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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amnésico


O amnésico é alguém com algumas semelhanças à preguiça. No entanto tem as suas particularidades. Falando no entanto das semelhanças posso já referir a dificuldade aparente em ouvir perguntas, que parece que têm de ser repetidas frequentemente, levando a alguma frustração por parte dos demais intervenientes. É no entanto outro ponto que torna esta pessoa díspar da preguiça, que é o facto de parecer que não se lembra de nada, ou que se lembra com bastante dificuldade. O resultado é que quando lhe é feita uma pergunta é normal obter uma resposta do género de “não sei isso”, “tenho que ver” ou mesmo “não costumo tratar disso”. Ora, perante isto surge facilmente o pensamento no nosso cérebro que nos questiona de qual a necessidade de ter esta pessoa na dita reunião, sendo se calhar mais proveitoso enviar uma mail à posteriori a perguntar o que se deseja.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Atrapalhado


Retomando o assunto que me tem levado a escrever, hoje vinha falar um pouco do atrapalhado. Será muito fácil perguntar o que é esta pessoa, e a minha resposta penso que vai de encontro ao que as pessoas estão a pensar. Numa reunião, o elemento atrapalhado é aquele que parece que tem um pavor horrível de errar ou de mostrar que não sabe nada e pode haver alguns níveis de atrapalhação, desde o olhar para duas ou três pessoas de referência sempre que responde a uma pergunta, com o olhar que pergunta: “não disse nenhuma asneira, pois não?”, até à atitude de perguntar à pessoa do lado, “não me pode fazer isso?” ou mesmo o gaguejar nervoso que mostra esse mesmo nervosismo e não deixa transparecer o que essas pessoas normalmente sabem.
Para estas pessoas aconselho aqueles cursos de falar em público ou mesmo uma terapia de choque e juntem-se a um grupo cultural que vive com as questões do público todos os dias...

domingo, 12 de julho de 2009

Leão


O leão é uma peculiar personagem, tal como na selva é visto como o rei da selva, nas reuniões acontece o mesmo, nestes casos não porque é o rei propriamente dito, mas porque tem a atitude que parece que o é. A percepção que tenho, é que é alguém que entra a matar a falar sobre o que quer que seja que se estar a falar, mesmo que ainda não saiba sobre o que é ou mesmo que não tenha razão. Aqui o importante é mesmo a atitude, dentes de fora e muita ferocidade são as palavras do dia. Tal como na selva parece que está a marcar o seu território, dizendo que “isto é tudo meu”.
Os demais, ora porque querem é que as coisas corram é bem ou porque se sentem “intimidados” pela atitude, normalmente não levantam ondas. Salvo o caso de haver outro leão, que aí pode-se dizer que há chispe...

sábado, 11 de julho de 2009

Mimo


O mimo não é o da publicidade da TMN que muita gente ainda se deve lembrar dos primórdios das telecomunicações. Aquele produto inovador que foi o primeiro modelo pré-pago do mundo. O mimo a que me refiro não é esse nem é um mimo no verdadeiro sentido da palavra.
Este mimo é uma pessoa que faz mais lembrar os italianos, no sentido em que braceja e gesticula mais do que o que fala. Perante isto até me lembro de uma piada de 2 italianos que tinha caído borda fora numa viagem de barco no Atlântico e começaram a falar, a falar, e quando repararam já estavam na costa americana.
Outra percepção que tenho é que o gesticular é uma engenhosa estratégia para distrair os ouvintes, que perante aquela algazarra braçal não conseguem focar-se no assunto proferido pela pessoa. Enfim, um mistério da natureza a ser estudado por entendidos na matéria.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ausente


