quarta-feira, 2 de março de 2011

Retiro de Eng. Química 3

Como seria de esperar o Domingo chegou a correr, como é tão normal quando vamos de férias. Mesmo assim acho muito positivo o tempo passar a correr, é sinal que é um tempo apreciado e gostoso. Posso dizer que férias longas e penosas não, obrigado!
Mais uma vez fomos com uma indumentária adequada tomar o pequeno almoço e aproveitamos a manhã para visitar o museu que tinhamos mesmo ao pé da pousada. O mesmo mostra a vida na aldeia de Vilarinho da Furna, a qual foi submersa quando a barragem foi construída ainda no tempo do estado novo.
O cansaço fez-se sentir e o almoço chegou, desta vez com um bacalhau que estava melhor que o esperado. Seguimos para o Porto para aproveitar ainda a tarde e por assuntos em dia, e que bela tarde foi. Mas isso são outras histórias...

p.s. - o chapéu veio orgulhosamente do Kilimanjaro...

terça-feira, 1 de março de 2011

Retiro de Eng. Química 2

O dia de Sábado começou relativamente cedo. Fomos comer um singelo mas farto pequeno almoço e pusemo-nos à estrada. A pé, isto é. A ideia era ir à fenda da Calcedónia e estar pertinho da natureza que tanto aprecio. O grupo era maior do que estou habituado a levar para estas caminhadas, e dado que havia gente inexperiente foi algo que se pode chamar, nas calmas.
Depois de algum andar lá chegamos à fenda, mas com o cansaço de alguns o grupo ficou mais pequeno. Parte voltou para a pousada para tratar de almoçar e reservar comida para os que ficariam. Os resistentes lá trataram de subir a fenda e apreciar umas belas vistas.
A fenda em si provou ser intimidante, mas passo a passo apercebi-me que não era tão difícil de subir como antevia.
Mais em cima, depois da fenda deu até para encontrar umas pegadas e uma toca de lobo, algo bom (porque não estava o lobo lá dentro) dado que ainda temos belos animais nas nossas terras.
Apreciamos as vistas durante algum tempo, mas depois a fome começou a fazer-se sentir, e nem os werthers originais colmatavam completamente a fome. O destino mudou e agora queriamos era retornar para a pousada.
Chegamos lá pelas 15h e esperava-nos um belo frango. Quem diria que frango no pão com batatas fritas saberia tão bem como foi o caso.
A tarde deu ainda para uma bela soneca e pela noite cantorias, durante as quais até estreamos a Balada da Distância. Na actuação ainda contamos com o Miguel, que mesmo ainda doente de gripe nos veio visitar (este grupo é pior que mel).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Retiro de Eng. Química 1

Este fim-de-semana tive direito a uma bela prenda, um retiro com o meu grupo de fados. A "desculpa" foi um retiro de eng. química que partilhamos.
O encontro começou ao final da tarde de sexta, fui a correr para a faculdade para me encontrar com as hostes. Por lá já tinhamos a camioneta à nossa espera para percorrermos a estrada e chegarmos a Vilarinho das Furnas, mais precisamente para a pausada da juventudo.
Apesar da boa disposição, comida e bebida, tenho a dizer que a condução do motorista deixou muito a desejar, com aquele acelera, trava, acelera, curva, etc. O resultado foi que houve quem não gostasse da condução e se queixasse em conformidade.
A viagem passou e fomos logo para a cantina pois a hora de jantar estava já passada. Esperava-nos uma bela massa à bolanhesa que serviu para bombear energia para o que viria.
As pessoas ficaram pelos sofás e alguns destemidos (aparentemente só gente do grupo) decidiu no negrume da noite ir a um marco geodésico ali ao pé. Foram quase duas horitas que andamos com as estrelas em cima e um caminho iluminado por uma pequena lanterna. O frio nem era assim tanto o que ajudou a apreciar a noite.

