terça-feira, 9 de junho de 2009

Agenda...


Esta semana, pelo meio de tantos feriados, e ao contrário de muitos, estou a trabalhar. Afinal de contas mudar o ramo laboral não é só vantagens, e entre algumas desvantagens é a impossibilidade de tirar férias nos primeiros 6 meses de actividade. Ora dado isso, não posso aproveitar esta semana, que seria uma óptima candidata a uma semana extremamente relaxada. Além disso este fim-de-semana terei ainda algumas actividades, entre a avaliação do curso de arbitragem e uma actuação em Santiago de Compostela, promete haver pouco tempo para o relax, mesmo assim, e teimoso como sou, planeio ainda ter isso mesmo, descanso.
E para não passar muito tempo a pensar em quem está longe, se não dou em maluco, hoje ao almoço vou comer com os meus ex-colegas de trabalho. É sempre bom saber as cusquices e histórias que se vão passando, mais ainda por estar curioso para saber como anda aquela operadora móvel que tanto trabalho me deu.
De qualquer modo vou deixar este post que fala de tudo e de nada para retomar o estudo do projecto que tenho em mãos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

c1 c1 c1


Esta sexta-feira ao fim do dia fui participar num momento bem marcante, a Susana comprou carro, mais precisamente um Citroën C1. Depois de muito tempo a namorar vários veículos a rapariga decidiu-se e depois de tratar das habituais burocracias, lá fomos ao stand buscar o bólide.
Apesar da menina já não conduzir há muito tempo (e não o levou à saída de casa), logo nesse dia fomos experimentar o mesmo (que vinha com 96km, um bocadinho não?). Ainda demos umas voltas e penso que o resultado foi bom.
Para cimentar mais ainda a prática no dia seguinte fomos ainda treinar mais, para ser mais preciso, para Guimarães, isto tudo para fazer mais quilómetros.
Por isso se virem por ai um C1 preto de Maio (apesar de ter sido comprado em Junho a matrícula veio de Maio) não se preocupem porque não há perigo na estrada, pelo menos daquela parte.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Calçada Portuguesa


Outra experiência que tenho tido em Lisboa, e dado o ter de andar de fato para as reuniões com os clientes, é a dificuldade em andar em calçada portuguesa. Posso com certeza dizer que (lembrando-me de uma música do Sting, gentleman in New York) que os cavalheiros têm um grande inimigo, que é a nossa tradicional calçada. Aqui na zona do Marquês há algumas ruas inclinadas, e a pedra calcária tem muito pouco atrito, o resultado? Para tentar explicar, nem mesmo com o sol que se faz sentir é possível andar sem escorregar, por isso só espero não ter de andar de sapatos de fato e chuva, se não penso que me aventuro a accionar o seguro de acidentes de trabalho. Portanto fica o alerta, se estiverem em situação análoga, tomem cuidado!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Zilian


O dia de ontem entre as reuniões que tenho tido teve um fim de dia pouco comum. Como era quarta-feira cá em Lisboa há a tarde das tapas (cortesia do Manel e do Gaspar) e a ideia original era essa, mas uma prima do Gaspar (aquela família é só primos e primas, é incrível) tinha uma outra proposta, ir à festa do primeiro aniversário da Zilian \(que tem uma loja no edifício do El Corte Ingles em Lisboa, mesmo ao lado da Nespresso). O local era em Alcântra e para lá ir, apanhei um táxi. Aqui tenho de fazer uma parêntesis, o taxista, bastante falador procurou ter uma conversa de alto nível ao longo da viagem, até usava termos caros e tudo (não sei se para impressionar o cliente) e estava a dar uma impressão muito positiva. Ora chegados ao Lx Factory (local da festa) aparecerem umas meninas mais descascadas, ao qual ele eruditamente referiu “Aqui é só gajas boas!” (só faltava arfar no final). E pronto, 10 minutos de elevação de nível perdidos num pequeno instante (Manel acho que deverias ter uma conversa com este senhor).
Chegados ao destino fomos então para a festa, a qual me surpreendeu com a atmosfera, estava à espera de algo mais recatado mas não faltaram fotógrafos, algumas câmaras e jornalistas. A juntar a isso, haviam ainda alguns famosos, como Luís Represas, Lúcia Moniz, e umas modelos que só me lembro da cara e não do nome (como seria de esperar de um simples mortal). Lá dentro tínhamos música, bar aberto e aquela comida de cocktail, que nem alimenta nem deixa ter fome. O ambiente era bom, o tempo estava de bem connosco e posso dizer que foi uma noite agradável, podia ter estado melhor acompanhado, mas a distância tem destas coisas.
Pena é que hoje o cansaço era algum e noutras notas convém beber muita água. :)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sindroma do visitante


