidade chegamos ao destino. Quanto a isto tivemos de agradecer ao Manuel que, dada a sua estadia prolongada nestas terras, já sabia exactamente o que tínhamos de fazer. O hotel é algo melhor que o de Londres (o que não era difícil), mas ainda está no nível espelunca :) É no entanto limpo e perfeitamente habitável, e dado que o objectivo era poupar o orçamento não pudemos pedir muito. Apesar de ainda não termos direito aos quartos, dado ainda não ser a hora do check-in, cederam um quarto para pousarmos as tralhas e trocar de roupa. Mais aliviados e sem a capa ao ombro, mas ainda muito cansados, fomos à descoberta da cidade.
Quanto a Paris tenho a dizer que é grande como Londres mas bem diferente. Enquanto Londres é uma cidade que parece como um todo andar a um ritmo algo frenético, já Paris tem isso mas também um pouco de tudo. Vê-se os que estão mais apressados que até vão de encontro contra outras pessoas e nem ligam, a outras zonas onde vemos pessoas simplesmente a descansar e apreciar a paisagem. Além disso vê-se muita gente diferente a fazer de tudo um pouco.
Nestas andanças visitamos alguns pontos, onde obrigatoriamente tinha de passar pela Torre Eiffel, Notre Dame, Arco do Triunfo e outros. Mas felizmente a minha reportagem fotográfica ajuda a identificar todas essas zonas. :)
Depois de muito andar, e os pés e as pernas já demonstram esse cansaço (não se preocupem que eu não ponho outra foto da bolha), andamos bastante, mas ao fim do dia estou contente com o que visitamos. Sei que amanhã é basicamente o último dia que temos de viagem já que no Domingo é para o retorno, por isso vamos ver se o aproveitamos ao máximo!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Praga 3

E chegamos ao último dia de Praga, agora fica a restar Paris. No entanto este dia ainda tivemos alguma actividade. Após o pequeno-almoço, que foi bem aproveitado para a fome não apertar, rumamos para a praça principal a tentar repetir o feito do dia de ontem. Isto para tentar aliviar a bagagem de cd's que trouxemos connosco. Chegamos à praça onde tínhamos uns músicos já a actuar e por isso tivemos de esperar um pouco. No entanto passado uns momentos lá tratamos de começar a tocar. Tocamos algumas músicas e para nosso espanto tivemos um agente da autoridade e mais um senhor que se aproximaram. O agente apenas falava em checo e teve de ser o tradutor a dizer o que ele proferia num dialecto mais inteligível (inglês). Nesta altura lembrei-me dos Gato Fedorento com o agente que passava a multa e precisava de tradutor. Aparentemente não podíamos tocar sem licença e para a pedir teríamos de ir à Câmara Municipal.
Bem, fomos à câmara e depois de alguma luta para falar com o recepcionista, que só falava checo e alemão, ele indicou-nos o gabinete onde devíamos ir. Nesse gabinete encontramos 3 funcionárias, só uma das quais arranhava o inglês. E após mais alguma luta ela disse-nos que para termos a dita licença eram precisas duas semanas (isto porque a pessoa que era responsável por assinar os papéis estava de férias). Ora com tanta burocracia, e se o mundo dependesse desse papel, bem que morríamos todos.
Ora como tal fomos pousar os instrumentos, até porque estávamos algo cansados, e assim poupamos as baterias para o próximo destino. Passamos no tasco aqui ao pé do hotel (que tinha produtos muito mais baratos que no centro da cidade) e voltamos para os passeios pela cidade.
Neste passeio, ao passar na ópera Rudofinum demos de caras com uma situação curiosa, estavam a gravar um anúncio para a Panasonic. A curiosidade deixou-nos a apreciar a cena e se virem no próximo mês alguma publicidade com uma máquina SLR vermelha, eu estava lá. E para quem quiser saber a modelo que participa na publicidade é inglesa e chama-se Lucy qualquer coisa.
O dia ainda tinha muito para dar e como tínhamos que fazer horas para o transfer, aproveitamos para ver o festival de folclore que está a decorrer esta semana. Tivemos a oportunidade de ver vários grupos de diferentes países que mostravam música e danças variadas.
Seguimos então para o aeroporto e tivemos um motorista do minibus extremamente simpático (que nem ajudou com as malas) mas que queria gorjeta, ao qual eu respondi com um simpático não (entre outras palavras em português para ele não perceber.
Como o voo é pelas 6:40 da manhã, sendo que o check-in é 2 horas antes é fazer horas até lá. Seca...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Praga 2