O Ausente é outra espécie de pessoa faz parte das reuniões (ou melhor dizendo, não faz). Esta entidade é estranha e desconhecida, o que se passa é que é alguém sempre convocado para as reuniões, mas estranhamente nunca vem e nunca aparece. Ora, eu compreendia uma falta ou outra, até porque as pessoas que estão no projecto têm outras tarefas e nem sempre podem estar.
No entanto há algumas pessoas que desde o início do projecto, nunca estiverem presentes, apesar de constantemente convocadas. Assim fico a pensar, para que é que as pessoas continuam a ser convocadas? Não há nenhuma chefia que se queixe? Será que a pessoa existe realmente?
Penso que se calhar são entidades como o homem invisível, até estão lá mas não os vemos, deve ser uma questão de fé...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Perguiça


Outra personalidade que tenho presenciado é a preguiça. Nas reuniões consegue manter uma postura realmente notável, é capaz de se manter completamente inerte ao que se vai passando à sua volta. O rumo e ritmo da reunião pode ser elevado e enérgico e mesmo assim essa pessoa consegue estar alheio a tudo isso, ignorando o mundo que o rodeia.
Falando numa metáfora é quase o olho do furação, com tudo a rodar à sua volta num ritmo frenético e quase violento, fica impávido e sereno e não deixa que nada o incomode. Mesmo quando uma pergunta é direccionada para ele, mostra alguma relutância a responder, às vezes até desconhecimento desta. Como se essas questões fossem direccionadas para outra pessoa qualquer, sendo preciso alguma insistência para captar a sua atenção.
Por isso tenho de louvar essa entidade, que qual esforço titânico consegue estar impávido e sereno perante coisas que se passam à sua volta.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Escriba


Depois de tantas reuniões e de algumas menos activas é mais do que normal virem alguns pensamentos à mente. Entre uma enormidade de coisas que me passam pela cabeça, foquei-me na panóplia de géneros de pessoas que passam pelas minhas reuniões a que tenho presenciado. Por isso acho que seria relativamente digno referir esses tipos.
Um deles, presente em todas as reuniões que tive com malta da Accenture, é o escriba. Esta personalidade dedica-se unicamente a escrever, tal como um relator num tribunal a registar tudo o que se passa, e não prenuncia qualquer palavra, ouso até dizer que possa ter algum problema nas cordas vocais que impeçam de falar. Ao mesmo tempo mostra uma resistência imensa a “fugir” a perguntas que vão na sua direcção focando-se no seu caderno tal como uma águia para sua presa.
Chego a ter duas destas pessoas numa reunião, o que torna esse facto algo mais estranho, ao ver uns estranhos seres a agitarem-se frequentemente perante o que é dito, mas apesar de tudo algo é verdade, e deve ser dito, passado uns dias aparecem umas actas bem fidedignas das reuniões.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

mais reuniões...


Mais uma fichinha mais uma voltinha por estas terras mouriscas. Outro dia que acordei pelas 6 da manhã para ir para mais umas das minhas longas reuniões. Algo que tenho estado a tentar aproveitar são as horas de viagem para repor algum do sono perdido, sendo que hoje foi mais uma dessas alturas. Ora por entre o meu dormitar e já mais perto de Lisboa, olhei para o relógio do Alfa e vi 9:50 e pensei, o não, o comboio (que chegava ao destino às 9:30) já passou a estação e estou a caminho de Faro! O sangue começou a fluir para o cérebro e para além de me lembrar que a estação terminal era Santa Apolónia, o relógio na verdade dizia 8:50. Ficou o susto e a partir daí dormir foi mais complicado com o surto de adrenalina no sangue.
Daí para a frente foi a rotina e entrei no táxi e segui para a minha reunião. Tenho a dizer que o formato das reuniões daqui para a frente dificultam bastante a minha interacção e o modo de esponja como já expliquei a alguns, é bem difícil de manter, mas estou a tratar disso.
Felizmente logo para além de visitas a um determinado imóvel, vai haver a noite das tapas para aliviar o stress (que é isso?) e estar com os amigos.

