terça-feira, 14 de setembro de 2010

Kilimanjaro - Dia 4 - 15:20

Acabamos a caminhada por hoje. Os trilhos eram mais técnicos, o que para além dos altos e baixos, ajudou ao cansaço. Agora, montam as tendas enquanto a névoa torna a encosta mais tenebrosa e pouco acolhedora.
Quanto ao equipamento de hoje, fiz uma má escolha. As meias foram quentes demais para o dia que tive, o que pode resultar em algumas bolhas. No entanto ainda não vi como estão os pés, que por este andar, caminham para tocos.
Agora a tenda é o meu destino, assim como um merecido descanso.

Kilimanjaro - Dia 4 - 12:30

As refeições mesmo neste local recôndito de África são muito bem confeccionadas. A qualidade também parece uma preocupação. Ainda não houve qualquer problema com as entranhas, o que não deixa de ser um ponto muito positivo.
Apesar destas mordomias todas, uma coisa é certa, há uma calma na montanha que é muito difícil de descrever. Parece que estamos isolados do mundo e ao mesmo tempo, por estarmos tão alto, parece que tudo está tão perto.
Vou continuar a saborear esta acalmia com o respeito que a montanha merece.

Kilimanjaro - Dia 4 - 11:42

Chegamos agora à “Rongai 2nd Cave”. A caminhada foi a um bom ritmo, mais rápido que ontem. Hoje deu para suar e a esta altitude (3450 metros) ainda não há frio ou problemas de altitude.
Nesta clareira já conseguimos ver a imponência da montanha. Por outro lado a planície africana já está escondida pelas muitas nuvens.
Posso dizer que há mais luxo do que estava à espera. Como é o caso de uma sanita, almoços quentes entre outros pontos. É algo que tira dificuldade ao desafio e até algum glamour.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Kilimanjaro - Dia 3 - 21:45

Posso dizer que nesta parte do mundo anoitece e com bastante rapidez. A esta hora não há brilho que nos ajude. A bruma que envolve o encampamento é tal que só se ouvem os grilos e demais alpinistas.
Por esta hora já jantamos, sendo que o jantar foi uma bela surpresa. Tivemos direito a uma refeição excelente. Certo que a sopa de pepino tinha pimenta a mais, mas tudo o resto era bem bom. Definitivamente mais do que esperava.
Como o Chico salientou, eles reforçam alguma segregação, na medida em que indicam-nos para ficar nas tendas. Algo que os ingleses que sobem conosco apreciam, mas já os tugas perferiam de outro modo.
Durante o dia tivemos duas canadianas a subir conosco. Seguem o mesmo trajecto, mas em 6 dias (ao invés de nós que fazemos a ascenção em 7 dias). Uma delas é bem conversadora, mas a minha memória para nomes fez com que isso das denominações sociais se desvanecesse, mesmo assim, saliento a boa disposição e simpatia dela. Pode-se dizer que está a anos-luz dos dois ingleses que nos sairam na rifa. Infelizmente parece que não vamos mais caminhar com elas.
Já no que toca às caminhadas, ficamos abaixo do esperado, em "Simba Cap", que é a 600 metros (de elevação) de cota de "Rongai 2nd Cave". Por isso o dia de amanhã será duro. Mesmo assim, e até lá, conto com uma noite que espero bem passada, já que, do dia para a noite, a diferença térmica é enorme.

Kilimanjaro - Dia 3 - 16:13

Chegamos ao acampamento faz 20 minutos. A caminhada foi lenta, não pela dificuldade da mesma, mas pela velocidade. O nosso guia de serviço, o George, veio muito devagar. O motivo era o acampamento não estar pronto.
Agora esperamos por um lanche que aqueça o corpo e a alma. Por esta altura temos muita vegetação e a pouca inclinação ainda não deixam ver a montanha. A altitude ainda não se fez sentir e por isso pode-se dizer que estamos tranquilos. Segue-se um manjar com chá e pipocas, o qual tem muito bom aspecto.