Penso que o dia de hoje foi bem mais produtivo que os últimos, se todos forem como o dia de hoje a digressão será muito facilitada. Logo de manhã tratamos de acordar, embora não muito cedo, porque afinal também estamos aqui para descansar, e depois de nos arranjar saímos para o centro da cidade. Como haviam muitas pessoas não foi muito fácil arranjar um banco para nós, mas passado um pouco tivemos a espera recompensada e lá arranjamos pouso. Tratamos logo de iniciar as hostilidades e deparamo-nos com um público bastante receptivo e apreciador do Fado de Coimbra. Para além de vendermos alguns CD's ainda arranjamos algumas contribuições que sempre ajudam nos nossos gastos. Após algum tempo a tocar fizemos uma pequena pousa para almoço e após um período de nutrição intensiva retomamos a actividade. Tenho a dizer que muito do público que parava era português, mas tivemos também muitos estrangeiros que ficaram radiantes ao ouvir o que tinhamos para mostrar. Foi um gosto tal, o demonstrado pelas pessoas que relamente senti-me muito bem, e serviu para animar o grupo, isto porque, no que toca a música, depois de Londres a moral estava em baixo, já que não tinhamos público para o nosso serviço.
Depois da nossa actuação da tarde ficamos com uns amigos novos, isto foi um casal de portuguêses que gostaram tanto do que tinhamos para mostrar que nos levaram para lanchar. Estivemos então algum tempo com eles e acho que a companhia foi apreciada por eles.
A seguir, e como o João já tinha o pulgar com uma grande bolha voltamos para o descanso. Agora ele espera amanhã estar melhor para termos um guitarra em condições de tocar. Esperemos que amanhã se venda muito!.

Praga 1

O nosso primeiro dia de Praga chegou, apesar disso dado o cansaço derivado da falta de sono que a passagem no aeroporto deixou. No entanto apanhamos o avião das 6:40 da manhã para chegarmos às 10h (locais) a Praga. Para já gostei muito mais dos aviões da Easyjet, quanto mais não fosse pelas cadeiras serem mais confortáveis e darem para reclinar. Já no aeroporto encontramos onde levantar dinheiro e tratamos de arranjar um transfer. Logo a primeira diferença que se notou foi o preço. De Londres para Praga parece do dia para a noite. Com 22€ levaram-nos aos 4 à porta do hotel em minibus, que luxo!
Como chegamos muito cedo ao hotel, que diga-se que o que saltou logo à vista foi a diferença de qualidade. Além de mais barato que o hotel de Londres (que era serviço por quefrôs, tinha quartos sebentos, lençois com sangue e outras coisas que se recomendam, ou não) a qualidade era bem melhor. Para ponto de referência até minibar temos, viva o luxo, não é?
Deixamos as malas e fomos à descoberta da cidade, que felizmente estava muito mais perto que em Londres. A estação de metro é mesmo ao pé do hotel e podemos ir para todo o lado.
Fomos ao centro, de nome Mustek (ratos e impressoras) e deparamo-nos com uma avenida que em muito fazia lembrar os Aliados e com umas ruas perpendiculares que também tinham ares de Santa Catarina. Pelas andanças descobrimos um restaurante e comemos o que nos disserem ser um prato característico mas que afinal afinal...era strogonoff, ao menos a cerveja tinha 12% de alcool e ajudou a tornar a tarde mais divertida.
Durante a tarde, e após uma soneca, passeamos e vimos as características estruturas de Praga, lindas e que lembram tempos medievais quase esquecidos mas tão perto e presentes. Os nossos passos ainda nos levaram a ver o rio e as suas piturescas pontes que tanta arte já inspiraram. Agora temos já plano de ataque e vamos ver se amanhã temos um publico receptívo aos nossos fados.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Londres 3