E ao menos se estiver ocupado não penso tanto noutras coisas...não é?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um longo dia


Como tem sido hábito hoje tive mais uma vinda a Lisboa, mas a vinda de hoje foi à falta de outras palavras, dureza. Queria ter apanhado o comboio das 6:47, mas dado estar cheio e não ter conseguido comprar o lugar via net (o site da CP está a sofrer actualizações), tive de vir num mais cedo e como tal sobrou o das 5:47. Sim é mesmo isso, 5:47 da manhã! Para isso tive de acordar às 5 horas da manhã, e posso confirmar que é algo que não faz bem à saúde. A somar a isso as cadeiras do pendular são confortáveis mas não são camas, e como tal dá para dormitar mas não para dormir. Passando 3 horas à frente estava a chegar ao destino e o meu telemóvel de serviço estava desaparecido em combate. Eu tinha-o, pensei, e realmente tinha-o trazido, mas não estava em parte alguma. Solução, toca a telefonar para mim mesmo, e felizmente encontrei-o no chão, debaixo da minha cadeira. Era um bocado mau perder o telemóvel da empresa.
Chegado a Lisboa fui para o local da reunião, uma sala que tenho encontrado frequentemente e que tem a distinta característica de não ter qualquer janela, por isso é fácil de imaginar que é muito agradável passar 7 horas numa sala sem luz natural.
Agora, depois de um longo dia estou no Pendular das 19h, o que quer dizer que pelas 22h estarei na minha cidade favorita. E depois destas horas todas estou com muito sono e pronto a dormir bastante. Felizmente amanhã é sexta-feira.
Devia escrever sobre o S. João e afins mas infelizmente não foi nada do outro mundo, é algo compreensível fruto do cansaço. E num futuro post meto aqui fotos da minha caminhada ao Gerês.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vida em Lisboa


Mais uma vez, e como tem sido frequente nestes últimos tempos, estou novamente em Lisboa. Felizmente é a última semana que passarei praticamente a semana toda cá. Apesar de ter planos para andar pela capital até ao final de Julho, as estadias serão muito mais curtas. O que penso que agrada a todos, a mim, e aos que estão longe. Ai as saudades...estar longe é uma seca, principalmente se for como estou, algo que podem ler noutro post meu.
De qualquer modo, e dado o imenso tempo que potencialmente tenho de passar sozinho, e para não entrar em parafuso, estou a tentar ficar mais ocupado no tempo que vou tendo livre por cá. Assim, na terça-feira fui comer com gente do trabalho e quarta-feira fui com o Manel e o Gaspar (e sem esquecer a Leonor, obviamente) para um tasco na zona do Rossio. Posso dizer que assim não fico no hotel a olhar para as paredes a pensar no que poderia estar a fazer não estivesse eu nestas terras inóspitas. Fazendo aqui um pequeno à parte estou a reparar nas saudades da terra que têm marcado presença constante nestes meus pensamentos, mas dadas as minhas deslocações de trabalho acho que é algo fatídico.
Obviamente este lazer tem a grande benesse que alimenta o espírito mas consome o corpo, e o resultado é um bocejo constante durante o dia. Algo que não é inteiramente culpa da borga, mas também dos quartos de hotel, que ou têm muita luz, ou umas almofadas mal amanhadas.
Como tal, penso que hoje vou quebrar a regra desta semana e dedicar-me a um descanso tipo lusco-fusco (muito intenso, para os desentendidos). Isto para amanhã estar fresquinho e poder aproveitar melhor o meu fim-de-semana, que estou a contar que seja bem agradável, principalmente por contar estar bem acompanhado.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sindroma do visitante