Com estas minhas vindas para terras mouriscas estou-me a deparar com uma situação que é algo nova para mim. Apesar de já ter vivido fora de casa, nomeadamente na minha saudosa experiência de Erasmus, estas minhas estadias são bem diferentes.
Posso referir os pontos mais positivos, nomeadamente a cama feita e o pequeno-almoço pronto, algo que quem tiver uma veia mais preguiçosa certamente agradecerá. Ou podia ainda referir os artigos de higiene que diminuem a preocupação em ir comprar coisas para manter a cara bonita, ou mesmo o não termos de nos preocupar com as instalações do sítio onde estamos. É claro que como todas as deslocações para longe de casa, a família, os amigos e as caras-metades ficam para longe, mas essa vertente também a tive em Erasmus. O que não tive, e caracterizo-o como o sindroma do visitante, é que parece que nunca estamos em casa. Quando estou em casa, não há dúvidas, é o meu espaço. Quando estava em Erasmus, tinha um espaço que não era meu, mas que “passou a ser”. No entanto o andar em hotéis renega a estadia a uma visita, daquelas em que vamos passar os dias a casa de alguém e nunca podemos estar em casa. Não há o sítio para por as nossas coisas, a organização não é a que queremos e é como estar num país estrangeiro e não falar a língua. Diria que no mínimo é algo curioso, mas isso deve ser claramente a minha natureza portuguesa a mostrar a sua característica Saudade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Decisões


A vida é uma sequência de decisões, umas mais pequenas, outras maiores. Todos os dias temos pequenos dilemas e outros maiores. Desde que marca são as bolachas que queremos comprar a que estrada tomamos para casa ou outras decisões mais complicadas. Algumas de tal importância são que são muito mais pensadas. Normalmente a ponderação é directamente proporcional à importância da mesma, uma vez que à medida que a importância sobe, isso quer frequentemente indicar que existem bastantes mais factores a ponderar. Já voltando ao exemplo das bolachas o que sucede é precisamente o oposto. Não se pensa muito e o pior que pode acontecer é ficarmos com um pacote lá em casa que ninguém acaba e que com gentileza ofereceremos aos nossos amigos (note-se o tom cómico da frase).
E é um dilema, ou uma decisão que me tem estado sobre a cabeça nestes últimos tempos, e dado que penso que está tomada terei os próximos meses para ver como a ponho em prática. Tempos interessantes que estes serão. No entanto só em retrospectiva é que poderei ser mais crítico em relação a isto.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Encontro DSI


