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terça-feira, 16 de junho de 2009

Santiago de Compostela

Após a minha avaliação do curso, saí a correr para uma actuação que tinha em Santiago de Compostela. Como é compreensível foram muitos quilómetros a fazer, e com alguma pressa, dado que como era para se actuar após o jantar, lá fui para cima. Entramos na A3 e rumamos a norte, e chegados ao país de “nuestros hermanos” reparei numa coisa verdadeiramente ridícula. A que me estou a referir? Bem, na auto-estrada em Portugal é simples, entra-se, tira-se o ticket e quando se sair paga-se o que se tiver a pagar. Ora no país aqui ao lado a estratégia não era bem essa. Para fazermos o troço entre Vigo e Santiago tivemos 3 portagens, pagando em todas. Ora isto é algo ridículo, e tirar o papel no princípio e pagar tudo de uma vez no final. Esta de andar a pagar às pingas é parvo. Daqui a pouco fazíamos 5km e pagávamos mais uns cêntimos, passados outros 10km mais uns cêntimos e daqui a pouco com tantas paragens perde-se totalmente o interesse de uma auto-estrada. Mais ainda com a questão de que o traçado das estradas de Espanha é muito pior, que mais parecem uma IP do que uma auto-estrada.
Mas passando este ponto à frente chegamos ao destino e chegados o ponto importante foi mesmo jantar. Afinal de contas cantar com o buxo vazio não me parece viável. O local de canto foi numa das portas laterais da Catedral de Santiago, nas escadas que têm uma fonte com cavalos (não fomos para os leões mas foi para os cavalos). E lá fizemos as delícias dos que nos ouviram, tocamos o que nos interessou e depois dos fados e quando estávamos de saída ainda houve direito a outros temas, que me lembraram bem os tempos de tuna. Além disso, e como seria de esperar, fomos levados para tomar um copo e só pelas 3h da manhã (ou seriam 4?) lá tratamos de ir para o descanso. Felizmente no meu caso fiquei-me logo num hotel em Santiago, mas infelizmente os demais ainda tiveram de voltar para o Porto com aquelas 2 horas de viagem.
No domingo, e depois de algum mas não muito descanso, deu para passear pelas ruas de Santiago e depois de vermos o que queríamos voltamos para a invicta.
Ficam aqui os meus parabéns à condutora que para além de ter triplicado a quilometragem do veículo em 3 vezes portou-se muito bem!

sábado, 9 de maio de 2009

Queima das Fitas

Esta semana que tive em Lisboa, acertou em cheio na semana da queima das fitas cá do Porto. Obviamente posso dizer que o meu tempo já passou, mas dada as minhas ligações a algumas actividades da mesma (sim, no fim da serenata era eu a cantar...) vou tentando passar pelo Queimodromo para algum convívio com aqueles que já não vejo faz algum tempo e que ainda têm a oportunidade de passar por lá. Devo salientar no entanto a serenata, que tem sempre um gosto especial, e no nosso jantar com a malta mais velha temos sempre histórias para ouvir e não só, como foi o caso de ouvirmos uma interpretação sublime das “Asturias” de Isaac Albeniz. Posso dizer que são momentos como esses que se tornam mágicos e dão origem a memórias incríveis.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Antologia do Fado


Este Domingo tive uma pequena estreia artística. Poderia dizer que o actuar em si não é nenhuma novidade. Já passei por muitos palcos e em muitos formatos mas algo que ainda não tinha no meu “cardápio” era uma actuação na Casa da Música do Porto. Aquele curioso “caixote” como alguns a apelidam é uma sala que tem vindo a ganhar um especial glamour na cidade invicta. Assim sendo desloquei-me para o local para participar na “Antologia do Fado”, um espectáculo que procurou mostrar de tudo um pouco no que toca a fado de Coimbra (também conhecido por alguns como fado académico).
O espectáculo em si contou com a participação de vários grupos, sendo que a participação de cada um foi relativamente sucinta. No nosso caso passou por interpretar 2 temas, “Os Vampiros” e o “Mozart”.
Deste espectáculo devem ainda surgir um CD, um DVD duplo e um livro, mas quanto a isso, e assim que houver novidades, serei o primeiro a informar. Por outro lado se quiserem ser mais pró-activos podem sempre andar em cima do blog associado ao ciclo de eventos que se irão realizar neste âmbito aqui.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O que dizem do CD


