terça-feira, 26 de abril de 2011

Frigorífico novo?

Alguém está a pensar em mudar de frigorífico? Bem, se for o caso aqui fica uma sugestão da Electrolux. Em vez do tradicional "caixote" frio algo inovador, um gel que mantém a comida fresca. Supostamente permite colocar mais coisas no frio, embora acho que irá demorar algum tempo às pessoas se habituarem a meter as verduras e a fruta no meio de um gel verde e viscoso (mas que tem a indicação que não passa de qualquer modo para a comida.
Algo a ver definitivamente!


p.s. - o link veio-me parar às mãos, se alguém souber de onde é que avise.

sábado, 23 de abril de 2011

Champex-Lac 5

Um longo, longo dia, foi o resumo de uma série de horas que começaram na quinta e tomara toda a sexta. Durante quinta começamos por deixar o chalêt e Champex-lac, o destino passou a ser Zurique que ainda estava a 300km de distância e assim havia alguma estrada pela frente.
Tinhamos de atravessar o país e passar do cantão francês para o alemão, o qual saltou à vista pela língua falada, do mais familiar francês, para o reconhecível e incompreensível alemão.
Pode-se dizer que a cidade é castiça, com ruas estreitas ao estilo de uma terra que nasceu em tempos medievais, e nas quais proliferavam restaurantes, bares e...outros negócios que fazem lembrar a conhecida Amesterdão...
Deu ainda tempo para uma bela cerveja e seguirmos então para o sítio da nossa última actuação, o restaurante Caravela. Fomos presenteados com um belo manjar e depois partilhamos a nossa música. O gosto estava visível nos presentes e não fosse a necessidade de chegar a horas para entregar a carrinha em Portugal, certamente teriamos ficado mais tempo por terras suíças.
Havia no entanto consciência dos 2200 km que ainda tinhamos pela frente e assim sendo entramos para a familiar Ford Transit. Assim a nossa sexta foi basicamente a conduzir, a passarmos alcatrão com a nossa casa na cabeça. Ora conduzia-se, ora dormia-se, ora fazia-se companhia. Lá estavamos, muitas horas depois em casa, com um gosto por estar nos braços de quem nos esperava e na memória com uma bela semana com os nossos amigos.

Para o ano, quiçá destinos...diferentes!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Champex-Lac 4

Hoje foi dia de passeio, passamos meia hora ao espelho e ficamos por aí (pelo menos no que toca às semelhanças com a música dos Rio Grande). Devido a um jantar regado a vontade de acordar era menor, mesmo assim lá tratamos de preparar as coisas para começar a almoçar. Quando o processo estava para arrancar deparamo-nos com uma dificuldade. Não tinhamos água, a fonte estava seca. Como tal sobrou uma solução, rumamos logo para Chamonix (embora na fronteira, para o guarda fronteiriço tivesse dito que iamos para Champomix). Lá deu para ver de perto o que espero para o ano subir, o monte branco sendo que parece mais um no meio de tantos picos. A vila é bem castiça e tem uma bela dimensão e com bastante animação. Ficamos a passear com as lojas em vista e finalmente encontrei umas calças que me ficaram na retina. 
Para quem não sabe andava à procura de umas calças para esquiar e não encontrei o que queria, desta vez encontrei algo que me interessasse mais. Paralelamente estive também a ver botas para frio extremo. Cheguei à conclusão que tenho de comprar um 45 para um modelo que já andava a pesquisar (tamanho estimado, dado que só tinham até ao 44 1/2).
Tanta pseudo-animação e acabamos agora em casa a comer uma massinha, sendo que a malta já está cansada. Felizmente amanhã temos uma actuação para quebrar esta rotina e logo a seguir voltar para abraçar Portugal (agora só me lembro da música do Graciano Saga).

Amanhã será um longo, longo dia, só de pensar...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Champex-Lac 3

Um dia bem longo este, que tivemos. Conseguimos acordar relativamente cedo para nos arranjarmos e tratarmos de subir um monte que temos mesmo em frente. A diferença de cota é de 1000 metros e tudo numa subida de cerca de 5 km. O problema que tivemos nem foi propriamente o declive, que em certos sítios estaria para além dos 45º. Foi a neve que havia no caminho, e dado que certas pessoas não estavam assim tão preparadas (note-se que levar sapatos de traje não é o mais indicado), vimo-nos forçados a descer quando já tinhamos subido cerca de metade do monte. Mas dado que ainda tinhamos força, e acima de tudo comida nas mochilas, arranjamos alternativas e fomos passear para trajectos mais acessíveis e com paisagens igualmente bonitas.
Os passeios terminaram e regrassamos ao chalêt, tomamos uns revigurantes banhos e, para aproveitar o dia, fomos a Sion ver a cidade. Esta conta com vários castelos e um centro castiço, com ruas bem estreitas que fazem lembrar o Porto com a sua caótica disposição.
Mesmo assim, para acabar o dia em beleza, regressamos a casa e fizemos um belo jantar que consistiu em carne grelhada e um belho arroz de cenoura (note-se que eram precisas mais 4 ou 5 cenouras, mas meteu-se o que se tinha).