Kilimanjaro - Dia 3 - 13:35

Depois de umas horas de viagem, circundamos a grande montanha. A porta de Rongai é a nordentes, sendo que Moshi, onde estavamos alojados é a sudoeste. Por esta altura estamos a certa de 2000 metros de altitude e temos 3 horas de viagem para as pernas. Conosco estão mais 2 inglêses, pai e filha. Ainda algo calados, sendo que é de esperar que seja pelo primeiro contacto e não por serem mudos.
Quanto ao ambiente, depois de sairmos de Moshi, com os seus 800.000 habitantes, temos sempre gente a sorrir e a acenar. Se as gentes da viagem o façam por talvez esperarem uma grojeta, muitos outros parecem ser verdadeiramente cândidos na sua expressão. Achei ainda piada a um grupo de 8 míudos que nos vieram logo interpolar no restaurante onde almoçamos. O Chico tinha uns caramelos que desapareceram rapidamente, perante o apetite dos petizes. Fico com curiosidade de passar uns tempos a ajudar numa missão para viver essa gratidão tão genuína, embora consciente que não fosse a primeira pessoa a fazê-lo.

Fico agora neste descanso, nesta calma, sem telemóveis, carros, confusão. Apenas nós e o desafio que enfrentamos. A planície e a música são tudo o que a alma precisa neste momento.
P.S.- É curioso as intermináveis plantações de bananas e também, no supé da montanha, de pinheiros mexicanos, os quais são plantados pela sua madeira que será utilizada para construção.

Kilimanjaro - Dia 3 - 8:56


Ontem o dia teve que fazer, o cansaço apertava e entre algum descanso deu para, de tarde, dormir um pouco até às 17h. Nessa altura seguimos para o breifing da viagem. Falaram de alguns cuidados a ter, como ir devagar, comer e beber, mesmo que o corpo não o peça.

Ontem ao jantar deu ainda para conhecer dois simpáticos inglêses, o Lee e a Gemma (que curiosamente são colegas de trabalho). Fizemo-nos companhia uns aos outros até à hora da dormida. Posso dizer que a Gemma, uma bela inglesa há-de sofrer do mesmo mal que as demais compatriotas, que chegam a uma certa idade e passa a ser acabadas (é um fenómeno que ainda não percebi naquele país).
Já o dia de hoje começou bem cedo, pelas 6:30 (GMT + 2) e houve tempo para preparar tudo. Parece que há 20 pessoas para tratar de cada um de nós. Quase que parece uma réstia do tempo do colonialismo. Na maneira que os locais são, se vestem e afins.
Dos vários turistas que estava no hotel, as divisões estão feitas por veículos. Nós, seguimos agora no jipe que nos foi indicado, por uma estrada de terra, a qual dificulta a escrita com o seu piso irregular.

domingo, 12 de setembro de 2010

Kilimanjaro - Dia 2 - 4:31

O tempo no avião passou depressa, mas não tanto como o desejado. Ainda me deitei no chão, mas uma hospedeira, passado 30 minutos, ao passar no corredor disse que não podia dormir ali. Mesmo assim, foi um momento agradável, esse curto sono.
Lá chegamos a Nairobi e posso dizer que o aeroporto parece um shopping dos anos 70, que durou até aos dias de hoje sem qualquer obra. Uma verdadeira pérola.
O fuso horário aqui são mais 2 horas. O dia arranca mas ainda temos muito a esperar pelo vôo das 9:50.
Talvez tente descansar mais, mas estas cadeiras são muito más e não há assim recantos para aterrar.
E as malas? Será que vieram conosco?

sábado, 11 de setembro de 2010

Kilimanjaro - Dia 1 - 23:45

Depois de uma saída apressada do primeiro vôo, tivemos uma refrescante corrida pelo aeroporto de Amesterdão. Chegamos à porta de embarque e a preocupação que surge é se as malas virão conosco ou não. A esperança está lá, mas a mala pode não estar. Só iremos descobrir quando chegarmos ao aeroporto de Kilimanjaro. Nesta altura estamos sobre o norte de África, com muita terra para percorrer. A altitude de 37.000 pés e as 600 milhas horárias não nos transportam imediatamente para o nosso destino.
Temos já um curioso episódio. No nosso grupo de 3 cadeiras o Chico está à minha direita e à esquerda está uma francesa. A parte curiosa não é a nacionalidade, mas o facto de "imitar" o que fazemos. Começamos a ver um filme, ela vê um filme, deixamos de o ver, ela imita. Bem, posso dizer que dá para umas belas risadas.
Agora é tentar aproveitar a noite e dormir...