Felizmente o nosso CD vai sendo ouvido por alguns ou muitos. E apesar de esperar que seja cada vez por mais pessoas junto aqui mais uma referência.
No blog do Octavio Sérgio tivemos direito a uma menção como poderão ver aqui.
O blog dele, que vai na "segunda edição" tem como objectivo falar do fado de coimbra e de eventos ou referências a este. Se for do vosso gosto é um local com teor quase enciclopédico que pode ajudar os mais ignorantes na matéria.
Se perguntarem o porquê da "segunda versão" é decorrente do limite das contas gratuítas do Google, para a qual há um limite de 1GB associado aos conteúdos de um blog. Por isso como podem imaginar, conteúdo não falta...

Se quiserem aqui estão as 2 edições:
Gruitarra de Coimbra
Gruitarras de Coimbra

http://guitarrasdecoimbra.blogspot.com/2009/01/cd-do-grupo-de-fados-de-engenharia-do.html

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CD Fados - 20 anos - Online

Apesar de o CD do grupo de fados ter saído em Agosto, só agora foi possível colocá-lo online. Assim, e se quiserem podem ir a um das lojas conhecidas (ou carregem ai nas imagens ao lado) e ouçam o vosso grupo de fados favorito!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Referências


Outro dia foi à X Grande Noite de Fado do ISEP e tal como outros grupos de Coimbra, estivemos a mostrar o que sabemos fazer. Valeu-nos uma referência em tom de imagem num blog de uma grande entidade do fado de Coimbra, o Dr. Octávio Sérgio, como podem ver aqui

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Unicepe


O meu serão de ontem saiu da normalidade, não fui ao treino e tive em vez disso um jantar para celebrar os 45 anos da livraria Unicepe, Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto. Esta livraria, bem no centro do Porto está mesmo na praça dos Leões, que é mais conhecida por uns que por outros. Provavelmente há quem conheça mais de perto o Piolho ou a praça da Cordoaria. :)
Tivemos então um jantar de tamboril seguido de uma pequena actuação na livraria em si. Foi numa sala relativamente pequena mas muito bem composta que tocamos alguns temas do nosso fado de Coimbra para a plateia composta pelos sócios da livraria. Depois de alguns temas, tivemos uns convivas bem agradados com a actuação e que teve inclusive alguma troca de galhardetes. Passo a explicar, tivemos direito a levar uns livros autografados pelos autores que são sócios da livraria. Um verdadeiro encontro cultural, rico e que merece ser repetido.

PS - No site da livraria reparem se conhecem alguém na entrada de doa 2008-11-19 :)

domingo, 2 de novembro de 2008

Serenata do Caloiro Engenharia


Sexta-feira tive uma actuação que me diz muito, a serenata do caloiro da FEUP. O que faz que seja especial é o facto de ser na minha "casa", a escola onde me formei, onde cresci e onde muitas amizades criei. Para além destes pontos, que para mim já são mais que suficientes, temos ainda o jantar do caloiro, o qual com as suas várias componentes dão mais magia a esta noite. Posso simplesmente dizer que foi um jantar animado, recheado e no geral, um bom preparo para o que se avizinhava.