Amanhã é dia de ir a Chamonix, ver o que podemos fazer ao nosso espírito consumista.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Champex-Lac 2

Este dia começou mais tarde do que o normal, um acordar tardio foi obrigatório. Afinal depois de um dia inteiro na estrada e outro bem longo nas cantorias faz criar em mim um estranho e inexplicável cansaço.
Mesmo assim tratamos de comer algo para dar energia aos corpos cansados e tratamos de ir comprar algo para as refeições dos dias seguintes. Posso sublinhar que muitos homens às compras sem grandes objectivos, se assemelham a baratas tontas sem rumo ou destino.
Felizmente o dia ainda não tinha passado e podemos aproveitar a sublime paisagem com um passeio pelas margens do lago que temos no planalto onde temos residência.
Agora estamos na sala a preparar a janta e a saborear este convívio tão necessário e saboroso para a saúde deste meu grupo de fados.

domingo, 17 de abril de 2011

Champex-Lac

A digressão para a Suíça iniciou-se com um belo jantar no sítio do costume. A companhia era bastante e de qualidade e isso fez o tempo passar depressa até chegar a hora de irmos buscar o veículo.
Rumei até ao aeroporto e lá escolhemos a "vítima", uma enorme Ford Transit que, com as suas generosas dimensões, permitiu por facilmente todas as nossas tralhas. Metemo-nos à estrada e iniciamos a penosa viagem. Foi a literal viagem de sol a sol, sendo que depois de partirmos pelas 2h da manhã chegamos só à meia-noite do dia seguinte.
Pode-se dizer que foi uma bela estirada.

Com isso o Sábado foi perdido e depois de uma curta noite de sono, tratamos de acordar para irmos para o nosso primeiro ponto de paragem, a casa do Benfica de Neuchatel. Tivemos direito a uma bela e farta recepção que contou acima de tudo com inúmeras iguarias. Mais do que conseguimos comer. Saliento também o vinho do Douro (um reserva de 2005, que penso que se chamava "Soutinho").
Tratamos de tocar para quem lá estava e tivemos direito a um bom acolhimento do público. Mal sabiamos nós que ainda teriamos muito que cantar no dia de hoje! Na casa do Benfica fizemos duas sessões e saímos, para ir buscar o Manel a um aeroporto perto de sí.
Adicionamos mais 300 km à carrinha com 2 meses e voltamos a Neuchatel, desta vez procuravamos um outro poiso, um restaurante italiano de conhecimentos nossos. O local estava com pouca gente, fruto de um dia que antecipa a semana de trabalho, mas não foi isso que impediu de deixarmos uma menina lacrimejante e de levarmos com um inesperado flash. Já na saída do restaurante cruzamo-nos com uns portugueses que nos "forçaram" a entrar novamente no restaurante para bebermos mais uns copos.
A noite longa e com tanta música começou a fazer-se sentir e viemos para o nosso chatel, perdido em Champex-lac, a estrada sinuosa e estreita parece um constante desafio para a nossa carrinha, mas a vontade de dormir é tanta que não há desafio que nos pare.
Mesmo assim ainda ficamos na sala a conversar para chamar bem o sono, e amanhã, será um dia para descansar!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fados em Santa Maria da Feira

Posso dizer que se há uma coisa que tem havido em abundância são actividades. O tempo não tem chegado para tudo e há muitas tarefas que tenho pendentes e que ainda não consegui por em dia, nomeadamente estar com amigos que merecem as minhas saudades e que ainda não as apaziguaram.
De qualquer modo tenho tido algumas actividades que tenho realizado, nomeadamente actuações que estão novamente a crescer em frequência.
Esta semana foi altura de irmos à cidade da feira mediaval, Santa Maria da Feira, partilhar um bocado do nosso gosto pela música através do nosso fado.
A chegada foi algo tardia, com as hostes a chegarem tarde ao ponto de encontro, cortesia de um trabalho que nem sempre acaba às horas desejadas. Chegados tivemos um longo e preenchido jantar o qual estava bem ao gosto.
Rumamos então para o mercado que tinha já o público à espera. Não tardou os acordes soaram e lá mostramos o que gostamos de fazer.
A música como de costume passou a correr e pensamos em voltar para casa, mas não sem antes registar o momento numa bela foto!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para nós...