Falei em muitas reuniões nestas semanas, e é verdade, à excepção de uma pequena actividade que vim aperceber-me é realizada 2 vezes por ano. Um encontro com toda a DSI, o qual visa aproximar as pessoas para o trabalho correr melhor. Partimos então de Lisboa com destino a Tomar, mais precisamente para o Hotel dos Templários, o qual me pareceu bastante agradável. É claro que dada a hora tardia de chegada e a saída bem cedo, fez com que quase não desse para aproveitar o que o hotel tinha para oferecer. Saímos bem cedinho e no meio do sono lá fomos para Constância para a realização de actividades radicais (embora não muito no meu entender :) ). As pessoas foram divididas em equipas de 5 e lá partiram para as provas. Estas foram variadas e passaram por tiro ao arco, passeio em árvores, kartcross e outras. As provas eram pontuadas e posso dizer que a minha equipa ficou em 2º lugar, a 1 ponto do primeiro lugar (perdido por um perdido por muitos...).
As provas foram de manhã, após as quais fomos para o almoço que consistiu em porco no espeto. E para quem quiser perguntar posso dizer que foi bem saboroso. Logo a seguir ao almoço, e com o calor que se sentia fizemos uma actividade que fazia imenso sentido, touro mecânico, julgo eu que o objectivo era misturar bem a comida que tínhamos no buxo.
Já de tarde tivemos outra actividade, desta feita com a participação de todos. Foi feita uma grande jangada, ligando-se várias canoas insufláveis e lá partimos todos para fazer uns 500 metros pelo rio fora. Só as pessoas de fora remavam e eu fui uma delas, mas o esforço físico não foi muito, pelo menos comparado com os treinos lá no Porto.
Chegados à margem lanchamos e iniciamos, suadínhos, a viagem de retorno para Lisboa. Ai foi simples, comer algo e cair na cama a ver se recuperava o cansaço dos últimos dias (e do calor que se faz sentir dentro do meu fato).

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Finalmente


Finalmente, é a palavra que me ocorre, depois de muito tempo a trabalhar a um ritmo muito lento, a minha actividade na EDP está a entrar em ritmo mais interessante. Toda esta demora se prendeu com um início de projecto que teimava em atrasar, mas depois deste tempo todo chegou a hora de começar.
Sem entrar em pormenores, uma vez que não é correcto e nem posso, é um projecto associado à EDP Serviços e que decorrerá até Fevereiro de 2010, por isso será algo demorado, tendo em conta os referenciais que tinha na PT. Lá os projectos era muito mais imediatos, mesmo os que estavam a arrancar do zero.
Agora, o projecto ainda está em fase de definição e as reuniões serão muitas, ao ponto de basicamente passar as próximas semanas aqui em Lisboa, longe dos que me querem bem. É no entanto algo que é necessário e será só nesta fase inicial, lá para a frente terei é reuniões de controlo, as quais não irão requerer estadias assim longas.
Agora vou olhar mais para a documentação ligada ao projecto, uma vez que é muita.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Arbitragem


Este fim-de-semana foi bastante cansativo, posso logo começar por dizer que deveria falar com os amigos para um tão desejado convívio, mas estas actividades que tive assim o impediram. Voltando ao assunto, estive a fazer um curso de formação de árbitro de judo. Foram 20h nestes dias e como devem imaginar é uma quantidade significativa de horas. O curso em si teve uma componente teórica e outra prática. Esta última consistia em arbitrar combates, os quais eram realizados por alguns dos participantes do curso. Assim uma vez arbitrava-se e noutra lutávamos. Assim, depois de várias horas de combates o cansaço era grande. De qualquer modo foi um curso interessante e se conseguir ser aprovado na avaliação (dia 13 de Junho) acho que será algo interessante. No entanto o estar do lado da arbitragem realmente mostra o quão difícil é estar a julgar o que é feito num instante... Vamos ver como a coisa corre.
De qualquer modo estas próximas semanas vou passar mais tempo em Lisboa do que no Porto, por isso vamos ver se ainda vou estar disponível...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Relax...