Chegada a hora, rumamos para o local das hostilidades, e estando o ambiente preparado (se calhar preparado demais, com aquela comida toda...), os ouvintes instalados e os tocadores a postos demos início à sessão. Foram muitos fados e variações que contamos que tivessem sido apreciados por todos. Felizmente a família, que estava convidada, apreciou bastante e tenho pena que os amigos não tenham podido comparecer, mas conto que haja uma outra oportunidade em breve para que eles possam comparecer.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sarau de Engenharia


Ontem tive mais uma actuação com o Grupo de Fados, esta semana é a semana de Engenharia e como já manda a tradição há o Sarau que visa dar a conhecer os vários grupos artísticos da Faculdade de Engenharia. Assim, e a par das duas Tunas da casa o Grupo de Fados marcou também a sua presença, desta vez com as cordas todas nos vários instrumentos. Sexta (ouvi dizer) há a serenata, na qual conto com a comparência de amigos e familiares, assim em jeito de desculpa para um pequeno convívio com aqueles que se querem mais próximos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Serenata do Caloiro


Este Domingo tive uma actividade que para além do gosto que me dá, é cada vez mais uma ode à saudade e a tudo aquilo que me deixa nostálgico. Como é normal no início de um ano académico, novas gentes acorrem às faculdades e por esta altura temos as tão animadas semanas do caloiro, festas atropelam-se com o objectivo de (talvez) dar uma inspiração aos novos alunos. Seguindo assim a tradição, a Sé Catedral do Porto viu mais uma vez alguns dos grupos de fados da academia do Porto, entre os quais o Grupo de Fados de Engenharia.
Reunimo-nos como já vem sendo habitual na Brasileira e demos início ao repasto que teve como seria de esperar o prato do costume. Felizmente as entradas eram variadas e saborosas para evitar que alguém ficasse com fome. A tradição destes eventos manda que toquemos no fim, como muitas gerações o confirmam, e este ano não foi uma excepção. Felizmente tudo parecia alinhado, os astros e os planetas e a olha para os clérigos não pude deixar de sentir saudade de tudo que tive e já não vou puder voltar a saborear, só recordar.
Subimos as escadas, as guitarras afinadas e as notas soaram. Todo aquele grupo humano era muito acolhedor e distante e assim fizemos a nossa actuação. Tudo (quase) correu bem e no final, apesar da manhã complicada que o dia seguinte iria ter, fiquei feliz por participar e dar um pouco de mim a quem chega.
Dia 30 tenho a serenata de engenharia, espero nessa altura partilhar este meu gosto com aqueles amigos mais próximos.

ps - o cartaz é do ano passado, mas ainda não encontrei o deste ano...

domingo, 19 de outubro de 2008

20 anos com fado


Este sábado pude participar numa festa muito especial, infelizmente não foi a festa das manas, que com muita pena minha não pude ir pois a agenda já estava comprometida. Mesmo assim foi participar num pedacinho de história. Foi um jantar que juntou várias gerações e que teve o objectivo de celebrar duas décadas de grupo de fados. Estive com aqueles que me acompanham no grupo, com o que nos orientaram e inspiram e ainda com os que desconheciamos e que já faz 20 anos que criaram segundo grupo de fados mais antigo da cidade do Porto.
Nestas alturas fico contente de puder fazer parte de um pedacinho de história, que apesar de não ser conhecida por muitos é algo ao qual dou importância, talvez por uma infrutífera busca por algo que ainda não sei precisar, mas mesmo assim é algo que me dá gozo.
O local desta reunião foi um restaurante na rua do Rosário, num restaurante que até chegou a ser à muito tempo um local frequentado pela minha mãe, o Zé de Braga. Obviamente não estavamos à espera de nenhumas iguarias, o mais importante era mesmo o convívio e foi isso que fizemos. Espero é que lturas como esta se repitam mutias vezes, e mais uma vez espero que as manas me desculpem a falta...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Confraria Queirosiana


Ontem, e seguindo a agenda das últimas semanas, tive mais uma actuação com o Grupo de Fados. Após um convite fomos chamados a animar uma reunião da Confraria Queirosiana, a qual se foca primordialmente em promover a obra de Eça de Queiroz e a sua época. O evento fui num acolhedor loca, o Solar de Resende em Canelas, Vila Nova de Gaia, o qual sem o meu GPS teria sido muito mais difícil de encontrar. O Solar estava muito bem tratado e tem frequentes festas e actividades que permitem manter o bom estado deste e para quem precise pode ser um local a consultar. Quanto às nossas actividades tivemos um apetitoso jantar onde o ponto forte foi o leitão.
Após o jantar tivemos a dita actuação que fez as delícias da nossa plateia, a qual tinha muita ilustre gente, algo que podem consultar no blog da confraria.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