De pequenas coisas fazemos uma grande vida, tal e qual certas máquinas automóveis, são os pequenos pormenores que importam e dão o sal que precisamos no dia-a-dia. Pode ser uma paisagem, um gesto, um sorriso, uma música.
Nestes dias há coisas que me fazem muito feliz, como a música...


Para quem não conhece sugiro Mayra Andrade ...

sábado, 2 de abril de 2011

O presidente Obama tem computador próprio

Se a próxima versão do Censos tiver a pergunta "tem computador próprio" já sabemos o que o Obama responde. Com esta atitude claro que as pessoas gostam dele.
Só visto!

domingo, 27 de março de 2011

Avoriaz 6

Apesar da chatice com as malas houve a vantagem de uma calorosa, saborosa e surpreendente recepção no solo da Invicta. Umas boas férias sendo que amanhã espero ter as malas em minha posse, para arrumar aquela roupa que deve estar tão cheirosa depois de uns dias fechada num saco escuro e húmido.
Uma vinda apressada posso dizer que foi o que tive. Não pela componente de esperar em Genebra algumas horas pelo avião, mas por este sair atrasado e a minha ligação em Lisboa para o Porto ser muito a correr. Tanto a correr que ambas as malas ficaram pelo caminho. A viagem em si passou bem, apesar de cansativa. Sendo que me apercebi de um aspecto curioso, foi a primeira vez que fui numa viagem de avião sozinho. Não é que tenha receio ou algo assim, achei curioso é esse facto, porque normalmente levo sempre alguém comigo.

Amanhã tenho o regresso ao trabalho. Pode ser que possa descansar, já que entre exercício em abundância, uma cama péssima e um companheiro de quarto com uma ronca no nariz o descanso não foi muito.


PS - a última foto já foi o meu trabalho para o projecto das 52 semanas. A original tinha mais sol e outras coisas que não interessavam :D

sexta-feira, 25 de março de 2011

Avoriaz 5

O último dia a esquiar chegou depressa, nada de novo nessa vertente. O dia esteve um bocado mais frio com algumas nuvens a tapar o forte sol. Com a temperatura ainda mais quente que o desejado a neve manteve-se no estatuto de papa. Olhando para trás deu para fazer certa de 30/35 quilómetros por dia, o que tendo em conta que até havia estreantes não é nada mau. Mesmo assim se não fosse a pessoa mais experiente sentir-me-ia muito melhor. Dado que assim não deu para aprender tanto como queria. Mesmo assim houve a possibilidade de fazer experiências e gozar as belas montanhas que os Alpes têm.
Depois de almoçar ainda tratei de dar uma última volta a algumas lojas à procura de umas calças, mas ainda não encontrei o que queria, nem no tamanho que queria.
A última novidade do dia foi a chuva que começou e agora um forte nevão, vá lá que é da maneira que quem vem esta semana próxima tem neve para esquiar, porque ao ritmo que as coisas andavam mais duas semanas e toda a brancura desapareceria.
Agora vou tentar orientar a mala para amanhã não me custar tanto arrumar as minhas tralhas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Avoriaz 4


Estes dias de neve têm sido algo bipolares, por um lado é fantástico estar a esquiar, por outro a temperatura não ajuda, isto é, tem estado muito quente e a qualidade da neve ressente-se e muito.
No final fico com uma janela de acção limitada. O grupo acorda cedo e tentamos sair logo para apanhar as primeiras horas da manhã, isto para apanhar a neve o melhor possível, dado que pela hora de almoço já só há papa.
Por outro lado tem dado para descansar, fazer dias de ski mais curtos e aproveitar o restante tempo para descansar e recarregar baterias para o trabalho que se avizinha. Amanhã temos o nosso último dia de ski, numa semana que como sempre passou a correr. É fatídico as férias serem sempre assim, e ainda bem, é sinal que estou feliz com o tempo que tenho, e que aproveito o que me é apresentado. Não tarda chegará o Sábado e terei uma longa viagem, com um transbordo por Lisboa, cortesia de um cancelamento do voo directo por parte da Tap.
Amanhã o dia quero dedicar a alguns saltos mais arrojados e que por muita adrenalina que tenham, acho que serão só de uns centímetros, algo que só quem faz é que sente.
Agora, a uma hora bem cedo, fico-me na cama e trato de dormir para repor energias para os próximos tempos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Avoriaz 3

