sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cabo Verde 7

Não podíamos passar as férias inteiras sem actividade. Afinal de contas duas pessoas activas precisam disso mesmo, actividade. Assim o dia de hoje foi para ir para o mar a umas centenas de metros da costa para fazer snorkling. Fomos ao centro de mergulho, que é gerido por uns italianos, e escolhido o equipamento partimos para o local das vistas. Por lá, junto a um depósito afundado, muitos peixes vageavam, grandes, mas na sua maioria pequenos. Saltou-me à vista dois, um bem azul e outro laranja. O azul para quem viu o "À procura de Nemo" é a Dori.
A dificuldade foi mesmo a corrente, muito forte, que constantemente empurrava para bem longe. Tive de dar muito à perna, mas mais do que eu a Patrícia que já estava derreada de tanto esforço. Mas depois de muito pedalar o capitão do barco teve pena de nós e lá se chegou a nós para irmos para o porto novamente.
O resultado, peixes vistos, muito cansaço e um joelho a doer. Afinal o esforço foi bem superior ao esperado e há juntas que não apreciaram de todo o que o mar obrigou a fazer.
Com isso só deu vontade de dormir muito para repor algumas energias, mas estes dias equatoriais não ajudam a isso, amanhecer logo pelas 6 da manhã e anoitecer às 19 põe o corpo a acordar bem mais cedo do que queria.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cabo Verde 6


O dia de hoje, pelo menos a manhã, foi dedicado a conhecer um pouco da ilha do Sal. Obviamente foi só uma manhã, mas afinal de contas a ilha tem apenas pouco mais do que 200km2 o que também não é assim tanto.
Começamos por conhecer Espargos, a capital da ilha, fica no centro da mesma e é onde se vê mais atividade, quer de infra-estruturas, assim como pessoas. De qualquer modo ainda se mantém a mesma linha da ilha, muitas casas e poucas pessoas. Além disso, há uma grande dicotomia entre o que é estâncias turísticas e o resto da construção. Literalmente como água e vinho.
Ao menos acho que estão a tirar excelente partido da ilha do Sal, uma ilha plana, mas basicamente sem recursos, sem chuva e onde praticamente não nasce nada e pouco há. "Renegar" para cá os turistas é uma excelente idéias e os inúmeros resorts turísticos que estão a ser feitos mostra mesmo isso.
O passeio em Espargos foi curto, também a vila é pequena, vimos a zona mais velha e tivemos entre outras coisas a explicação da bandeira cabo-verdiense. A pequena linha vermelha é o esforço do cabo-verdiense, o branco a paz e o azul o céu e o mar. Finalmente as estrelas são as ilhas, algo idêntico ao que acontece com os Açores e a sua bandeira.
A próxima paragem foi a terra boa, uma zona árida mas onde a terra fértil e alguma chuva em Setembro, permite crescer alguma coisa. Nesta zona deu também para ver as miragens as quais para os mais cansados e sequiosos poderiam ser qualquer coisa.
Rumamos depois à Buracona e ao seu olho azul. Quer dizer, olho azul ou preto conforme o sol que há, infelizmente tivemos sempre tempo enublado, sendo que o poço, ou a Buracona como é conhecido estava com um preto cerrado a olhar para nós. Havendo mais sol teríamos visto um olho azul turquesa.
Depois fomos a uma aldeia piscatória onde deu para comprar algumas recordações. Achei curioso, para além dos preços inflacionados, um registo do caixa para depois dar a comissão aos guias.
O final da viagem foi visitar as salinas. As quais começaram a ser exploradas no século XVI, mas só em 1805 é que começaram com o formato mais sério que tem hoje. No entanto a produção atual é praticamente para consumo interno do arquipélago, sendo que noutros tempos os portugueses levavam as grandes quantidades de sal para vender pela Europa.
Nas salinas deu ainda para nos banharmos um pouco, mas com cuidado, porque com 26 vezes a quantidade de sal que há no mar é uma água que arde bastante na vista, como acidentalmente pude comprovar.
Saímos então de volta para o hotel, com sal pelo corpo como flocos de neve ou caspa crónica mas que não deixou de saber bem. O resto do dia foi para o relax, seguindo a máxima local do "no stress".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cabo Verde 5