Eventualmente regressamos e tratamos de descansar para a caminhada que o dia seguinte traria...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Projecto 52 - semana 7

Esta semana passada estive com alguma dificuldade em arranjar um tema para a foto da semana. O tempo disponível não ajudou e tive de fazer omoletes com os ovos que tinha. A ideia surgiu com os pós de conversas que tenho tido nos últimos tempos, quer em conversa de adereços, quer em fotografia nocturna.
Deixei a ideia a marinar um pouco e surgiu uma imagem na cabeça. Peguei na máquina e tratei de fazer umas longas exposições.
Conjuguei com um relógio e mais uma textura da autora que tenho utilizado recentemente. O resultado, algo noir, não é certamente uma imagem que agradará a todos, mas fiquei surpreso por se estar a tornar numa foto bem popular.
No Flickr, onde costumo ter as fotos disponíveis, há um top 500 diário das fotos mais "interessantes" (um algoritmo que usam que ninguém sabe muito bem como funciona). A foto entrou para o lugar 81, passou para 67 e hoje está no lugar 44. Algo muito interessante e motivante para mim. Afinal, saber que uma foto é apreciada é sempre bom para o artista que a cria.
Se gostarem, visitem e comentem!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Passeios pelo Alvão

Esquecido como sou nem me lembrei de relatar um belo passeio que tive pelas Fisgas por estes dias. A boa companhia e um tempo frio ajudou a marcar mais o evento. Fiquei só algo desejoso de ter molhado mais os pés porque aí sim, seria ainda mais uma bela história para recordar.
Chegados a casa depois de umas horas a caminhar houve tempo para comer e descansar para ganhar energias. Tenho de repetir mais passeatas, desta feita com mais gente, uma vez que levei nas orelhas por não ter avisado os suspeitos do costume.
Para a próxima terei mais cuidado! :D

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

E tudo o vento levouvi

Nas notícias diz-se que o tempo está mau, alertas coloridos pelo país fora e aqui na Invicta parece que o vento faz das suas. No mercado do bom sucesso parece que a ventania tudo leva, como uma amiga minha me mostrou.
Parece que houve intervenção dos bombeiros, resta saber se a TVI lá vai contar mais uma história dos coitadinhos.

Novo retiro das Antas - aniversário do Sete (Nuno)

O domingo teve mais festividades, o que apesar de as adorar, parece que calharam mesmo no fim-de-semana que precisava para descansar e não me deixar ir abaixo com uma gripe que vai ganhando terreno.
Decidi no entanto aguentar porque o ganho era certamente maior que a perda. Sendo que se comprovou e apesar da moleza o saldo é bem positivo. Posso dizer que desde salgados, feveras de porco preto, bifanas, doces e vinho em fartura, tudo me passou pelas mãos, ou melhor, pelo buxo.
Afinal qual a "desculpa" de hoje. O Sete, também teimosamente conhecido por Nuno (vá-se lá saber porquê), teve uma festa de anos com amigos família e os "penetras" do costume, que a convite lá foram cantar uns fadunchos.
Tivemos até oportunidade de conhecer alguns elementos do mítico grupo "Do Chopal até à Lapa", que cantaram connosco e deram um peculiar brilho à festa.
Um belo lanche ajantarado com excelente companhia e que merece ser recordado!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Noite de fados - Mafamude

Foi no sábado passado que tivemos oportunidade de ajudar a uma boa causa. Desta feita deslocamo-nos a Mafamude, logo a sul do nosso Porto, para a próxima terra de Vila nova de Gaia (dito assim parece que foi uma grande viagem). E tratamos de participar na Noite de Fados do Clã 90.
A noite fria fez-se sentir, e com o corpo a indiciar uma bela gripe lá cheguei, temia que algo não corresse muito bem. Já a sala estava composta e não tardou a espalharmos o nosso gosto pelo fado de Coimbra. O público parecia corresponder e tivemos um feedback muito efusivo e positivo. Algo bem reconfortante quando temos essa "troca de galhardetes" com o público. É que mesmo pensando nas horas sem fim "perdidas" a ensaiar, ter estes mimos é sempre muito positivo.
No entanto a música passou depressa, tal como a companhia dos meus amigos do grupo e tudo não tardou a passar. Sinto mesmo que quando gostamos muito de algo é certo que acaba depressa (nem que o depressa demore décadas).
Como diria uma amiga minha, "vocês gostam mais uns dos outros que chocolate".