Já passaram 3 dias de ski, e tem sido tão rápido ao ponto de ontem nem ter dado para registar o momento. Bem, daria perfeitamente, mas a vontade de passar algum tempo a poupar os neurónios foi mais forte e por isso “desleixei-me” com outros pontos.
O dia de hoje, marcado pelo aniversário de certas pessoas, também contou com um bom dia de ski. Obviamente o sol em excesso tem feito encurtar as sessões de exercício, porque a neve já começa a ficar em papa e por isso prefiro focar-me no início do dia, quando a neve está boa, lisa e apetecível. De qualquer modo tem dado para passear pela fronteira, ora na Suíça, ora na França. Sempre acompanhado com a minha máquina e a minha sandes que faz as delícias ao almoço. Melhor dizendo, não faz assim tanto as delícias, mas o custo proibitivo das refeições nas pistas leva a tomar esta atitude.
Com os dias de ski mais curtos dá tempo para voltar para casa, arranjar-me antes do resto do grupo voltar e ainda ver relaxadamente um filme. Embora fosse apetecível ter companhia um belo momento de solidão também não faz mal, face à casa cheia com 7 pessoas.
De salientar a bebida que tomei ao almoço a acompanhar a sandes, um belo cálice de Porto, que para ser honesto, era um copo de champanhe cheio de Porto, mesmo assim era um agradável Burmester, que face onde estamos parece bem bom.

domingo, 20 de março de 2011

Avoriaz 2

Num pequeno apartamento com sete pessoas o espaço não abunda. Nem para as pessoas, nem para as tralhas de tanta gente. De qualquer modo, quando se quer arranja-se maneira e posso dizer que as minhas coisas estão bem arquivadas por baixo de uma das camas da sala.
A primeira manhã foi a complicação do costume, todos a procurar tudo o que precisam, o que não precisam e tudo mais.
Rumamos às pistas e tentamos tirar a ferrugem das pernas. Posso dizer que sendo a pessoa mais experiente este ano é algo desconcertante, é mais difícil de aprender o que quer que seja porque não tenho exemplos a seguir. É mais um esforço mental em lembrar-me do que tenho de fazer para melhorar e ir experimentando. Mesmo assim tenciono tirar sumo de toda esta semana e chegar ao fim dela mais rico em conhecimento.
Ainda para mais tive de tarde a fazer de guia para o resto do grupo e ainda deu para ir até à Suíça para fazer algumas pistas.
Decidi ir cedo para casa para descansar e tomar uma merecida banhoca, afinal amanhã há mais e não vale a pena cansar-me todo hoje.

sábado, 19 de março de 2011

Avoriaz 1


Um dia que começou cedo. Ainda nem 8 da manhã eram e já estava fora da cama. Tudo para começar esta minha viagem para terras francesas. O motivo era um já conhecido para esta altura do ano, esquiar. No entanto, face ao que tenho feito nos últimos anos (que tem sido só Andorra) decidi que o destino tinha de ser outro. Como tal achei por bem fazer um desvio para os Alpes, para a estância de Avoriaz.
Para lá chegar voei para Genebra e seguidamente fui de transfer para os apartamentos. Mas já no aeroporto tive um problema, chegaram os sacos, o meu incluído, mas os meus skis (que ainda por cima tive de pagar para os trazer) não estavam em nenhum lado. Ainda esperei um bom bocado mas nada. Fui então para a reclamação de bagagens e tratei de apresentar a minha queixa. Estava relativamente relaxado porque sendo um voo directo não havia muito sítio por onde perder o equipamento.
Tratadas as burocracias, saí e encontrei-me com o resto do grupo para seguir para a estância. A viagem não demorou muito e lá chegamos ao destino com um nevão em cima de nós. A neve a cair, acompanhado das pesadas malas tornou uma curta distância de 300 metros num penoso passeio, que depois de tanto quilómetro todos os metros pesavam.
Seguiram-se mais burocracias, nomeadamente o equipamento do resto do grupo, os forfaits, o apartamento e obviamente comida.
O resto do dia passou a correr, mas felizmente ao final telefonaram a dizer que tinham encontrado os meus skis e que estavam a vir, fui buscá-los e o ânimo para o dia de ski que se avizinhava foi logo outro.