 Hoje foi mais um dia para acordar cedo, o sol mais perto do equador dá nisto, dias que começam muito cedo e com as nossas cortinas temos a luz a entrar bem cedo pelo quarto. Lá corremos, fomos para o pequeno-almoço e tive o primeiro acidente das férias, queimar o dedo num prato bem quente, tudo isto porque pedi uma fugata (daquelas bases de pizza que se comem, por exemplo com nutela). Posso dizer que foi um esforço algo inglório, parecido com andar pelo mundo incólume e depois há entrada de casa tropeçar e rachar a cabeça. Agora com o sol quente e a água da piscina conto refrescar o que preciso!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cabo Verde 4


Com algumas nuvens a esconderem o azul do céu, aproveitamos um pouco mais do calor. No entanto havia uma idéia para a tarde, visitar Santa Maria, a vila que é aqui mais perto do complexo. A terra em sí não destoa muito do resto da paisagem. As casas com cores esbatidas acumulam-se na paisagem e espantam-me pela quantidade, não por serem muitas, mas por serem muitas para as pessoas que aqui estão. Até porque grande parte delas, estão fechadas ou ao abandono. Mesmo assim, ainda há muitas mais em construção, algo que me deixa ainda mais confuso. Afinal como é que se constrói tanta habitação para estar completamente parada?
Mesmo assim a curiosidade de conhecer as redondezas era grande e tratamos de passear para ver o que haveria para ver, conhecer ou mesmo comprar. Infelizmente não haviam muitas lojas, por isso fomos para uma praia bem bonita, com água turquesa e quente.
Banho tomado ainda tentamos procurar algumas lojas com algo que depois nos lembre destes dias, mas irritantes e persistentes senegaleses não dão qualquer vontade de comprar o que quer que seja. Além do mais, como trazíamos mais coisas do que precisávamos, não tínhamos assim tanta vontade de nos aventurarmos. Ficou a idéia de voltar e ver um mercado com tempo e menos coisas nos bolsos.
Pelas 17 lá voltamos para o hotel e hoje decidimos experimentar outro restaurante do hotel, "Ô Grille" que, como o nome indicia, prima pelos grelhados. Comi um belo atum, mas o que mais gostei foi um outro peixe muito saboroso, panga. O lombo do peixe bem suculento e branco, lembrando peixe gato mas com mais "chicha". A noite terminou com um belo dançarico, com a minha professora particular a ajudar-me a mexer estes meus pés de chumbo. Talvez haja esperança para mim como dançarino mediano!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cabo Verde 3

Graças a uma cortina quase opaca às 7:30 da manhã estavamos despertos. Só me consigo lembrar do meu irmão e a sua dificuldade em dormir horas em quantidades mensuráveis. Acabamos por ir ao pequeno almoço e repor alguma energia que já ia faltando. Aproveitamos também para passear pelo complexo e a praia tem muito bom aspecto, com belas vistas, sendo que a única dificuldade são as rochas na entrada da água, que requer cuidados extra para evitar a lesão ou a ocasional rachadela de cabeça.
Também já temos programada uma visita pela ilha, assim como uma visita a Santa Maria para ir à praia ou mesmo ver algo para levar connosco de recordação (creio que no meu caso logo a primeira coisa que me vem à cabeça é uma t-shirt).
Agora é altura para retornar ao sol (apesar de algumas núvens que o céu tem) e sentir o energético calor a carregar as baterias.

nota: a foto fui mesmo eu que tirei :)

domingo, 10 de julho de 2011

Cabo Verde 2

Foi no Domingo que tratamos de nos meter naquele tubinho metálico a que chamam avião. O destino é o arquipélago de Cabo Verde, onde o português se fala e a morna se dança. Tenho a dizer que apesar do destino o mais saboroso é a companhia, aliás, o que nos dá tendencialmente apreço ou desdém por um local é a companhia ou as pessoas com quem interagimos. No final do dia, mais praia menos praia, mais monte menos monte o que importa é com quem partilhamos essas experiências.
Fui então para o aeroporto e preparei-me para o voo de 4 horas. A bagagem não era muita, obviamente sem esquecer a máquina fotográfica e o portátil. A primeira pelos motivos de reporte da estadia e para obter recordações para mais tarde. O segundo para ter maneira de falar com o mundo, assim como permitir ver uns filmes ou ir registando as experiências de uma saborosa viagem.
A viagem de avião teve uma vantagem, o voo ia só meio cheio, o que permitiu depois do jantar usurpar 3 lugares e fazer deles uma cama para descansar um pouco. É claro que com uma dormida o tempo no ar passou a correr e logo estavamos a aterrar na bruma da noite, com algumas luzes a surgirem, destoando da escuridão do atlântico.
Seguimos então para as burocracias e transportes para o hotel. Tudo para fecharmos os olhos às 3h da manhã (locais, +2 em Portugal). Amanhã o dia promete começar cedo, principalmente tendo em conta que não há persiana e esta cortina do quarto é bem clarinha. Salva-nos o facto de não termos um quarto mas uma suite enorme com dois quartos, dois quartos de banho e uma sala com uma televisão enorme! 

