sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Kilimanjaro - vocabulário 6 - expressões

Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.
Esta é a última entrada desta série e são algumas expressões que ouví.

Abárí zá subui – Bom dia
Abárí zam chan – Boa tarde
Abárí zá díoní – Boa noite
Maíshia Máréfu – Vida longa (usado para brindar)
Leo tunoquenda Porto – Hoje vou para o Porto
Kesho tunaquenda Lisboa – Amanhã vou para Lisboa
Hakuna matata – Sem problema, não há problema
Poa quichízí, camon daisy, danía frígí – Fresco como uma banana no congelador

Música:
Jambo, jambo buaná, abári ganí, inzurí saná, wagení muakazibishua, Kilimanjaro, hakuna matata, tembe a polí polí, hakuna matata.

Que semana de trabalho!

Na semana que voltei à labuta, pelo menos na verdadeira abrangência da palavra, tive tudo a correr mal, ou muito pouco bem.
Começou por na segunda-feira me lesionar nos dois joelhos no treino. Num levei uma acidental sarrafada e depois tratei de esticar em demasia o joelho que teve a ruptura de ligamentos. Ao menos agora, quinta-feira, o da sarrafada está quase bom, mas o outro demorará bastante a sarar.
Terça-feira saí para Lisboa e tive a pouca sorte de ter o meu comboio a atrasar-se mais de 1 hora. Das reuniões que tive durante terça-feira e quarta-feira o cansaço foi muito.
Na quarta-feira era para ir no comboio das 16h, mas a ultima reunião que tinha atrasou e passei para as 17h. Ao sair, ia para o metro, mas alguém se tinha atirado para a única linha que queria utilizar, a azul. Fui em passo apressado do Marquês para Santa Apolónia só para perder o comboio por 4 minutos. Que coisa, arranja bilhete para o das 18h.
Entretanto telefonam a dizer que no dia seguinte tenho uma reunião em Odivelas, ai sorte a minha! Nem ficar podia, pois para além dos hotéis estarem cheios, a roupa lavada não existia, e além disso queria ir mesmo a casa.
Quinta-feira, já com quase 600km em cima, e depois de uma reunião que até nem correu mal, estou a chegar a casa, mas amanhã tenho de apresentar o trabalho desta semana, o que não será das tarefas mais fáceis.
Só posso dizer que segundo a minha teoria do equilíbrio ou tudo isto foi por eu chegar são e salvo do Kilimanjaro, ou algo de muito bom mesmo se aproxima a passos largos!

Kilimanjaro - vocabulário 5 - números

Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.

Moiá – Um
Bili – Dois
Tátú – Três
Né – Quatro
Táno – Cinco
Sitá – Seis
Sábá – Sete
Náné – Oito
Tissá – Nove
Kúmi – Dez
Kúmi ná moiá - Onze

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Kilimanjaro - vocabulário 4

Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.

Uá - Flor
Humdógú – Pequeno
Kutúma – Enviar
Mukubua – Grande
Humsítu – Floresta
Humtí – Árvore
Humsítu Mukúbuá – Grande floresta
Darádiá – Ponte
Kutóká – Saída
Chako - Assento
Ussisahaú kutúma – Não esquecer
Mapokesí – Recepção (como a de um hotel)
Chakúla chá dióni – Jantar
Chakúla cham mhumchana – Almoço
Chai à subuí – Pequeno-almoço

Kilimanjaro - vocabulário 3

Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.

Badai – Até logo
Natáka – Precisar (eu preciso)
Pésa – Dinheiro
Nipá Pésa – Dar dinheiro
Nipé Pésa – Pagar dinheiro
Rafíkí – Amigo(s)
Muzúngú – Branco
Wazúngú – Gente branca
Upepo – Vento
Simba – Leão
Tunoquenda – Ir
Bardí – Frio
Moto – Fogo
Chémuká – Ferver
Diuá – Sol

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Kilimanjaro - vocabulário 2

Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.

Mára - Todos
Dio – Sim
Apána – Não
Twéndé – Vamos
Ninajá – Com fome
Kulálá – Dormir
Punzíca – Descansar
Simámá – Parar
Mukotawárí – Prontos para ir?
Mirima – Monte
Mugúmu – Carregador
Kióngozu – Guia
Mági – Água
Mági à Kúnhua – Água para beber
Mági à Kunáwa – Água para lavar
Quaéri - Adeus

Kilimanjaro - vocabulário 1

Na viagem que tive deu para aprender algum vocabulário de swahili. Alerto só que é tudo fonético e que não há qualquer preocupação pela escrita. É só para fomentar a curiosidade de cada um.

Jambo – Olá
Mambó – Como estás? (cumprimento)
Poá – Fixe (em resposta a Mambó)
Abári – Tudo bem?
Misúri – Tudo bem (resposta a abári), bom
Vizúrí – Muito bom
Poli – Devagar
Aráka – Rápido
U niwi tawanáni – Qual è o teu nome?
Náwi ta António – O meu nome é António
Assantí – Obrigado
Assantí sama – Muito obrigado
Karibú – De nada
Samahání – Por favor
Naítági - Precisar
Sama – Muito

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Kilimanjaro – Dia 11 – 12:11

O dia começou cedo. Apanhei o comboio às 8:00, o qual esperava para nos levar a casa. A viagem não custou muito, pois já tínhamos descansado alguma coisa. Além do mais, o habito a fazer a viagem de comboio em trabalho é tanto que o tempo no pendular passa a um ritmo estranho e acelerado.
Chegados a casa, tivemos direito a um belo almoço de bacalhau, sendo que agora ainda tenho o dia de hoje e de amanhã para tentar recuperar do cansaço e para me por a par do mundo. Cuja informação e tarefas estiveram ao largo durante estes dias. Infelizmente quinta-feira já volto ao trabalho e isso certamente será o mais custoso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Kilimanjaro – Dia 10 – 20:27

Faltam 2:35h para chegar a Lisboa, que é como quem diz, estou sentado no lugar 26E à espera de que o avião vá para a pista e levante para a Lusitânia. Para ser honesto só quero chegar a casa e descansar. Certo que só será amanhã, mas estando em Lisboa estou quase em casa. Já faltou mais, por isso é que como a subida para o cume Uhuru, com paciência.
Fica só uma positiva nota para uma casa de chocolate aqui no aeroporto, a qual contava com umas saborosas iguarias.