Estas últimas semanas têm sido algo lentas e nem sempre tudo corre como queremos. Daí, e para contrariar essa tendência, decidi ir passear acompanhado de modo a arejar um pouco. O destino não foi nada longe, pelo contrário, mas fomos para um sítio que em tempos visitamos mas mais a correr. Desta feita retornamos ao hotel na terra do Conde para tentar aproveitar mais o local e o que tem para oferecer.
A partida foi logo na Sexta e felizmente não foi a horas tardias, tivemos tempo para ir para o destino e descansar um pouco, seguido de um agradável jantar. O restaurante do hotel até está no guia Michelin e realmente era bastante agradável. O único senão, que começou logo nessa noite foi a chuva. Em primeiro lugar impediu que andássemos a passear mais à vontade e logo de noite criou outros problemas. O nosso parapeito era em metal, e como havia um pequeno espaço entre o metal e o cimento havia um efeito amplificador de cada gota. O que, tal e qual tortura chinesa, se estava a tornar desesperante. Felizmente a minha formação de engenharia mostrou alguns resultados e logo arranjei solução para o problema, uma toalha para abafar o som e está pronto. Mesmo assim, e não sei bem porquê as noites não era lá muito bem dormidas, ainda não descobri se por causa do colchão, das almofadas ou por outro factor. Se calhar é só a velhice e o hábito que fazem estes locais tornarem-se anormalmente desconfortáveis como se estivesse uma mensagem subliminar a ser passada “Em casa é que se dorme bem...”.
No Sábado até queria ir passear, ver o Mosteiro e as ruas ao pé do hotel, mas a chuva não foi nossa amiga e decidimos por um plano alternativo, compras. E assim, dando azo à vertente consumista fomos contribuir para o relançamento da economia. Cansados das compras retornamos à procedência e ficamo-nos pela piscina/jacuzzi que estavam a uma temperatura bastante quente, pena só a quantidade astronómica de cloro que dificultava a visualização subaquática.
É claro que como não podia deixar de ser o meu lamento é sempre o mesmo, e desta feita não foi excepção, o Domingo chegou como um TGV e tivemos de voltar para casa. Ao menos descansei a mente, e espero para breve ter mais descanso...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mini epopeia


Que micro epopeia que tive nesta última meia hora. Digo micro porque realmente não foi nada de especial, a única recompensa que tive no final foi de estar agora abundantemente a suar. Passo a explicar. A minha reunião que era para começar hoje às 14h começou ligeiramente atrasada, pelas 15:30. Como seria de esperar isto fez com que a hora de término atrasasse igualmente, assim pelas 16:40 estava eu despachado, praticamente 30 minutos depois do meu plano. Olhei para o relógio, e na consciência que tinha um comboio às 17h e depois só às 18h (o inter-cidades das 17:30 basicamente chega à mesma hora do pendular das 18h), pensei como o Pedro costuma dizer “ninguém tem de conseguir, mas têm todos que tentar”. Assim foi, fui a correr para o metro e como fui previdente já tinha comprado o bilhete, desci as escadas a correr e quando estava a chegar à plataforma o dito estava com as portas a fechar, felizmente 2 simpáticos indivíduos seguraram a porta por um pequeno instante para eu conseguir entrar à justa. A primeira parte estava atingida.
Volvei a olhar para o relógio e já eram 16:47. Isto não vai ser nada fácil, pensei, mas eu vou conseguir. Contei ansiosamente as paragens a pensar, isto podia ser como os autocarros que volta e meia salta uma paragem, mas não tive de parar em todas. Os curtos minutos passaram lentamente e pelas 16:55 cheguei à estação. Subi as escadas com a pressa que pude (ai as pernas – ver post anterior) e fui para a bilheteira. Sim, porque antes de sair da empresa ainda pensei, compro já os bilhetes é mais rápido! Mas os astros estavam contra mim e o site da CP não chegava a lado nenhum. Voltando para a bilheteira atirei as palavras numa frase sem pontuação, pendular, primeira, campanha, desconto EDP. A mulher olhou para o relógio e perguntou: “Mas para hoje?! Vem um bocado em cima da hora, olhe que não sei se consegue”. Felizmente enquanto falava ia fazendo o que lhe tinha pedido. Finalizada a transacção ela disse, tem 2 minutos. Como uma flecha fui até à outra ponta da estação, porque o Alfa parte sempre daquela linha número 1 que está “lá longe”. Quando já estava a chegar ao pendular vejo o fiscal a dar sinal ao maquinista para arrancar, pensei “agora não, à portinha não!”, corri ainda mais depressa e atirei-me para dentro da carruagem, consegui! Tinha uma pessoa na zona da entrada que ficou a olhar para mim dado o modo como me fiz atirar, mas isso pouco importou. Depois comecei a relaxar e a tratar dos pormenores. Cartões, carteira, bilhete, está tudo, ok. Olho para o bilhete e vejo que não estou na carruagem certa, mas isso eram detalhes, agora vou para casa e com uma boa dose de suor só consigo pensar num banho relaxante. Pena é que ainda tenho de fazer umas tarefinhas antes de ir para casa.
P.S.- Acho que mesmo assim não vou chegar muito mais cedo porque o comboio em vez de ir a 220km/h está só a is a 120km/h....seca...
P.S.2- E notem a hora do bilhete e a hora do comboio...