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ponto de As-sukkar

Para quem gosta de coisas doces, ou salgadas, ou assim assim, aqui vai uma bela sugestão de quem tem mais dotes culinários que eu (o que também não é assim tão difícil). Mesmo assim, para quem quer preparar umas iguarias apetitosas, fica o apontador para o ponto de açúcar, perdão, ponto de as-sukkar.

O blog ainda está nos primórdios mas promete dar muito agrado com o que nos traz.

P.s. - a imagem já é do blog, um belo manjar de maçã...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apaixone-se...

Porque alguém recomendou e porque é mesmo assim, tão simples. Temos sempre a mania de complicar as coisas e é tudo tão simples. Pode ser difícil, muito difícil, mas será no final de contas...simples...
Amanhã será então mais um dia para me apaixonar, apaixonar por mim, por nós, por eles, por todos, por coisas e coisinhas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Carregadores para todos

Algo que fazia algumas pessoas se manter na companhia de uma marca de telemóvel era, entre outras coisas, os acessórios, nomeadamente os carregadores. "Já lá tenho uns em casa, e assim não preciso de comprar outro para o trabalho".
Ou a frequente situação do "ai estou sem bateria e só tenho o carregador em casa".
Vá lá que a União Europeia não é assim tão má e com alguma pressão (viva os lobbies...), convenceu grandes marcas de telemóveis a ter um tipo de carregador único.
O formato é o micro-USB. O que permite carregar o telemóvel ou da tomada ou do PC. Formato esse que já se começa a ver, em novos Nokias, no meu Samsung ou mesmo em Blackberries. Pelo menos estes são os exemplos que já tive perto de mim.
A ideia para além de ter um carregador único e não ficarmos sem carga é a mais longo prazo, poder vender telemóveis sem carregador, o que baixará o custo dos mesmos (afinal sempre é menos uma coisa a ser vendida). E mesmo que se deseje comprar carregadores, a oferta será tanta (nomeadamente de marcas brancas) e tão barata, que não será um impedimento.

Boas notícias!

P.S. - Para os curiosos, vejam o site desta iniciativa aqui

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cristina Braga - Casa da Música

É neste mês de Fevereiro, mais precisamente no dia 17 que na casa da música vai estar Cristina Braga, que traz uma mistura de música popular brasileira com arpa. Uma mistura que ainda desconheço em pormenor, mas que estou curioso de descobrir.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quais doenças?!

Realmente quando era miúdo não havia tanto foco em "doenças" ou "limitações" que vemos tantos psiquiatras
a "pregar". Obviamente há muitas pessoas com condições sérias e que precisam de ajuda e de tratamento. Sinto no entanto que a maioria das situações são nada mais nada menos que pessoas normais, apenas talvez, mal direccionadas. Só temos que saber orientar as energias que temos no sentido que desejamos, ou ajudar os outros nesse caminho.

Fica aqui um pequeno vídeo que pode ajudar a ver as coisas por outro prisma...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Avioraz - já faltou mais

Este ano vou voltar a ter a sorte de poder ir esquiar. Já antes de partir tenho algum pesar por não ir toda a gente que gostaria que fosse, mas espero que mesmo assim tenha uma semana cansativa e revigorante. Cansativa porque esquiar 6 horas por dia é exercício a sério e revigorante porque percorrer imensas montanhas brancas com paisagens extensas é algo que acho belíssimo e me alimenta o espírito.
O plano é para ir para Avioraz, Alpes. Algo que era quase uma exigência, não fosse a minha saturação com Andorra, a qual visitei por 4 vezes seguidas. Além do mais, uma visita aos Alpes pode ajudar-me a recolher alguma informação para uma subida em 2012 ao Monte Branco.
Mas antes disso há ski, que ainda falta...Março, nunca mais chegas!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tudo o que espoliámos à “geração sem remuneração”