IPAM


Este Domingo à noite, e pela segunda vez, fomos participar na serenata do IPAM que decorreu em Matosinhos. É um facto que esta altura do ano é mais do que propícia a estas actuações e o resultado é que a nossa agenda está bastante recheada. Nestes tempos próximos já temos muitas actuações planeadas e a única coisa que me pesa é o meu estado, que graças a esta gripe não é dos melhores. Para melhorar a prestação tratei de ter um dia descansado e pela hora do jantar fomos comer a Matosinhos, na zona que tem mais concentração de restaurantes do que pessoas por metro quadrado na China.
Após o jantar rumamos para a câmara de Matosinhos e pela hora do costume para estes eventos iniciamos as trovas. Como parece que já é tradição para esta serenata em particular, tivemos chuva em fartura que, graças às arcadas da câmara, não nos caiu em cima.
Bem, mas amanhã há mais…

domingo, 28 de setembro de 2008

Fados em Boticas

Este fim-de-semana fui com os fados para um período algo intensivo. Deslocamo-nos à pitoresca e vistosa terra de Boticas para alegrar os participantes de um congresso de antropologia que decorreu por lá. Apesar de estar fresco do retorno da Tunísia, e não no meu pico de forma física não podia dizer que não. Metemo-nos então num carro, mais precisamente a carrinha do Miguel que serviu para os singelos 5 elementos, e fizemos os quilómetros que tínhamos até Boticas.
Já em Boticas fomos muito bem recebidos. Demos umas pequenas voltas para ver o belo da terra, a qual tem sofrido bastantes obras de recuperação, sendo um possível destino para um fim-de-semana de descanso, no entanto isso são outros assuntos.
Fomos depois a uma casa de turismo de habitação supostamente para nos encontrarmos com mais uns elementos da organização mas como não estava ficamos apenas a lanchar e cantar uns fados. A hora de jantar aproximou-se e fomos para a “Taberna do Ti João” que foi o local da nossa primeira actuação. É um restaurante castiço e com um aspecto peculiar e uma comida saborosa. Além disso os vinhos da região ajudaram a acompanhar os pratos. Passando no entanto ao assunto da nossa deslocação tivemos a nossa actuação, particularmente apreciada dada a grande concentração de académicos que pelo aspecto recordaram com apreço os dias de estudante.
Depois dos comeres e dos cantares rumamos para Montalegre para o local da dormida. Este serviu bem o propósito e, apesar de uma tertúlia algo longa mas muito enriquecedora lá descansamos. No dia seguinte, já mais descansados fomos ainda ver o castelo de Montalegre antes do almoço em Boticas, após o qual iríamos mais uma vez actuar fechando assim a conferência com um bocado da nossa cultura.
Não tardou muito iniciarmos a viagem de retorno já que à noite tínhamos mais uma actuação. Desta feita a serenata do caloiro de Enfermagem, descansamos um pouco, jantamos e actuamos. Felizmente tudo correu bem e depois de um fim-de-semana intenso não estou com muita vontade de retomar o trabalho, mais ainda depois deste período alargado de férias. Mas é o país que temos! :)