Neste último e terceiro dia por Londres, dedicamos as horas que tinhamos a passear de maneira a conhecer um pouco mais da urbe e de maneira a levarmos algo mais na bagagem. Passeamos por Regent Street e tivemos ainda tempo de passear pelos conhecidos parques como Hyde Park e Green Park. Em Hyde Park, tivemos ainda o prazer de apreciar um entardecer bem bonito com um bom vinho do Porto a acompanhar. A isto tivemos de agradecer ao aeroporto Francisco Sá Carneiro por ter daquele nectar tão apreciado pelas nossas terras. Acho que neste ponto pude comprovar o gosto pelos ingleses por estes recantos. Realmente estava-se com uma calma e bem estar que é algo difícil de descrever.
Mas o dia estava a passar e ainda tinhamos algumas coisas em mente para ver. Conseguimos ver ainda a Chinatown de Londres que chega ao cumulo de ter ruas com caracteres em chinês. No entanto como a hora de comer. Como era obrigatório, decidimos comer o afamado prato inglês. Fish and chips. No entanto esta tarefa mostrou-se muito mais difícil de relizar que o esperado. Estivemos cerca de 30 minutos à procura de um sítio que servisse a dita gastronomia e sem grande sucesso. Quando estavamos quase a desistir em virtude de uma outra grande comida londrina, a chinesa, encontramos um local e lá fomos. Mas como já sabia o prato não passa de um hiper glorificado filete de pescada com batatas fritas. Depois não admira que sempre que vamos comer fora do país digamos que em Portugal é que se come bem.
Passado o jantar fomos para a estação de camionagem de modo a seguir para o aeroporto. Dormir no aeroporto até não estava a ser mau, mas ser interrompido após só 3 horas a dormir para fazer o check-in não foi muito agradável. Vá lá que seguimos para o avião e podemos dormir algo mais na viagem. Bem quanto ao avião, que foi da Easyjet, tivemos uns problemas técnicos com o avião, que atrasou o voo mais de 40 minutos. (hum.... Madrid...), mas tudo correu bem e seguimos viagem...