Com estas minhas vindas para terras mouriscas estou-me a deparar com uma situação que é algo nova para mim. Apesar de já ter vivido fora de casa, nomeadamente na minha saudosa experiência de Erasmus, estas minhas estadias são bem diferentes.
Posso referir os pontos mais positivos, nomeadamente a cama feita e o pequeno-almoço pronto, algo que quem tiver uma veia mais preguiçosa certamente agradecerá. Ou podia ainda referir os artigos de higiene que diminuem a preocupação em ir comprar coisas para manter a cara bonita, ou mesmo o não termos de nos preocupar com as instalações do sítio onde estamos. É claro que como todas as deslocações para longe de casa, a família, os amigos e as caras-metades ficam para longe, mas essa vertente também a tive em Erasmus. O que não tive, e caracterizo-o como o sindroma do visitante, é que parece que nunca estamos em casa. Quando estou em casa, não há dúvidas, é o meu espaço. Quando estava em Erasmus, tinha um espaço que não era meu, mas que “passou a ser”. No entanto o andar em hotéis renega a estadia a uma visita, daquelas em que vamos passar os dias a casa de alguém e nunca podemos estar em casa. Não há o sítio para por as nossas coisas, a organização não é a que queremos e é como estar num país estrangeiro e não falar a língua. Diria que no mínimo é algo curioso, mas isso deve ser claramente a minha natureza portuguesa a mostrar a sua característica Saudade.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Encontro DSI


Falei em muitas reuniões nestas semanas, e é verdade, à excepção de uma pequena actividade que vim aperceber-me é realizada 2 vezes por ano. Um encontro com toda a DSI, o qual visa aproximar as pessoas para o trabalho correr melhor. Partimos então de Lisboa com destino a Tomar, mais precisamente para o Hotel dos Templários, o qual me pareceu bastante agradável. É claro que dada a hora tardia de chegada e a saída bem cedo, fez com que quase não desse para aproveitar o que o hotel tinha para oferecer. Saímos bem cedinho e no meio do sono lá fomos para Constância para a realização de actividades radicais (embora não muito no meu entender :) ). As pessoas foram divididas em equipas de 5 e lá partiram para as provas. Estas foram variadas e passaram por tiro ao arco, passeio em árvores, kartcross e outras. As provas eram pontuadas e posso dizer que a minha equipa ficou em 2º lugar, a 1 ponto do primeiro lugar (perdido por um perdido por muitos...).
As provas foram de manhã, após as quais fomos para o almoço que consistiu em porco no espeto. E para quem quiser perguntar posso dizer que foi bem saboroso. Logo a seguir ao almoço, e com o calor que se sentia fizemos uma actividade que fazia imenso sentido, touro mecânico, julgo eu que o objectivo era misturar bem a comida que tínhamos no buxo.
Já de tarde tivemos outra actividade, desta feita com a participação de todos. Foi feita uma grande jangada, ligando-se várias canoas insufláveis e lá partimos todos para fazer uns 500 metros pelo rio fora. Só as pessoas de fora remavam e eu fui uma delas, mas o esforço físico não foi muito, pelo menos comparado com os treinos lá no Porto.
Chegados à margem lanchamos e iniciamos, suadínhos, a viagem de retorno para Lisboa. Ai foi simples, comer algo e cair na cama a ver se recuperava o cansaço dos últimos dias (e do calor que se faz sentir dentro do meu fato).

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Finalmente


Finalmente, é a palavra que me ocorre, depois de muito tempo a trabalhar a um ritmo muito lento, a minha actividade na EDP está a entrar em ritmo mais interessante. Toda esta demora se prendeu com um início de projecto que teimava em atrasar, mas depois deste tempo todo chegou a hora de começar.
Sem entrar em pormenores, uma vez que não é correcto e nem posso, é um projecto associado à EDP Serviços e que decorrerá até Fevereiro de 2010, por isso será algo demorado, tendo em conta os referenciais que tinha na PT. Lá os projectos era muito mais imediatos, mesmo os que estavam a arrancar do zero.
Agora, o projecto ainda está em fase de definição e as reuniões serão muitas, ao ponto de basicamente passar as próximas semanas aqui em Lisboa, longe dos que me querem bem. É no entanto algo que é necessário e será só nesta fase inicial, lá para a frente terei é reuniões de controlo, as quais não irão requerer estadias assim longas.
Agora vou olhar mais para a documentação ligada ao projecto, uma vez que é muita.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mini epopeia


