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sábado, 22 de novembro de 2008

Em Paris 1

Este fim-de-semana está a ser, como disse, bem fora da norma. Fui para o Francisco Sá Carneiro e dirigi-me ao balcão da TAP, o destino, Paris. É verdade que ainda este ano estive na capital francesa com os fados, mas desta vez a companhia é outra. O objectivo, quebrar a normalidade e vir dizer olá à Ana, que está cá num projecto de mestrado. A viagem em si acho que começou muito bem, isto se compararmos com os voos da Ryanair. Em primeiro lugar os balcões de check-in e as portas de embarque não ficavam num dos cantos do aeroporto e a atenção com a qualidade do serviço é outra. Começou então a viagem e tivemos logo uma surpresa, a presença do reitor da universidade do Porto, o Prof. Marques dos Santos. Além disso, dado que o voo não era low cost, tivemos ainda direito a um snack, que no meu entender, até poderia ser uma refeição a sério dado que não tínhamos lanchado. Chegados a Orly apanhamos o comboio e passado um pouco encontramo-nos com a Ana. A conversa foi tanta que até tivemos direito a falhar a estação e tivemos de voltar para trás, mas nada de problemático.
No dia seguinte começamos a passear e ver as várias atracões desta bela cidade. Vimos os arcos, Notre Dame, Louvre (só por fora, claro), a torre Eiffel e quase que que conseguimos ver o Pantheon. Quase porque de manhã tentamos e excepcionalmente estava fechado e abria de tarde, e de tarde...não chegamos a tempo, tentamos depois. Fomos ter com a Ana, que depois de um dia de trabalho queria jantar e fomos parar a um restaurante italiano que apesar das reduzidas dimensões tinha boa comida. Para acabar o dia fomos ainda aos campos Elísios ver as iluminações de natal e dar uma vista à torre Eiffel de noite.
Amanhã o plano é ir à Disney, ufa, já estou cansado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Escapadela


Como seria de esperar aprecio bastante uma escapadela, algo bom para descansar o corpo e a mente e dar mais alento quando a segunda-feira chega. Os destinos são variados e depende como se diz, de luas. Umas vezes vamos para norte, outras para sul, mas tendencialmente para sítios diferentes.
Desta feita o destino é bem mais para norte, com a desculpa de visitar a Ana. O fim-de-semana vai começar um pouco mais cedo e os kilómetros ainda serão bastantes, é claro que assim que houver novidades aviso pelos canais do costume.

domingo, 26 de outubro de 2008

Aveiro


A rotina tem muitos problemas, pelo menos para mim, sei que para muitos nada seria melhor como saber exatamente o que vem a seguir. No entanto eu não sou assim, pelo contrário, se não houver alguma surpresa, algum imprevisto, acho que não suportaria o aborrecimento de mais um dia igual ao anterior. Por isso mesmo fui com a companhia do costume, não para a direcção do costume, mas precisamente o contrário. Assim, o caminho nos trouxe a Aveiro, e desta vez não vim em trabalho, o que tenho a dizer que é algo agradável.
O lugar que nos abriga é o hotel As Americas, o qual está muito bem arranjado, tem um mobiliário moderno e elegante e a nível de serviço é bastante agradável. O preço não é muito transcendente e permite umas escapadelas mais contidas financeiramente falando. É claro que o objectivo não era vir para aqui, mas como os destinos das escapadelas estavam cheios, tivemos de arranjar uma alternativa.
O dia levou-nos a passear pela ria, andar de moliceiro e aproveitar o sol que se fez sentir, mas com tantas voltas não tardamos a ficar cansados e com uma boa vontade de dormir. Felizmente o pacote tinha uma surpresa bastante agradável, uma massagem relaxante que cimentou ainda mais a incessante vontade de dormir, como tal tratamos disso...
O dia seguinte começou com uma das minhas componentes favoritas quando estou num hotel, o pequeno almoço. Tenho de reconhecer que quando este é bem preparado é um gosto sublime, mais ainda por já tudo estar preparado e só necessitarmos de escolher o que queremos. De qualquer modo voltamos para a procedência depois de trazer alguns ovos moles para a família...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tunísia 5 - sumário