Tudo o que espoliámos à “geração sem remuneração” - por José Manuel Fernandes


Para uns terem “direitos adquiridos” para sempre, outros ficaram sem direitos nenhuns: os mais novos, os nossos filhos

Quando o FMI chegou pela segunda vez a Portugal, em 1983, eu tinha 26 anos. Num daqueles dias de ambiente pesado, quando havia bandeiras pretas hasteadas nos portões das fábricas da periferia de Lisboa, quando nos admirávamos com ser possível continuar a viver e a trabalhar com meses e meses de salários em atraso, almocei com um incorrigível optimista no Martinho da Arcada. Nunca mais me esqueci de uma sua observação singela: “Já reparaste como, apesar de todos os actuais problemas, a nossa geração vive melhor do que as dos nossos pais? Tenta lembrar-te de como era quando eras miúdo…”
Era verdade: a minha geração viveu e vive muito melhor do que a dos seus pais. E eles já viveram melhor do que os pais deles. Mas quando olho para a geração dos meus filhos, e dos que são mais novos do que eles, sinto, sei, que já não vai ser assim. E não vai ser assim porque nós estragámos tudo – ou ajudámos a estragar tudo. Talvez aqueles que são um bocadinho mais velhos do que eu, os verdadeiros herdeiros da “geração de 60”, os que ocuparam o grosso dos lugares do poder nas últimas três décadas, tenham um bocado mais de responsabilidade. Mas ninguém duvide que o futuro que estamos a deixar aos mais novos é muito pouco apetecível. E que o seu presente já é, em muitos aspectos, insuportável.

Começámos por lhes chamar a “geração 500 euros”, pois eram licenciados e muitos não conseguiam empregos senão no limiar do salário mínimo. Agora é ainda pior. Quase um em cada quatro pura e simplesmente não encontram emprego (mais de 30 por cento se tiverem um curso superior). Dos que encontram, muitos estão em “call centers”, em caixas de supermercados, ao volante de táxis, até com uma esfregona e um balde nas mãos apesar de terem andado pela Universidade e terem um “canudo”. Pagam-lhes contra recibos verdes e, agora, o Estado ainda lhes vai aplicar uma taxa maior sobre esse muito pouco que recebem. Vão ficando por casa dos pais, adiando vidas, saltitando por aqui e por ali com medo de compromissos.
Há 30 anos, quando Rui Veloso fixou um estereótipo da minha geração em “A rapariguinha do Shopping”, a letra do Carlos Tê glosava a vaidade de gente humilde em ascensão social, fosse lá isso o que fosse: “Bem vestida e petulante/Desce pela escada rolante/Com uma revista de bordados/Com um olhar rutilante/E os sovacos perfumados/…/Nos lábios um bom batom/Sempre muito bem penteada/Cheia de rimel e crayon…”
Hoje, quando os Deolinda entusiasmam os Coliseus de Lisboa e do Porto, o registo não podia ser mais diferente: “Sou da geração sem remuneração/E não me incomoda esta condição/Que parva que eu sou/Porque isto está mal e vai continuar/Já é uma sorte eu poder estagiar…” Exacto: “Já é uma sorte eu poder estagiar”, ou mesmo trabalhar só pelo subsídio de refeição, ou tentar a bolsa para o pós-doc depois de ter tido bolsa para o doutoramento e para o mestrado e nenhuma hipótese de emprego. Sim, “Que mundo tão parvo/Onde para ser escravo é preciso estudar…”
É a geração espoliada. A geração que espoliámos.