Que micro epopeia que tive nesta última meia hora. Digo micro porque realmente não foi nada de especial, a única recompensa que tive no final foi de estar agora abundantemente a suar. Passo a explicar. A minha reunião que era para começar hoje às 14h começou ligeiramente atrasada, pelas 15:30. Como seria de esperar isto fez com que a hora de término atrasasse igualmente, assim pelas 16:40 estava eu despachado, praticamente 30 minutos depois do meu plano. Olhei para o relógio, e na consciência que tinha um comboio às 17h e depois só às 18h (o inter-cidades das 17:30 basicamente chega à mesma hora do pendular das 18h), pensei como o Pedro costuma dizer “ninguém tem de conseguir, mas têm todos que tentar”. Assim foi, fui a correr para o metro e como fui previdente já tinha comprado o bilhete, desci as escadas a correr e quando estava a chegar à plataforma o dito estava com as portas a fechar, felizmente 2 simpáticos indivíduos seguraram a porta por um pequeno instante para eu conseguir entrar à justa. A primeira parte estava atingida.
Volvei a olhar para o relógio e já eram 16:47. Isto não vai ser nada fácil, pensei, mas eu vou conseguir. Contei ansiosamente as paragens a pensar, isto podia ser como os autocarros que volta e meia salta uma paragem, mas não tive de parar em todas. Os curtos minutos passaram lentamente e pelas 16:55 cheguei à estação. Subi as escadas com a pressa que pude (ai as pernas – ver post anterior) e fui para a bilheteira. Sim, porque antes de sair da empresa ainda pensei, compro já os bilhetes é mais rápido! Mas os astros estavam contra mim e o site da CP não chegava a lado nenhum. Voltando para a bilheteira atirei as palavras numa frase sem pontuação, pendular, primeira, campanha, desconto EDP. A mulher olhou para o relógio e perguntou: “Mas para hoje?! Vem um bocado em cima da hora, olhe que não sei se consegue”. Felizmente enquanto falava ia fazendo o que lhe tinha pedido. Finalizada a transacção ela disse, tem 2 minutos. Como uma flecha fui até à outra ponta da estação, porque o Alfa parte sempre daquela linha número 1 que está “lá longe”. Quando já estava a chegar ao pendular vejo o fiscal a dar sinal ao maquinista para arrancar, pensei “agora não, à portinha não!”, corri ainda mais depressa e atirei-me para dentro da carruagem, consegui! Tinha uma pessoa na zona da entrada que ficou a olhar para mim dado o modo como me fiz atirar, mas isso pouco importou. Depois comecei a relaxar e a tratar dos pormenores. Cartões, carteira, bilhete, está tudo, ok. Olho para o bilhete e vejo que não estou na carruagem certa, mas isso eram detalhes, agora vou para casa e com uma boa dose de suor só consigo pensar num banho relaxante. Pena é que ainda tenho de fazer umas tarefinhas antes de ir para casa.
P.S.- Acho que mesmo assim não vou chegar muito mais cedo porque o comboio em vez de ir a 220km/h está só a is a 120km/h....seca...
P.S.2- E notem a hora do bilhete e a hora do comboio...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Trabalho em Lisboa

