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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Recordar - Indonésia 2013

No seguimento do tema, recordar é viver, vem mais uma produção mais refinada que a minha primeira tentativa. A edição de video tem muito que se lhe diga, mas é um desafio bem interessante.
De qualquer modo é sempre bom repassar por excelentes momentos que acima de tudo, contaram com a melhor companhia.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Açores 6



Com um sol acolhedor começou o dia da despedida deste local tão único. Compreendo vivamente o porquê de os Açores terem o turismo de natureza como importante foco da economia. Com paisagens tão belas é difícil não desejar estar cá a viver, até porque para além do que se vê a maneira de estar, calma e tão antagónica do que cidade nos habitua pode ser tentador.
Mesmo assim, atravessamos o canal de barco com rumo à Horta e para o avião que nos esperava. Tendo ainda a paragem em Lisboa antes do regresso ao Porto. Esta paragem até deu para passar no El Corte Inglês e comer um agradável sushi, assim como quase perdermos o avião por nos distrairmos com o fuso horário...

quinta-feira, 13 de março de 2014

Açores 5



Que dia mais distinto do dia de ontem. Se ontem a chuva acompanhou o nosso percurso, hoje tivemos um bonito sol para vermos o Pico com outras cores. Fomos pela estrada central para visitar a lagoa do capitão, que fica mais no centro da ilha e tem uma beleza única. Apesar de não ser uma lagoa de grandes dimensões com o verde, a elevação face ao mar e a montanha do Pico ao pé é fácil de ficar perdido na beleza natural deste local.

Neste cenário é sempre uma boa ideia ir passear e ver um pouco mais de verde, sendo que com tantos percursos pedestres é mesmo isso a que se é convidado. Passear, ver natureza e pausar para uma refeição ligeira foi o guião da manhã.

Voltamos para perto da Madalena para descobrir a gruta da torre. Uma caverna com mais de 5km feita pelo corrimento de lava naquela zona da ilha. A particularidade da caverna é que foi premeditadamente deixada como foi encontrada, pelo que tirando o fraco foco que cada um levava, a escuridão é total. Bem diferente de qualquer escuridão que se procure numa iluminada cidade...

Depois desta visita voltamos para a Madalena, para ver ainda, na adega cooperativa, o que começou por ser a grande produção da ilha. A cooperativa não é pequena, mas fica muito aquém de explorações no continente. Devido a uma produção que sofre com os elementos e é muito inconstante, a quantidade de vinho é reduzida. Este ano tinham 100.000 litros para tratar, número que parece bem pequeno se visitarmos por exemplo uma cave de vinho do Porto.

De qualquer modo depois de tanto andar o repouso impôs-se, até para antever o regresso que se avizinha.



quarta-feira, 12 de março de 2014

Açores 4



 Começamos o dia a caminhar por património da humanidade, pelas vinhas da criação velha. Protegidas em pequenos currais que procuravam escudar a pouca terra da ilha dos elementos agrestes. O passeio pedestre para alem de vinha foi acompanhado por um terceiro elemento, a chuva. Apesar da bela paisagens o passeio ficou algo dificultado e custou um pouco fazer os 7km.
Outro importante aspecto dos Açores foi a sua vertente baleeira que até bem recentemente fez parte do dia-a-dia destas gentes. A caça ao cachalote opunha o homem a estas magnificas criaturas. Quando passávamos pelos museus não podia deixar de pensar na morte destes colossos, e entristecer-me com o espectáculo que o desmanchar de um cachalote envolvia. Só via as torrentes de sangue enquanto se aproveitava ao maximo tudo o que o animal facultava, farinhas, óleos e tanto mais.
Parece-me que tal melancolia também foi fomentada pelo negro dia que tivemos, com chuva incessante e um nevoeiro que nada mostrava.