PS - Pelos vistos os cantares foram apreciados. Vejam

sábado, 30 de agosto de 2008

Paris 2

A nossa passagem por Paris foi um bocado mais breve que as passagens por Londres e Praga. Não obstante deu ainda para passear e conhecer muitos dos pontos emblemáticos desta cidade, e essa tarefa foi quer facilitada, quer acelerada graças ao conhecimento extensivo que o Miju tem. Assim, hoje, visitamos o Louvre, que realmente parece que não acaba (apesar de não termos ido propriamente às exposições). Aqui aproveitamos para dar a conhecer um bocado do nosso fado, tivemos assim no palco dos jardins deste enorme museu. Depois de um bom tempo passado, onde ainda tivemos alguns bons apreciadores (a salientar o senhor que ia cantarolando músicas enquanto dormitava) regrassamos a casa para pousar os instrumentos.
Almoçamos e logo fomos conhecer a zona que surgiu algo à semelhança do Parque das Nações. A zona de La Defence. Com um novo arco de triunfo e muitos arranha-céus.
Aproveitamos ainda para passear um pouco mais e ao fim do dia tentamos ir comer uma iguaria nacional, mais precisamente ratatui. Aqui, e à semelhança de Londres é consideravelmente difícil encontrar este prato francês, mas ao contrário de Londres, foi mesmo uma prova não superada e tivemos de comer outra coisa que não o inicialmente pretendido. Nesta zona, quartier latin, tinha ainda imensos artistas de rua, que comparativamente com os que vimos na cidade, tinham muita qualidade.
Depois de jantar fomos à torre Eiffel, que de noite tem outro encanto. A aproveitar o tema da presidência europeia, encontramos uma torre azul com as tão conhecidas estrelas amarelas.
É claro que após uma cansativa e passeada semana o corpo queixa-se do cansaço, que, apesar de muito, vai sendo colmatado. Amanhã retorno à precedência.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Paris 1

Depois de umas longas horas no aeroporto de Praga, o qual não prima pelo conforto ou recursos par a os viajantes que pernoitam naquelas instalações, lá entramos no avião da Sky Europe (outra low cost) rumo a Paris. Esta companhia também tem melhor serviço que a Ryanair, que cada vez mais me convenço que é algo a evitar, quer pelo serviço em si, pelo peso das malas, e afins.
O voo foi mais curto que o desejado, estávamos a descansar bem melhor que no aeroporto mas não tardou a pousarmos no país da Torre Eiffel. Apanhamos o comboio e depois o metro para o centro e com alguma facilidade chegamos ao destino. Quanto a isto tivemos de agradecer ao Manuel que, dada a sua estadia prolongada nestas terras, já sabia exactamente o que tínhamos de fazer. O hotel é algo melhor que o de Londres (o que não era difícil), mas ainda está no nível espelunca :) É no entanto limpo e perfeitamente habitável, e dado que o objectivo era poupar o orçamento não pudemos pedir muito. Apesar de ainda não termos direito aos quartos, dado ainda não ser a hora do check-in, cederam um quarto para pousarmos as tralhas e trocar de roupa. Mais aliviados e sem a capa ao ombro, mas ainda muito cansados, fomos à descoberta da cidade.
Quanto a Paris tenho a dizer que é grande como Londres mas bem diferente. Enquanto Londres é uma cidade que parece como um todo andar a um ritmo algo frenético, já Paris tem isso mas também um pouco de tudo. Vê-se os que estão mais apressados que até vão de encontro contra outras pessoas e nem ligam, a outras zonas onde vemos pessoas simplesmente a descansar e apreciar a paisagem. Além disso vê-se muita gente diferente a fazer de tudo um pouco.
Nestas andanças visitamos alguns pontos, onde obrigatoriamente tinha de passar pela Torre Eiffel, Notre Dame, Arco do Triunfo e outros. Mas felizmente a minha reportagem fotográfica ajuda a identificar todas essas zonas. :)
Depois de muito andar, e os pés e as pernas já demonstram esse cansaço (não se preocupem que eu não ponho outra foto da bolha), andamos bastante, mas ao fim do dia estou contente com o que visitamos. Sei que amanhã é basicamente o último dia que temos de viagem já que no Domingo é para o retorno, por isso vamos ver se o aproveitamos ao máximo!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Praga 3