Esta semana estou em Lisboa, ou melhor, a dormir em Lisboa, mas na realidade estou em formação no final da linha amarela (se estiverem curiosos podem ir ver o mapa do metro). O objectivo é aprender um pouco mais do funcionamento do sistema SAP utilizado pelo Call Center, e o que se pode tirar a partir do sistema. Há coisas que poderão não ser assim muito interessantes, afinal de contas esta formação é para malta que vai trabalhar no Call Center, mas apesar disso há sumo que posso tirar destas sessões. Em relação a estas, a formadora tem aquela pronúncia tradicional dos lisboetas, como "o aumento de potÊÊncia", note-se que o modo que escrevi era para salientar aquela sílaba, ou mesmo o "dizer a eles" em vez de dizer-lhes. Ou ainda outras incorrecções gramaticais como "pósamos", sim o acento é propositado. Sem esquecer "há muitas coisas que não está...", repararam? Não? Então leiam outra vez... No entanto não quero parecer pretensioso, só que como a formação não é assim tão complexa, sobra capacidade mental para reparar nestes pormenores.
Neste cantinho do mundo pode-se dizer que não há muito para fazer, nem sítios para ver, nem animação, quase que arriscava dizer que se parece a um gueto...com casas umas em cima das outras numa amálgama frenética que mostra mais a pressa com que se construiu e a falta de cuidado. Existe também uma zona industrial, que faz lembrar a do Porto mas de dimensões consideravelmente superiores.
Falando por outro lado da estadia em Lisboa, o hotel serve os propósitos, embora a falta de restaurante obrigue os esfomeados a andar um pouco mais para ir a restaurantes que não abundam ou que ainda requerem algum andar... Mesmo assim é moderno e serve bem o propósito. Além disso a localização do Marquês acho que é excelente. Estou a um passo da estação se quiser retornar para casa e tenho o Corte Inglês não muito longe para aquelas vontades consumistas que aparecem de locais incertos.
Noutros assuntos, e se as coisas correrem bem, esta quarta consigo encontrar-me com a malta para um pequeno momento de lazer, no entanto é algo para ser combinado mais em cima da hora, como manda a tradição.
A par destes planeamentos, uma constante que tenho com o aumento da distância a casa, e graças a vários meios tecnológicos, tenho chamadas ao pequeno-almoço que a mãe teima em fazer, aos jornais que são deglutidos pela net (bem e outras coisas vá!). Como queria ter algo para recordar até trouxe a máquina fotográfica e tirei algumas fotos, mas como devem reparar não apareço em muitas delas, é que para tirar umas fotos melhores não dá para esticar o braço e aqui vai disto, resta apenas dizer que estou nas costas das fotos...


Apesar de ter estas palavras escritas relativamente cedo durante a semana, os dias foram passando e por cá ficaram, assim aproveito para acrescentar outras actividades. Uma delas foi um jantar com a malta da empresa (aqui do Porto) onde não faltou o vinho, isto porque toda a gente gosta de ter o copo aceso. Como já tinha referido, a malta é mais velha e se calhar a galhofa não é tão grande, mas a boa disposição está sempre presente.
Na quarta à noite, e para melhorar a semana, fui ainda ter com o Gaspar, o Manel, o Tux e a Cecília, para alguma conversa. Fomos parar ao Bairro Alto e tenho a dizer que essa estação de metro é a mais enterrada que conheço, 5 andares debaixo da calçada. Chiça! O convívio foi num dos muitos barzinhos daquele recanto lisboeta onde o pano de fundo foi um jogo qualquer de futebol (Chelsea – Barcelona ou outra coisa com interesse mediano, eh eh)
Voltando no entanto à formação, que era para durar até sexta, esta teve uma extensão encurtada, sendo que pela quinta tratei de retornar à Invicta com um pouco mais conhecimento dos sistemas utilizados na EDP.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Raios!