Kilimanjaro - Dia 1 - 16:37

Depois de quase 30 minutos de atraso já estamos no ar. Preocupa-me o facto de podermos perder logo a ligação mais importante. Afinal só temos 50 minutos para isso e não sei o que conseguimos recuperar durante o vôo.
Resta agora tentar descansar na viagem e tentar recuperar algum do sono perdido por estes dias. Tudo isto com uma banda sonora a definir.

Nota: Ao menos já chega algo para se comer e beber. Acho que um vinho branco irá ajudar a dar sono.
Quanto aos passageiros, sobra o conforto que as crianças presentes estão calmas. Sendo que pode ser que dê mesmo para descansar.
Para ter algo mais que contar, começou a pingar um líquido da bagageira por cima do Chico. Parece que os turistas ainda têm de aprender a condicionar a sua própria carga...

Kilimanjaro - Dia 1 - 15:15

Saída do Porto sem precalços, de salientar o gesto do revisos do comboio que transmitia "calma lá!", com uma postura muito "low profile".
No aeroporto a mochila do Chico foi renegada para a bagagem fora de formato...

Projecto Kilimanjaro - o percurso


O trajecto destas férias pode-se dizer que é ambicioso. São muitos quilómetros e uma bela subida para 7 dias de caminhada. No total são 81km para as pernas.

O plano é oque se vê nas imagens...vamos ver se é uma prova superada!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A grande viagem - Prelúdio

Daqui a menos de 24 horas estarei a embarcar para uma grande viagem. Posso dizer que a mais arrojada que fiz até hoje. Não só pela distância de casa, pela extravagância ou pela localização, mas acima de tudo pelo desafio. Muitos já saberão qual é o destino e outros nem por isso.
Para chegar ao meu destino vou ter que fazer muitas escalas de avião, vou contar com uma viagem de comboio e 4 de avião, tudo para chegar à Tanzânia. Chegado lá avistarei o meu desafio, o monte Kilimanjaro, a montanha isolada mais alta do mundo. São 5895 metros até ao topo, sendo que o desafio é mesmo esse, o topo.
Por lá as condições serão bem diferentes do dia-a-dia, internet só presente no hotel, telemóvel deverá ir pelo mesmo caminho, e durante a ascensão nem a um duche terei direito.
A subida em si iniciará no dia 13 e pelo dia 19 devo estar de volta ao hotel.
No dia 17 é o que devo chegar ao topo, sendo que se der aviso o mundo. É claro que até esse dia muito terei que vencer. Cansaço, desgaste, clima e acima de tudo eu próprio.
Nos 7 dias o nosso trajecto será de 81 km que certamente pesarão nas pernas, mas que estou confiante que aguentarão.

Assim, quer o blog quer as minhas fotos diárias terão uma pausa. Mas quando voltar reponho a falha.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Noites Ritual

Apesar de já terem sido há algum tempo, as noites ritual contaram com a presença de um grupo especial. O grupo de fados de engenharia. Enganem-se se pensam que fomos tocar! Afinal a "época" ainda não começou e foi só uma desculpa para nos juntarmos no mês de férias.
Um belo serão com musica menos ortodoxa que deu para trazer um belo sorriso para casa.

As gentes da foto são "Os Tornado" que trouxeram música ao estilo dos anos 60, como foi até um tema do Marco Paulo...no mínimo...único.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Limpeza de lentes

Para quem já entrou no mundo das SLR's sabe que é bem possível ficar com pó dentro da máquina. Depois o resultado é ter manchas nas fotos. Se ainda não sabem como se livrarem da sujidade, fica aqui um guia rápido.