Sem pieguices, sejamos honestos: na loucura revolucionária do pós-25 de Abril, primeiro, depois na euforia da adesão à CEE, por fim na corrida suicida ao consumo desencadeada pela adesão à moeda única e pelos juros baixos, desbaratámos numa geração o rendimento de duas gerações. Talvez mais. As nossas dívidas, a pública e a privada, já correspondem a três vezes o produto nacional – e não vamos ser nós a pagá-las, vamos deixá-las de herança.
Quisemos tudo: bons salários, sempre a subir, e segurança no emprego; casa própria e casa de férias; um automóvel para todos os membros da família; o telemóvel e o plasma; menos horas de trabalho e a reforma o mais cedo possível. Pensámos que tudo isso era possível e, quando nos avisaram que não era, fizemos como as lapas numa rocha batida pelas ondas: enquistámos nas posições que tínhamos alcançado. Começámos a falar de “direitos adquiridos”. Exigimos cada vez mais o impossível sem muita disposição para darmos qualquer contrapartida. Eram as “conquistas de Abril”.
Veja-se agora o país que deixamos aos mais novos. Se quiserem casa, têm de comprá-la, pois passaram-se décadas sem sermos capazes de ter uma lei das rendas decente: continuamos com os centros das cidades cheios de velhos e atiramos os mais novos para as periferias. Se quiserem emprego, mesmo quando são mais capazes, mesmo quando têm muito mais formação, ficam à porta porque há demasiada gente instalada em empregos que tomaram para a vida. Andaram pelas Universidades mas sabem que, nelas, os quadros estão praticamente fechados. Quando têm oportunidade num instituto de investigação, dão logo nas vistas, mas são poucas as oportunidades para tanta procura. Pensaram ser professores mas foram traídos pela dinâmica demográfica e pela diminuição do número de alunos. Sonharam com um carreira na advocacia, mas agora até a sua Ordem se lhes fecha. Que lhes sobra? As noites de sexta-feira e pensarem que amanhã é outro dia…
E observe-se como lhes roubámos as pensões a que, teoricamente, um dia teriam direito: a reforma Vieira da Silva manteve com poucas alterações o valor das reformas para os que estão quase a reformar-se ao mesmo tempo que estabelecia fórmulas de cálculo que darão aos jovens de hoje reformas que corresponderão, na melhor das hipóteses, a metade daquelas a que a geração mais velha ainda tem direito. Eles nem deram por isso. Afinal como poderia a “geração ‘casinha dos pais’” pensar hoje no que lhe acontecerá daqui a 30 ou 40 anos?

Esta geração nunca se revoltará, como a geração de 60, por estar “aborrecida”, ou “entediada”, com o progresso “burguês”. Esta geração também não se mobilizará porque… “talvez foder”. Mas esta geração, que foi perdendo as ilusões no Estado protector – ela sabe muito bem como está desprotegida no desemprego, por exemplo… –, habituou-se também a mudar, a testar, a arriscar e, sobretudo, a desconfiar dos “instalados”.
Esta geração talvez já tenha percebido que não terá uma vida melhor do que a dos seus pais, pelo menos na escala que eles tiveram relativamente aos seus avós. Por isso esta geração não segue discursos políticos gastos, nem se deixa encantar com retóricas repetitivas, nem acredita nos que há muito prometem o paraíso.
Por isso esta geração pode ser mobilizada para o gigantesco processo de mudança por que Portugal tem de passar – mais do que um processo de mudança, um processo de reinvenção. Portugal tem de deixar de ser uma sociedade fechada e espartilhada por interesses e capelinhas, tem de se abrir aos seus e, entre estes, aos que têm mais ambição, mais imaginação e mais vontade. E esses são os da geração “qualquer coisa” que só quer ser “alguma coisa”. Até porque parvoíce verdadeira é não mudar, e isso eles também já perceberam…


p.s. - Só diria em teor de conclusão, para deixarmos de ligar a tantos sindicalistas que parece que falam, falam e nada fazem, e trabalharmos, e não nos contentarmos com as coisas "porque são assim". Sejamos mais activos exijamos, mas demos em troca, se não, não há balança que resista.