E chegamos ao último dia de Praga, agora fica a restar Paris. No entanto este dia ainda tivemos alguma actividade. Após o pequeno-almoço, que foi bem aproveitado para a fome não apertar, rumamos para a praça principal a tentar repetir o feito do dia de ontem. Isto para tentar aliviar a bagagem de cd's que trouxemos connosco. Chegamos à praça onde tínhamos uns músicos já a actuar e por isso tivemos de esperar um pouco. No entanto passado uns momentos lá tratamos de começar a tocar. Tocamos algumas músicas e para nosso espanto tivemos um agente da autoridade e mais um senhor que se aproximaram. O agente apenas falava em checo e teve de ser o tradutor a dizer o que ele proferia num dialecto mais inteligível (inglês). Nesta altura lembrei-me dos Gato Fedorento com o agente que passava a multa e precisava de tradutor. Aparentemente não podíamos tocar sem licença e para a pedir teríamos de ir à Câmara Municipal.
Bem, fomos à câmara e depois de alguma luta para falar com o recepcionista, que só falava checo e alemão, ele indicou-nos o gabinete onde devíamos ir. Nesse gabinete encontramos 3 funcionárias, só uma das quais arranhava o inglês. E após mais alguma luta ela disse-nos que para termos a dita licença eram precisas duas semanas (isto porque a pessoa que era responsável por assinar os papéis estava de férias). Ora com tanta burocracia, e se o mundo dependesse desse papel, bem que morríamos todos.
Ora como tal fomos pousar os instrumentos, até porque estávamos algo cansados, e assim poupamos as baterias para o próximo destino. Passamos no tasco aqui ao pé do hotel (que tinha produtos muito mais baratos que no centro da cidade) e voltamos para os passeios pela cidade.
Neste passeio, ao passar na ópera Rudofinum demos de caras com uma situação curiosa, estavam a gravar um anúncio para a Panasonic. A curiosidade deixou-nos a apreciar a cena e se virem no próximo mês alguma publicidade com uma máquina SLR vermelha, eu estava lá. E para quem quiser saber a modelo que participa na publicidade é inglesa e chama-se Lucy qualquer coisa.
O dia ainda tinha muito para dar e como tínhamos que fazer horas para o transfer, aproveitamos para ver o festival de folclore que está a decorrer esta semana. Tivemos a oportunidade de ver vários grupos de diferentes países que mostravam música e danças variadas.
Seguimos então para o aeroporto e tivemos um motorista do minibus extremamente simpático (que nem ajudou com as malas) mas que queria gorjeta, ao qual eu respondi com um simpático não (entre outras palavras em português para ele não perceber.
Como o voo é pelas 6:40 da manhã, sendo que o check-in é 2 horas antes é fazer horas até lá. Seca...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Praga 2

Penso que o dia de hoje foi bem mais produtivo que os últimos, se todos forem como o dia de hoje a digressão será muito facilitada. Logo de manhã tratamos de acordar, embora não muito cedo, porque afinal também estamos aqui para descansar, e depois de nos arranjar saímos para o centro da cidade. Como haviam muitas pessoas não foi muito fácil arranjar um banco para nós, mas passado um pouco tivemos a espera recompensada e lá arranjamos pouso. Tratamos logo de iniciar as hostilidades e deparamo-nos com um público bastante receptivo e apreciador do Fado de Coimbra. Para além de vendermos alguns CD's ainda arranjamos algumas contribuições que sempre ajudam nos nossos gastos. Após algum tempo a tocar fizemos uma pequena pousa para almoço e após um período de nutrição intensiva retomamos a actividade. Tenho a dizer que muito do público que parava era português, mas tivemos também muitos estrangeiros que ficaram radiantes ao ouvir o que tinhamos para mostrar. Foi um gosto tal, o demonstrado pelas pessoas que relamente senti-me muito bem, e serviu para animar o grupo, isto porque, no que toca a música, depois de Londres a moral estava em baixo, já que não tinhamos público para o nosso serviço.
Depois da nossa actuação da tarde ficamos com uns amigos novos, isto foi um casal de portuguêses que gostaram tanto do que tinhamos para mostrar que nos levaram para lanchar. Estivemos então algum tempo com eles e acho que a companhia foi apreciada por eles.
A seguir, e como o João já tinha o pulgar com uma grande bolha voltamos para o descanso. Agora ele espera amanhã estar melhor para termos um guitarra em condições de tocar. Esperemos que amanhã se venda muito!.