terça-feira, 11 de março de 2014

Açores 3

Os Açores maravilham-me, e mais ainda por ver estas diferentes ilhas que apesar de pequenas são tão diversas. O barco do Faial para o Pico não demorou muito, mas foi mais abalado que as últimas viagens que fizemos. Nada que uma pequena sesta não ajudasse a rapidamente passar.
O Pico, maior que o Faial, tem muito para partilhar, e algo que me desperta curiosidade é esta terra de vinho vulcânico, tão diferente do que estou habituado.
Foi esse vinho que se deu a descobrir em parte no museu de vinho. Com imensas castas que desde a descoberta da ilha lutam para exigir vida de uma difícil terra cheia de potencial.
Ainda para aproveitar o curto tempo nestas passagens, a estrada levou-nos a Arcos do Cachorro em que a lava que encontrava o mar deixou o que dizem ser um cachorro.
Posso dizer que o mais saboroso é a variedade de paisagens que existem em tão pouco espaço, sendo que bastam curtos minutos para chegar a qualquer parte da ilha.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Açores 2






O Faial teve ainda muito para explorar, por isso fumamos ao centro da ilha para a caldeira. Como bons caminhantes tratamos de fazer um percurso pedestre pelo cume da caldeira. É incrível como a natureza é poderosa, e com ventos fustigantes e nevoeiro cerrado, encurtamos o passeio. O mais incrível foi quando saiamos, estava a chegar um senhor com cerca de 60 anos para fazer esse passeio. O mais curioso é que era lituano e não falava nem português nem inglês. Nem sei como fazia para se or
Fico maravilhado com o que os olhos vêem e o que o mundo tem para mostrar, nos Capelinhos vimos isso mesmo. Ver nova terra formada, num aparente pequeno evento mas que serviu para criar mais um belo pedaço de terra.
ientar em terras tão dispares da sua. Certamente um verdadeiro amante de natureza, ainda mais num local em que ela se mostra tão bela.


domingo, 9 de março de 2014

Açores 1


Perece que por muita vivência que tenha em férias vejo sempre que os momentos que as antecipam são estranhamente iguais. Sinto-me como a criança que espera pelo brinquedo novo. Com alguma azáfama procuro preparar tudo, sem deixar nada ao acaso. No entanto algo fica para trás.  A noite de véspera é sempre mal dormida, não vá o aviam partir sem os viajantes.
Da mesma maneira já pelas 3h antecipava no relógio a hora de levantar as 4:30. Sem atrasos lá rumamos para o aeroporto e uma viagem não tao longa. Antes de almoço já caminhavamos pelas ruas da Horta.
Como um filme romântico vi-me a apaixonar pela terra, o mar, a montanha branca do Pico e uma verdura mesmerizante.
Depois de tratarmos de arranjar um carro começamos a palmilhar um pouco da ilha. Os pontos altos do dia?
Um passeio de 7km pelo morro de Castelo Branco com umas vistas deslumbrantes do Pico e do Faial. O outro ponto é a casa de chá na Horta. Os donos, irmãos, tiraram uma bela inspiração da rota do chá do Porto, onde viveram vários anos. Se o chá é bom e variado, a atmosfera, a música são um complemento incrível. Certamente é com esta dinâmica que se fica apaixonado por esta terra.
Resta-nos agora comprar alguns mantimentos para as próximas caminhadas que só querem descobrir mais deste lugar.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Recordar - Tailândia 2012

Como dizem, recordar é viver. E gostando eu de coisas novas, experimentei misturar os dois conceitos. Aproveitar videos e fotos de uma bela viagem e fazer um video com elas. Aqui ficou a primeira experiência, talvez no futuro próximo me dedique a melhorar os dotes de edição de video.

Como o Youtube é algo esquisito pode ser que não consigam ver este video:
Youtube - Tailândia - 2012

 Se não conseguirem, está aqui no Vimeo:

2012 - Tailândia from Englisboa on Vimeo.


Vimeo - Tailândia - 2012

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Botas Bestard

Entrei num concurso para ganhar umas botas da Bestard, que para quem não sabe é uma marca espanhola de calçado especializado para trekking.O vencedor poderá fazer as próprias botas e dar um belo passeio pela montanha.
Querem ajudar-me? Votem em mim aqui!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Passeio por Drave

Com a companhia de gente de bem, mais precisamente a malta do grupo de fados, seguimos para Regoufe, perto de Arouca. Tudo isto com a ideia de caminha até Drave, uma aldeia de xisto que está a ser recuperada pelos afamados escuteiros.
A saída foi algo tardia devido a umas chegadas fora de horas e isso fez com que só pelas 11h começarmos a gastar as solas. Caminhamos com o Sol a aquecer os já quentes corpos de maneira a que o suor era bastante. Mesmo assim tinhamos a promessa de uma aldeia animada e um riacho com pequenas lagoas para combater o calor. Por isso manteve-se o andamento, animando quem precisava, e lá chegamos ao destino.