Aquecimento Sazonal


O aquecimento sazonal é conhecido de todos nós, parafraseando a chegada da Primavera e passagem para o Verão faz parte do quotidiano e não é surpresa para ninguém. É relativamente a esta passagem, com os dias a ficarem maiores e mais quentes que me surge um problema de pequenas dimensões, mas que dadas as minhas viagens (e o tempo livre para pensar nestas coisas) foi algo que deu que pensar.
Durante o tempo de Inverno a fórmula para dormir costuma ser simples, forra-se a cama com cobertores e o problema do frio está resolvido, pelo menos após os primeiros 5 minutos iniciais de cama gelada. Já no Verão a situação é a oposta, em que um simples lençol serve para impedir que a aragem incomode seja quem for.
O problema surge nas outras 2 estações, e no meu caso em particular na Primavera. Deparo-me com a evidência que o formato de Inverno já se torna desagradável dado o calor com que fico e descobrir qual a estratégia não é assim tão simples. Passando para efeitos práticos o que sucedeu foi que tirei o edredão, e substitui-o por um cobertor, após 2 noites mal dormidas cheguei à conclusão que não era roupa suficiente. Agora o próximo passo será voltar para a configuração anterior e experimentar um pijama mais fresco.
O resultado é que hoje como tinha de vir para Lisboa, e para apanhar o comboio, levantei-me cedo, e após uma noite mal dormida, estou ainda mais cansado do que pensava. No entanto tenho de dizer que também é culpa do treino, que foi muito desgastante, ao ponto de nem conseguir andar direito dada a inflamação nos bíceps femorais. De qualquer modo amanhã estarei melhor.

domingo, 10 de maio de 2009

Beleza


Todos os dias temos situações que ora vemos com uns olhos, ora com outros, muitas situações, acontecimentos, eventos têm por vezes pontos positivos ou negativos, tudo mediante quem está a ver ou interpretar. Por isso muitas vezes se diz que os heróis são aqueles sobre quem a história escreve, e quem a escreve costumam ser os vencedores. Como poderiam ver durante a segunda guerra mundial, o holocausto, caso tivesse sido a Alemanha a ganhar, teria certamente sido um grande evento e digo de algum reconhecimento, felizmente o ponto de vista que restou foi o oposto.
Decorrente desta mesma ideia, o ideal de beleza e perfeição é algo que tem vindo a evoluir ao longo da história, as obras de arte desde a pré-história até aos nossos dias reflectem isso mesmo. Desde as mulheres que “quanto maiores melhor” da pré-história até à elegância atlética às vezes nem sempre saudável dos nossos dias. Tive recentemente não uma mudança de padrões mas uma experiência que dissipou a minha utopia em relação a este assunto, pode-se dizer que por vezes muitos pormenores não são importantes, mas foi uma situação pequena e para muitos desprezável que me mostrou que afinal somos humanos e a perfeição não é deste reino...
Felizmente tudo pode ser perdoado e esquecido a seu tempo.

sábado, 9 de maio de 2009

Queima das Fitas

Esta semana que tive em Lisboa, acertou em cheio na semana da queima das fitas cá do Porto. Obviamente posso dizer que o meu tempo já passou, mas dada as minhas ligações a algumas actividades da mesma (sim, no fim da serenata era eu a cantar...) vou tentando passar pelo Queimodromo para algum convívio com aqueles que já não vejo faz algum tempo e que ainda têm a oportunidade de passar por lá. Devo salientar no entanto a serenata, que tem sempre um gosto especial, e no nosso jantar com a malta mais velha temos sempre histórias para ouvir e não só, como foi o caso de ouvirmos uma interpretação sublime das “Asturias” de Isaac Albeniz. Posso dizer que são momentos como esses que se tornam mágicos e dão origem a memórias incríveis.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Trabalho em Lisboa