Posso começar a dizer que o dia hoje, tal como os mercados financeiros, está a ser para esquecer. Certamente compreendo que há dias bons e outros maus. O dia de hoje está a ter vários pontos negativos. Para começar, passei a noite sem dormir, o que é estranho para mim, não costumo ter dificuldade em dormir, mas hoje foi uma noite assim. A somar a isso deu para acordar de modo análogo ao que se tivesse sido espancado brutalmente por 2 visigodos. Chegado ao trabalho e em desespero de causa decorrente do meu estado de dormência vou relutante para a máquina de café. Como ainda não falei sobre a mesma, esta é semelhante às máquinas de café mas versão pequena, isto é, tem de se moer o café, prensar e tirar. Ora foi nesta última etapa que a coisa ainda correu pior. O café, em vez de sair para a chávena que trouxe saudosamente da PT (não se preocupem que foi oferta), o manípulo começa a deixar sair algum vapor quando, do nada, sai disparado numa “explosão” que tornou a minha chávena num monte de cacos e a cozinha num cagaçal de café.
O pensamento foi “Ora porra!”. Bem, possivelmente não foi assim tão brando, mas agora é o que resta. Uns largos minutos depois a cozinha estava limpa, a vontade do café dissipou-se e tentei ir labutar. O problema é que o meu projecto ainda não começou, e as diminutas tarefas que tinha para fazer, já foram feitas faz algum tempo. Assim, nem me posso refugiar no trabalho. Segundo a minha teoria do equilíbrio (que passarei a explicar, talvez amanhã) deve estar para acontecer algo muito bom...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Visita a Lisboa


Por estes dias fui a Lisboa em trabalho, e desta feita fiquei por lá a dormitar dado o ter uma formação dividida por 2 dias. Como se está a tornar habitual o comboio das 6:47 está a tornar-se num amigo próximo (ou não...) e após as 3 horas (ou quase) estava a chegar ao destino para a formação que começava às 10h.
Podia estar a falar de dados sensíveis mas isso não é algo que faria, mas posso dizer que o SAP R/3 está a ser uma aplicação cada vez mais familiar (ah bons tempos de Erasmus). Vejo-me cada vez mais a trabalhar com o SAP, embora como utilizador, algo perfeitamente justificado pelo facto da maioria dos sistemas aqui na EDP estarem em SAP.
O dia acabou por ser algo comprido e não me despachei assim tão cedo, impedindo o meu convívio com o Manel por terras mouriscas. Já agora tenho de descobrir onde é a casa dele, mas isso tem tempo.
Outro ponto algo positivo é que nas minhas idas não preciso de andar muito de um lado para o outro, dado que tudo está próximo do Marques de Pombal, desde os edifícios da empresa aos hotéis, ao metro para Sta. Apolónia. Assim o hotel era mesmo ali ao lado, simples mas o suficiente para a curta noite. Teve um único defeito, as almofadas pareciam de 2 andares, o que dificultou ao sono repousante, mas a próxima tenho de ver se arranjo alternativa para dormir convenientemente.
O outro dia chegou e mais uma sessão. O resultado? Não é que esteja mestre, nem era esse o objectivo, mas estou já algo dentro do esquema. Logo a seguir, e como a coisa acabou cedo vim logo para o Porto chegando às 19h. Como se pode ver é um relato bem simples para uma viagem simples, e como a hora não era muito tardia ainda deu para ir ao treino, mas quanto a isso há novidades amanhã.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ida a Lisboa


Ontem tive uma deslocação a Lisboa para descobrir mais algumas coisas da minha actual posição laboral. Como se está a tornar habitual, entrei no comboio e pelas agradáveis 6:47 parti para a capital. Curioso é que no comboio ia muita gente conhecida, principalmente colegas, mas também amigos. De qualquer modo, e passadas as horas da viagem, que algumas serviram para dormir, cheguei ao meu destino. Neste dia tive basicamente 2 apresentações, uma para gerir projectos existentes e outra relativa a projectos novos. Pois é, ao que parece não vou só tratar de requisitos, mas é mesmo para gerir projectos. Assim se a luz falhar lá em casa a culpa não deve ser minha (acho).
Curiosamente, ao retornar, estava com muita pressa para amanhã o comboio das 18h, se não só às 19h, e estar 1 hora sem fazer nenhum não é daquelas coisas mais agradáveis. O taxista lá passou uns vermelhos e deixou-me mesmo a horas de comprar o bilhete. Pedi o bilhete para campanha e lá cheguei ao meu destino. Hoje ao olhar para os bilhetes para meter as despesas, reparei que o bilhete de volta era mais barato (estranho, um era para Sta. Apolónia e ou de vinda era a partir do oriente, mas quase 7€ de diferença?). A diferença era tal que me deixou a pensar, e depois de olhar com mais atenção para o bilhete vi que a mulher me tinha vendido um bilhete para Coimbra! Felizmente ninguém reparou, se não estava metido em alhadas, sem ter culpa nenhuma...
Bem ao que parece para a semana há mais, talvez inclusive tenha de ficar lá a dormir, mas a ver vamos.