Por lá chegados a minha ideia era tomar uma banhoca, mas os demais queriam era comer a gostosa paparoca que connonso levamos.
Entre comida, bebida e mergulhos o dia passou a correr e não tardou tivemos de nos por em marcha para regressar aos carros. Chegados de volta a Regoufe ainda queriamos um café para beber algo refrescante mas a longa procura pelo café só nos deu uma porta fechada.
Como tal a solução era óbvia, irmos comer a Arouca, e assim foi. Um belo serão com bela companhia!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Passeios pelo Alvão

Esquecido como sou nem me lembrei de relatar um belo passeio que tive pelas Fisgas por estes dias. A boa companhia e um tempo frio ajudou a marcar mais o evento. Fiquei só algo desejoso de ter molhado mais os pés porque aí sim, seria ainda mais uma bela história para recordar.
Chegados a casa depois de umas horas a caminhar houve tempo para comer e descansar para ganhar energias. Tenho de repetir mais passeatas, desta feita com mais gente, uma vez que levei nas orelhas por não ter avisado os suspeitos do costume.
Para a próxima terei mais cuidado! :D

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Kilimanjaro – Dia 11 – 12:11

O dia começou cedo. Apanhei o comboio às 8:00, o qual esperava para nos levar a casa. A viagem não custou muito, pois já tínhamos descansado alguma coisa. Além do mais, o habito a fazer a viagem de comboio em trabalho é tanto que o tempo no pendular passa a um ritmo estranho e acelerado.
Chegados a casa, tivemos direito a um belo almoço de bacalhau, sendo que agora ainda tenho o dia de hoje e de amanhã para tentar recuperar do cansaço e para me por a par do mundo. Cuja informação e tarefas estiveram ao largo durante estes dias. Infelizmente quinta-feira já volto ao trabalho e isso certamente será o mais custoso.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Kilimanjaro – Dia 10 – 20:27

Faltam 2:35h para chegar a Lisboa, que é como quem diz, estou sentado no lugar 26E à espera de que o avião vá para a pista e levante para a Lusitânia. Para ser honesto só quero chegar a casa e descansar. Certo que só será amanhã, mas estando em Lisboa estou quase em casa. Já faltou mais, por isso é que como a subida para o cume Uhuru, com paciência.
Fica só uma positiva nota para uma casa de chocolate aqui no aeroporto, a qual contava com umas saborosas iguarias.

Kilimanjaro – Dia 10 – 14:16


Só mais 2 horas e saio do caixote, estico as pernas para depois me enfiar em mais um contentor. Sendo que amanhã ainda há direito a 3 horas de pendular Lisboa-Porto. Felizmente a nossa maior espera é em Amesterdão, cujo aeroporto sempre tem mais que ver do que o centro comercial dos anos 70 que é o aeroporto de Nairobi.
Uma nota que não referi antes, foi que o topo do Kilimanjaro estava cheio de nuvens, por isso quem estava a subir neste dia teve a vida muito dificultada. Até nesse ponto a viagem correu bem, à parte dos 2 ingleses que compunham o nosso grupo de 4, tudo esteve bem. O alojamento era satisfatório, a equipa da subida muito simpática, a comida era melhor do que esperávamos e quer eu, quer o meu irmão superamos uma meta que teve momentos em que pareceu inalcançável.
Uma bela experiência para recordar!

Kilimanjaro – Dia 10 – 11:16

Um voo de mais de 8 horas é certamente um longo voo. Mais ainda quando não é o único. Além do mais, nem é hoje que chegamos a casa. Só amanhã pela hora de almoço, o que é sempre animador para quem está farto de estar enfiado num tubo metálico. Nesta viagem, neste limbo, tudo parece fútil, um dia e meio perdido quando me apetecia fazer tanto! Suponho que seja a fatalidade de quem quer visitar locais mais exóticos e distantes. Vou-me ocupando com algo nas 4:26h que ainda temos até ao nosso destino intermédio de Amesterdão.