Esta semana estou em Lisboa, ou melhor, a dormir em Lisboa, mas na realidade estou em formação no final da linha amarela (se estiverem curiosos podem ir ver o mapa do metro). O objectivo é aprender um pouco mais do funcionamento do sistema SAP utilizado pelo Call Center, e o que se pode tirar a partir do sistema. Há coisas que poderão não ser assim muito interessantes, afinal de contas esta formação é para malta que vai trabalhar no Call Center, mas apesar disso há sumo que posso tirar destas sessões. Em relação a estas, a formadora tem aquela pronúncia tradicional dos lisboetas, como "o aumento de potÊÊncia", note-se que o modo que escrevi era para salientar aquela sílaba, ou mesmo o "dizer a eles" em vez de dizer-lhes. Ou ainda outras incorrecções gramaticais como "pósamos", sim o acento é propositado. Sem esquecer "há muitas coisas que não está...", repararam? Não? Então leiam outra vez... No entanto não quero parecer pretensioso, só que como a formação não é assim tão complexa, sobra capacidade mental para reparar nestes pormenores.
Neste cantinho do mundo pode-se dizer que não há muito para fazer, nem sítios para ver, nem animação, quase que arriscava dizer que se parece a um gueto...com casas umas em cima das outras numa amálgama frenética que mostra mais a pressa com que se construiu e a falta de cuidado. Existe também uma zona industrial, que faz lembrar a do Porto mas de dimensões consideravelmente superiores.
Falando por outro lado da estadia em Lisboa, o hotel serve os propósitos, embora a falta de restaurante obrigue os esfomeados a andar um pouco mais para ir a restaurantes que não abundam ou que ainda requerem algum andar... Mesmo assim é moderno e serve bem o propósito. Além disso a localização do Marquês acho que é excelente. Estou a um passo da estação se quiser retornar para casa e tenho o Corte Inglês não muito longe para aquelas vontades consumistas que aparecem de locais incertos.
Noutros assuntos, e se as coisas correrem bem, esta quarta consigo encontrar-me com a malta para um pequeno momento de lazer, no entanto é algo para ser combinado mais em cima da hora, como manda a tradição.
A par destes planeamentos, uma constante que tenho com o aumento da distância a casa, e graças a vários meios tecnológicos, tenho chamadas ao pequeno-almoço que a mãe teima em fazer, aos jornais que são deglutidos pela net (bem e outras coisas vá!). Como queria ter algo para recordar até trouxe a máquina fotográfica e tirei algumas fotos, mas como devem reparar não apareço em muitas delas, é que para tirar umas fotos melhores não dá para esticar o braço e aqui vai disto, resta apenas dizer que estou nas costas das fotos...


Apesar de ter estas palavras escritas relativamente cedo durante a semana, os dias foram passando e por cá ficaram, assim aproveito para acrescentar outras actividades. Uma delas foi um jantar com a malta da empresa (aqui do Porto) onde não faltou o vinho, isto porque toda a gente gosta de ter o copo aceso. Como já tinha referido, a malta é mais velha e se calhar a galhofa não é tão grande, mas a boa disposição está sempre presente.
Na quarta à noite, e para melhorar a semana, fui ainda ter com o Gaspar, o Manel, o Tux e a Cecília, para alguma conversa. Fomos parar ao Bairro Alto e tenho a dizer que essa estação de metro é a mais enterrada que conheço, 5 andares debaixo da calçada. Chiça! O convívio foi num dos muitos barzinhos daquele recanto lisboeta onde o pano de fundo foi um jogo qualquer de futebol (Chelsea – Barcelona ou outra coisa com interesse mediano, eh eh)
Voltando no entanto à formação, que era para durar até sexta, esta teve uma extensão encurtada, sendo que pela quinta tratei de retornar à Invicta com um pouco mais conhecimento dos sistemas utilizados na EDP.