domingo, 12 de abril de 2009

Páscoa...e não só


Esta altura do ano, a Páscoa, tem uma componente sempre apreciada, o descanso. Graças aos dias santos temos direito a uma semana mais relaxada, sem as pessoas a acorrer para os trabalhos ou os estudantes a caminho do ensino. Além de ser uma semana mais curta a conjuntura ajuda a tornar a semana santa numa semana mais relaxada. Este ano, e compreensivelmente tivemos a casa menos cheia. Desta feita o meu mano e a minha cunhada ficaram por Vila Real com a família dela, algo que é mais que justo, por nem pode ser sempre num sítio ou sempre noutro. Além disso por cá tive as minhas actividades extra-laborais (outrora extra-curriculares) que me mantiveram ocupado.
É no entanto relativo ao trabalho que ainda tenho “descanso” a mais. Compreensivelmente um tipo de trabalho como o meu requer sempre um período de adaptação, durante o qual há uma instalação no local de trabalho, apreensão das tarefas e outras actividades que visam enquadrar o trabalhador nas suas novas funções. No entanto, apesar de estar mais de avisado que seria isso que esperaria, estou algo ansioso que o trabalho a sério comece. Para muitos ficar dias sem fazer nada pode ser utopia ou o trabalho de sonho, mas na minha incapacidade de parar quieto tenho de ter sempre desafios pela frente. Assim esta semana que vai começar promete ser muito interessante dado que estimo (e tenho reuniões com esse propósito) que comece agora “a doer”. Pelo que já estive a ler (algo que parece ser a minha única actividade de momento) um dos projectos que vou integrar parece interessante, apesar de ainda não saber todos os contornos deste, mas os próximos tempos o dirão.
Espero que no decorrer desta semana hajam mais novidades sobre estas minhas novas tarefas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Lua-de-mel"


Estes dias no meu novo posto têm sido relativamente calmos, como o Tux referiu, estou ainda no período “lua-de-mel”, em que tal e qual um casamento, tudo está bem, toda a gente é simpática, não se passa nada, bem, é tal e qual o período que vemos nos filmes.
Nesta fase estou ainda a aperceber-me de como rodam as roldanas e estou ainda a tentar encaixar-me na máquina. Tenho já 1/2 projectos nos quais vou participar, mas que me vão ser apresentados após a Páscoa, até lá tenho de ler alguma documentação sobre os projectos e o funcionamento destes na EDP.
Além disso alterei o meu horário para entrar basicamente uma hora antes. A necessidade não é propriamente do trabalho, o objectivo é ter ainda um dos poucos lugares disponíveis para os funcionários. Isto porque no centro do Porto o lugar não abunda, pelo menos o gratuito. Além disso o pago tem 2 problemas, ou é caro (nas garagens) ou é camarário, o que implica andar a por moedinhas de 2 em 2 horas.
Outro ponto que devo salientar é que vou passar a ter algumas deslocações para Lisboa, como terei no próximo dia 15, mas em relação a isso talvez use o tempo da viagem para escrever um pouco mais (ou ver umas séries).
P.S. – Se conseguirem procurem o Wally na imagem (a.k.a o meu carro)