Kilimanjaro – Dia 10 – 7:38

Antes que certas curiosidades passem da minha memória, quero que fiquem registadas e como tal, algumas coisas listo que se passam na Tanzânia:
•    Os homens querem ter uma barriga grande e redonda
•    Os homens querem ser carecas
•    As mulheres querem ter cabelo liso
•    As lombas da estrada parecem pequenas colinas
•    Acham que eu e o meu irmão somos gémeos (apesar de 8 anos de diferença e não só)
•    Perguntam logo se somos casados
•    Se formos perguntam quantos filhos temos
•    O equador está a uns meros 300km a norte do Kilimanjaro
•    Há sempre pizza no hotel, seja qual for a refeição (sim também há ao pequeno-almoço)
•    Em 2009, 36% do PIB da Tanzânia proveio dos seus parques naturais (onde se inclui o Kilimanjaro), em 2010 deve ser 42%.

Kilimanjaro – Dia 10 – 7:23

Já estou em Nairobi, espero pelo voo mais longo deste retorno. Olho para mim e vejo as unhas sujas, as botas imundas, mas sinto que não é sujidade. É sim uma imensidão de histórias que trago e me lembram. Já são símbolos e não meros objectos. Posso dizer que esta viagem é isso mesmo, um símbolo do que agora sou, bom ou mau os outros dirão. Eu só sei que sou eu, com todas as minhas características que certamente serão defeitos aos olhos de uns e virtudes aos olhos de outros.
Voltando ao voo, este só parte pelas 8:10, sendo que até lá, saboreio esta experiência. Ao som de Lhasa de Sela – Is Anithing Wrong.

Kilimanjaro – Dia 10 – 5:50

O serão memorável de ontem foi seguido de um bom sono, mas muito curto. Com o mosquiteiro por cima da cama, acordei e, ao olhar para o relógio, vi que eram 3:15. Retocamos as malas, saímos do quarto, tomamos um leve pequeno-almoço e ficamos à espera do motorista para nos levar ao aeroporto. A viagem foi bem mais rápida do que a de vinda, mesmo assim foram 40 minutos.
Gora levantamos voo e já vemos a imponente montanha, mais alta do que este avião está a voar (18.000 pés faca aos 19840 do Kili). É uma visão magnífica e que levarei sempre comigo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Kilimanjaro – Dia 9 – 22:21

Com o final do dia tivemos os membros da nossa expedição (principalmente os guias)  entregarem os diplomas relativos à nossa subida. Houve em primeiro lugar a parte mais “comercial” com os discursos mais ou menos preparados. No entanto, depois disso, o Bruce (o guia principal) ficou a falar comigo e com o Chico da experiência que foi conviver connosco. Ficamos os dois sentidos com as palavras dele e com a emoção dele, a qual ia dando em choradeira. Com isso é que não contávamos e foi bom ver que gentes tão diferentes são, no seu âmago, tão iguais. Cada vez mais posso dizer que esta viagem me fez passar frio, me fez suar, me fez praguejar, me fez sofrer, me fez olhar para mim e que também me fez, não mudar, mas refinar o que sou. Fez-me focar no que de nós fica nos outros. África, hás-de ficar no meu coração, pelo que dás, pelo que tens, pelo que pedes e pelas recordações que deixas. Assanti sama! (muito obrigado)

Kilimanjaro – Dia 9 – 18:10

Homem renovado, é como me sinto. Já fiz a mala e acima de tudo tomei um banho. Melhor dizendo, tomei o equivalente a 3 banhos. Até sentir a água no couro cabeludo demorou, demorou, demorou... Quando esse momento chegou, foi uma curiosa impressão. Parecia uma quebra nos 7 dias que tive. Como um despertador a acordar-me para o trabalho. Agora sei que esta jornada está a chegar ao fim, que a rotina voltará em breve e que terei de novo as minhas responsabilidades.
Mesmo assim, este tipo de férias tem uma grande vantagem. No retorno não há propriamente aquele pensamento “estava tão bem de férias...”, ainda para mais depois desta jornada completa com gosto e com sucesso. Saio renovado, modesto, confiante, limpo e acima de tudo...melhor.