Praga 1

O nosso primeiro dia de Praga chegou, apesar disso dado o cansaço derivado da falta de sono que a passagem no aeroporto deixou. No entanto apanhamos o avião das 6:40 da manhã para chegarmos às 10h (locais) a Praga. Para já gostei muito mais dos aviões da Easyjet, quanto mais não fosse pelas cadeiras serem mais confortáveis e darem para reclinar. Já no aeroporto encontramos onde levantar dinheiro e tratamos de arranjar um transfer. Logo a primeira diferença que se notou foi o preço. De Londres para Praga parece do dia para a noite. Com 22€ levaram-nos aos 4 à porta do hotel em minibus, que luxo!
Como chegamos muito cedo ao hotel, que diga-se que o que saltou logo à vista foi a diferença de qualidade. Além de mais barato que o hotel de Londres (que era serviço por quefrôs, tinha quartos sebentos, lençois com sangue e outras coisas que se recomendam, ou não) a qualidade era bem melhor. Para ponto de referência até minibar temos, viva o luxo, não é?
Deixamos as malas e fomos à descoberta da cidade, que felizmente estava muito mais perto que em Londres. A estação de metro é mesmo ao pé do hotel e podemos ir para todo o lado.
Fomos ao centro, de nome Mustek (ratos e impressoras) e deparamo-nos com uma avenida que em muito fazia lembrar os Aliados e com umas ruas perpendiculares que também tinham ares de Santa Catarina. Pelas andanças descobrimos um restaurante e comemos o que nos disserem ser um prato característico mas que afinal afinal...era strogonoff, ao menos a cerveja tinha 12% de alcool e ajudou a tornar a tarde mais divertida.
Durante a tarde, e após uma soneca, passeamos e vimos as características estruturas de Praga, lindas e que lembram tempos medievais quase esquecidos mas tão perto e presentes. Os nossos passos ainda nos levaram a ver o rio e as suas piturescas pontes que tanta arte já inspiraram. Agora temos já plano de ataque e vamos ver se amanhã temos um publico receptívo aos nossos fados.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Londres 3

Neste último e terceiro dia por Londres, dedicamos as horas que tinhamos a passear de maneira a conhecer um pouco mais da urbe e de maneira a levarmos algo mais na bagagem. Passeamos por Regent Street e tivemos ainda tempo de passear pelos conhecidos parques como Hyde Park e Green Park. Em Hyde Park, tivemos ainda o prazer de apreciar um entardecer bem bonito com um bom vinho do Porto a acompanhar. A isto tivemos de agradecer ao aeroporto Francisco Sá Carneiro por ter daquele nectar tão apreciado pelas nossas terras. Acho que neste ponto pude comprovar o gosto pelos ingleses por estes recantos. Realmente estava-se com uma calma e bem estar que é algo difícil de descrever.
Mas o dia estava a passar e ainda tinhamos algumas coisas em mente para ver. Conseguimos ver ainda a Chinatown de Londres que chega ao cumulo de ter ruas com caracteres em chinês. No entanto como a hora de comer. Como era obrigatório, decidimos comer o afamado prato inglês. Fish and chips. No entanto esta tarefa mostrou-se muito mais difícil de relizar que o esperado. Estivemos cerca de 30 minutos à procura de um sítio que servisse a dita gastronomia e sem grande sucesso. Quando estavamos quase a desistir em virtude de uma outra grande comida londrina, a chinesa, encontramos um local e lá fomos. Mas como já sabia o prato não passa de um hiper glorificado filete de pescada com batatas fritas. Depois não admira que sempre que vamos comer fora do país digamos que em Portugal é que se come bem.
Passado o jantar fomos para a estação de camionagem de modo a seguir para o aeroporto. Dormir no aeroporto até não estava a ser mau, mas ser interrompido após só 3 horas a dormir para fazer o check-in não foi muito agradável. Vá lá que seguimos para o avião e podemos dormir algo mais na viagem. Bem quanto ao avião, que foi da Easyjet, tivemos uns problemas técnicos com o avião, que atrasou o voo mais de 40 minutos. (hum.... Madrid...), mas tudo correu bem e seguimos viagem...