Kilimanjaro – Dia 10 – 14:16


Só mais 2 horas e saio do caixote, estico as pernas para depois me enfiar em mais um contentor. Sendo que amanhã ainda há direito a 3 horas de pendular Lisboa-Porto. Felizmente a nossa maior espera é em Amesterdão, cujo aeroporto sempre tem mais que ver do que o centro comercial dos anos 70 que é o aeroporto de Nairobi.
Uma nota que não referi antes, foi que o topo do Kilimanjaro estava cheio de nuvens, por isso quem estava a subir neste dia teve a vida muito dificultada. Até nesse ponto a viagem correu bem, à parte dos 2 ingleses que compunham o nosso grupo de 4, tudo esteve bem. O alojamento era satisfatório, a equipa da subida muito simpática, a comida era melhor do que esperávamos e quer eu, quer o meu irmão superamos uma meta que teve momentos em que pareceu inalcançável.
Uma bela experiência para recordar!

Kilimanjaro – Dia 10 – 11:16

Um voo de mais de 8 horas é certamente um longo voo. Mais ainda quando não é o único. Além do mais, nem é hoje que chegamos a casa. Só amanhã pela hora de almoço, o que é sempre animador para quem está farto de estar enfiado num tubo metálico. Nesta viagem, neste limbo, tudo parece fútil, um dia e meio perdido quando me apetecia fazer tanto! Suponho que seja a fatalidade de quem quer visitar locais mais exóticos e distantes. Vou-me ocupando com algo nas 4:26h que ainda temos até ao nosso destino intermédio de Amesterdão.

Kilimanjaro – Dia 10 – 7:38

Antes que certas curiosidades passem da minha memória, quero que fiquem registadas e como tal, algumas coisas listo que se passam na Tanzânia:
•    Os homens querem ter uma barriga grande e redonda
•    Os homens querem ser carecas
•    As mulheres querem ter cabelo liso
•    As lombas da estrada parecem pequenas colinas
•    Acham que eu e o meu irmão somos gémeos (apesar de 8 anos de diferença e não só)
•    Perguntam logo se somos casados
•    Se formos perguntam quantos filhos temos
•    O equador está a uns meros 300km a norte do Kilimanjaro
•    Há sempre pizza no hotel, seja qual for a refeição (sim também há ao pequeno-almoço)
•    Em 2009, 36% do PIB da Tanzânia proveio dos seus parques naturais (onde se inclui o Kilimanjaro), em 2010 deve ser 42%.

Kilimanjaro – Dia 10 – 7:23

Já estou em Nairobi, espero pelo voo mais longo deste retorno. Olho para mim e vejo as unhas sujas, as botas imundas, mas sinto que não é sujidade. É sim uma imensidão de histórias que trago e me lembram. Já são símbolos e não meros objectos. Posso dizer que esta viagem é isso mesmo, um símbolo do que agora sou, bom ou mau os outros dirão. Eu só sei que sou eu, com todas as minhas características que certamente serão defeitos aos olhos de uns e virtudes aos olhos de outros.
Voltando ao voo, este só parte pelas 8:10, sendo que até lá, saboreio esta experiência. Ao som de Lhasa de Sela – Is Anithing Wrong.

Kilimanjaro – Dia 10 – 5:50

O serão memorável de ontem foi seguido de um bom sono, mas muito curto. Com o mosquiteiro por cima da cama, acordei e, ao olhar para o relógio, vi que eram 3:15. Retocamos as malas, saímos do quarto, tomamos um leve pequeno-almoço e ficamos à espera do motorista para nos levar ao aeroporto. A viagem foi bem mais rápida do que a de vinda, mesmo assim foram 40 minutos.
Gora levantamos voo e já vemos a imponente montanha, mais alta do que este avião está a voar (18.000 pés faca aos 19840 do Kili). É uma visão magnífica e que levarei sempre comigo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Kilimanjaro – Dia 9 – 22:21

Com o final do dia tivemos os membros da nossa expedição (principalmente os guias)  entregarem os diplomas relativos à nossa subida. Houve em primeiro lugar a parte mais “comercial” com os discursos mais ou menos preparados. No entanto, depois disso, o Bruce (o guia principal) ficou a falar comigo e com o Chico da experiência que foi conviver connosco. Ficamos os dois sentidos com as palavras dele e com a emoção dele, a qual ia dando em choradeira. Com isso é que não contávamos e foi bom ver que gentes tão diferentes são, no seu âmago, tão iguais. Cada vez mais posso dizer que esta viagem me fez passar frio, me fez suar, me fez praguejar, me fez sofrer, me fez olhar para mim e que também me fez, não mudar, mas refinar o que sou. Fez-me focar no que de nós fica nos outros. África, hás-de ficar no meu coração, pelo que dás, pelo que tens, pelo que pedes e pelas recordações que deixas. Assanti sama! (muito obrigado)