Londres 2

O nosso segundo dia por Londres penso que me apercebi de 2 gostos inerentes ao povo Londrino, um deles é o gosto por parques, sendo que a quantidade deles é realmente muito grande. É muito frequente passarmos por parques em quase todos os quarteirões. Como se isso não bastasse, as pessoas gostam de ficar sentadas nos bancos que por lá existem, ou a passear no caso dos parques maiores. Outro ponto forte são as casas de espetáculos, mais precisamente de musicais. Por todo o lado tinhamos publicidade a musicais, onde frequentemente se viam adptações de filmes e os quais tinham sempre muita afluência.
Mas esta foi a primeira fase da manhã, na qual ainda não tinhamos destino propriamente dito, como tal, tivemos de procurar locais que aceitassem a nossa música. Tarefa essa que teve uma sequência de acontecimentos muito curiosa. Pensando que a zona portuguesa era para a zona norte de Londres, lá entramos nos famosos autocarros vermelhos para ir para o nosso hipotético destino. Felizmente, e quase a chegar a Trafalgar Square, tivemos um senhor, diria que angolano, que em português nos indicou a zona certa, mais precisamente Stockwell, que por estranha coincidência é precisamente entre a nossa estadia e Londres (estando nós abaixo do Tamisa).
Voltamos então para trás após darmos um breve passeio pela Casa dos Comuns e tratamos de procurar um restaurante português que nos recebesse de braços abertos.
Após alguma procura encontramos um café mas no qual o Sr. Eurico (proveniente, certamente da Régua ou local próximo) nos indicou um outro establecimento (Casa da Madeira). A esta indicação seguiram-se outras que culminaram com uma profunda frustração, já que em lado nenhum era uma “altura jeitosa”. Quase em desespero de causa tivemos uma final orientação, para irmos tocar para Covent garden. E lá fomos, de instrumentos nas mãos à procura de público.
Chegados lá deparamo-nos com um cenário algo agreste. Não que tivessemos camponeses com forquilhas, mas apenas porque o ambiente não era nada propício para o fado. Agora, algo desgastados depois de tantos quilómetros a pé decidimos num derradeiro esforço ir tocar para o Hyde Park. A caminho, passamos por um Nando's Bar, café de origem portuguesa, com um galo de Barcelos como símbolo e gerido por um Sr. Veiga, espanhol, oriundo do país Basco.
Apesar dos tiques algo... diferentes... recebeu-nos como ainda não tinhamos sido recebidos desde a nossa chegada a Londres, e a troco de um pouco de música tivemos logo refeição, bebida e conversa até ao fim da noite. Até certo ponto senti-me desiludido ao não ter sido bem atendido pelos meus conterraneos mas sim pelos nuestros hermanos. Algo para pensar.
Cansados ainda passeamos pelo Tamisa a ver a silhueta de Londres e pouco depois voltamos para o hotel. Amanhã, mais uns passeios e depois dormir no aeroporto e seguir para Praga.
Vamos ver o que nos espera.

domingo, 24 de agosto de 2008

Londres 1


Começou hoje mesmo mais uma viagem, mais precisamente uma pequena digressão pela europa com o Grupo de Fados. O plano ainda é algo ambicioso, e começa na cidade de Londres. Desse modo ingressamos numa avioneta da companhia conhecida por alguns e de nome RyanAir. Logo chegamos ao destino, melhor dizendo a Stansted e tratamos de ir para o hotel. Esta viagem foi algo mais longa que o esperavamos. É certo que o hotel era algo longe do centro de Londres, mas não contavamos que demorasse tanto, mas quanto a isso o maior problema foi mesmo o trânsito.
Pousadas as coisas no hotel voltamos para o centro e como já era mais tarde não fomos a museus e afins. Por outro lado vimos a zona do Picadilly e afins.
O jantar foi num sítio bem conhecido (começa por M) e depois de mais umas voltas, retornamos ao hotel. Agora temos que tratar de amanhã ir visitar a zona portuguesa e promover a cultura portuguesa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Wall-e


Uma actividade que me dá particular prazer é o cinema, como tal é frequente dedicar algum tempo a filmes ou séries. Um dos géneros que aprecio particularmente são filmes de animação. Este género levou-me ontem a ir ao cinema para ver o 9º filme da Pixar, Wall-e. O filme conta a história de um robo que esteve tempo a mais a fazer a sua tarefa e com isso ganhou uma personalidade muito própria e bastante divertida.
O filme, apesar de não muito extenso, mostrou-se extremamente divertido e provou que com uma boa história não é necessário ter os melhores actores para garantir um bom filme.
Com o habitual jeito da Pixar apareceu uma personagem muito castiça e que certamente ficará na memória das pessoas: uuuOOOOllly (wall-e)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Amesterdão


O Exmo. Sr. Ricardo Afonso já está a trabalhar em terras mais conhecidas pelas meninas da vida e o pelos vegetais favoritos do Bob Marley. No entanto não foi para nehuma dessas duas coisas que o levaram para lá.
Assim temos num blog perto de si as notícias (mais ou menos frequentes) dessa pessoa adorada por uns e não tanto por outras :)
Vamos a ver é quem o visita durante o tempo em que ele lá vai estar. Posso dizer que é uma possibilidade, mas é algo que não pode ser assim tão para breve. Isto porque desde o fim da minha vida académica que infelizmente os meus dias de férias são sempre muito bem contados.

Grande abraço Pica!