Cabo Verde 1

E daqui a umas horas estarei aqui, no quente, no bom, com a companhia que quero, tudo para um merecido descanso.
Posso dizer que já ansiava por umas férias para quebrar tudo o que tenho tido pela cabeça, principalmente no que toca a trabalho. Agora tenho pela frente uma curta semana, a recuperar forças e vontades para a seguir uma mais bela demanda ter pela frente.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Hotel Fénix Lisboa

Acho que vou ter de começar a cobrar pelas minhas ideias. Estes últimos tempos tenho ido a Lisboa em trabalho e costumo ficar no Fénix Lisboa e as últimas 3 ideias que dei, vá, as únicas que dei, foram todas implementadas.
1ª - Máquina de café não paga - Colocaram Nespresso
2ª - Não ter fruta de calda no pequeno almoço - check
3ª - Internet gratuíta no hotel todo - estão a implementar depois de a ter dado na semana passada.

É de mim ou começo a ter aqui uma oportunidade de negócio...."Gerador de ideias", "Fomentador de acréscimo de qualidade de serviços"

Estas ideias já devem ser do sushi no buxo...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

edp no douro

Um belo serão na ribeira do porto...


Fazer sushi?

Moda ou não tenho a reconhecer que sushi é algo que me dá imenso gosto comer, ainda para mais se for bem realizado. No entanto fazer em casa é um desafio dado ser necessário técnica para elaborar as saborosas peças de arroz, alga e peixe (e não só).
Seguindo esta ideia, a Tupperware lançou umas formas que prometem ajudar aos cozinheiros cazeiros. Sendo que pelo aspecto é algo bem prático. Por isso vejam e digam o que pensam!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cancro da próstata - cura na mira?

Num artigo que me saltou para cima vi algo bastante interessante e que é extremamente inspirador. Estarem já a testar em ratos uma vacina para curar o cancro da próstata, sendo que se espera que em 2 anos comecem ensaios clínicos em humanos.
Não há dúvida...boas notícias!

(imagem obtida em DailyTech)

sábado, 25 de junho de 2011

Company adimove

E estou pelo rivoli para ver dança contemporânea. Upa upa

As repas...

E como a vida passa e o cabelo cresce, volta e meia é preciso aparar a juba para não ter tanto calor, ainda para mais porque tenho pedalado e também porque as férias estão a chegar....
Numa nota, este post tem o dedo do meu telemóvel.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Work bike tour 5

Um aspecto que me faz sorrir, apesar do pequeno contratempo que representa é o vento. Ainda para mais na altura que tenho sentido. Nas viagens de almoço para casa, que são a descer, o vento no peito faz-se sentir significativamente. Se por um lado é agradável refrescar um pouco com a temperatura que se faz sentir para evitar o suor, já a minha velocidade é prejudicada.
Ora o que me passa pela cabeça é, nem a descer isto é fácil, é mesmo para sair daqui com pernas rijas!
Talvez um dia pense numa solução como encontrei nesta imagem...(que já agora encontrei na net e é da autoria de Dahou)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Work bike tour 4

O trajecto de casa-trabalho que sigo é bem simples. Basicamente é como o já se ouviu nalgum sítio: segue, segue, segue. Fico-me por subir e descer a avenida da Boavista até à rotunda e utilizar o parque da empresa para estacionar o meu bólide. No fundo são 4 viagens para me dar ao luxo de ir comer a casa, o que no meu entender, é sempre positivo.
Além disso, não sei se é por ter mais tempo, mas estou-me a aperceber que há muita gente a andar de bicicleta por estas alturas. Será que o preço da gasolina está a mudar os hábitos para actividades mais saudáveis e ecológicas?

Aqui está o meu percurso, eu até adicionava uma imagem...mas devido a dificuldades técnicas não pode ser :)
http://www.gmap-pedometer.com/?r=4595717