Após olhar para a minha viagem com a Susana posso tirar algumas conclusões da Tunísia, para começar a companhia foi boa, mas raras são as férias em que a companhia não o é. Felizmente os mais próximos que vão comigo nestas ocasiões são gente de bem e merecem o meu apreço.
Mas retomando o tema da Tunísia, esta penso que é uma fruta bem verde no que toca ao turismo. Não há dúvida que tem um clima muito interessante, facilmente conseguimos bom tempo durante grande parte do ano. Além disso as praias são fartas dados os 1600km de costa e as paisagens e atracções turísticas são diversas e podem agradar a vários gostos.
O que torna, na minha opinião, este destino mais inóspito é de longe as pessoas. Primeiro não temos com frequência um sorriso a recebermos, parece que o turista é visto de muitas maneiras mas como alguém que colabora com o tunisino não é de certeza. É fácil de sentir que nos estão a olhar com desdém, cara de poucos amigos ou de outros modos depreciativos. Não é como temos em Portugal ou como em outros países como o Brasil ou México, nos quais há um bom acolhimento e é fácil de nos sentirmos em casa.
Relativamente às pessoas é também muito desagradável estarem sempre a pedirem-nos dinheiro, isto é, para sermos minimamente bem tratados temos que dar um dinar aqui dinar ali. Parece que ninguém é capaz de ter algum brio no seu trabalho se não se acenar com alguma remuneração. Isto é algo que se torna chato, principalmente porque nem sempre andávamos com dinheiro (tudo incluído para que te queremos?) e nessas alturas víamos claramente que havia os clientes de segunda e os de primeira.
Para mim é de longe o pior aspecto da Tunísia e que faz com que não volte a este país salvo algum evento que não consigo prever. Penso que tenho muitos outros destinos que me tratarão melhor e sem tantas chatices.
Mas como disse este é o pior ponto, algo que acho que podem melhorar são outros pontos, uns mais de fundo e outros nem tanto. Temos por um lado os caixotes de lixo. Sim, algo tão simples como um caixote de lixo era muito difícil de encontram, mesmo no aeroporto não se avistavam recipientes. O resultado era aparentemente simples. Quando fizemos os 1200km pela Tunísia era mais que frequente ver em todo o lado, desde campos agrícolas às terras e aldeias lixo por todo o lado, algo bem feio de se ver.
O terceiro ponto que também desgostei foram as casas, a grande parte das terras pelas quais passamos tinha casas sempre meio construídas, o que não se sabia era em que situações era por falta de dinheiro que estas não estavam acabadas e quando era devido a conflitos. A visão que tínhamos era de um país de ruínas e projectos inacabados com aspecto tudo menos bom.
Apesar de tudo foram umas férias boas, mas não óptimas como esperava, por isso já sabem, se quiserem ir à Tunísia, pensem primeiro noutros destinos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Tunísia 4

Os nossos últimos dois dias foram dedicados ao descanso dentro do possível. Tínhamos apenas a quarta-feira e a manhã de quinta-feira para descansar. O dia de quarta-feira foi passado na piscina a tentar recuperar do cansaço dos dias da excursão. De noite fomos ainda visitar a Medina que existia na zona dos hotéis e que ainda tinha algumas lojas. Claro que, como de costume. Os tunisinos são chatos e pouco honestos atirando logo preços exorbitantes como barro à parede, pode ser que cole.
Voltas dadas, fomos jantar num restaurante temático que além de alguma comida algo característica contou com danças de várias partes do mundo, passando obrigatoriamente pelas dos países árabes, mas também outros, como os gregos e indianos. Contudo a comida apesar de suficiente não era nada de transcendente e o espectáculo perdeu algum interesse devido à fraca visibilidade dada a disposição das mesas. Após o manjar fomos para o hotel pois no dia seguinte desejávamos alguma coisa.
Quinta-feira o tempo não foi tanto como pensávamos, tratamos de arranjar as malas e perante a escolha do que fazer com o tempo livre que ainda tínhamos fomos mais uma vez visitar a Medina para ver um mini-zoo que esta tinha e suscitou algum interesse. Após pagarmos o bilhete penso que fomos algo defraudados. Além do zoo o parque tinha atracções, as quais estavam maioritariamente fechadas. Penso que abrir o parque e ter as atracções fechadas é algo parvo. Mas vimos o que pudemos e deslocamo-nos ao mini-zoo, o qual parecia mais um curral, dadas as dimensões e os animais que tinha. Havia galinhas, cabras e camelos, nada que ali na zona não abundasse. A única coisa mais exótica era um par de leões e um tigre.
As horas iam avançadas e assim sendo fomos para o hotel para finalizar os preparativos para a viagem, Partimos sem pressa e com problemas de menor dimensão e logo chegamos ao aeroporto.
A viagem foi algo demorada mas lá chegamos a casa cansados e quiçá prontos para trabalhar num tempo mais ou menos breve.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tunísia 3

Este segundo dia de excursão começou ainda mais cedo que o anterior, realmente se me tivessem perguntado quando entrava no avião se era possível acordar a esta hora certamente responderia que só se fosse deitar-me, mas aqui estava a acordar às 5 da manhã.
Depois de um pequeno-almoço ligeiro e na companhia de dois aventureiros de viagem (e outros tantos), a Paula e a Sílvia, partimos uma vez mais. O nosso destino era uma das paisagens mais visitadas pelos turistas, um enorme lago gelado em Tuzoer. Este tem uma extensão de 120km por 90km e tem uma particularidade. É basicamente um lago salgado, dado que durante a época seca fica sem água e tudo que resta é uma enorme quantidade de sal. Esta para além de estar à venda (imaginem por quanto...isso mesmo, 1 dinar para os turistas) era recolhido e haviam várias fábricas que o processavam para venda posterior. Além de se ver o lago salgado o objectivo de se saírem a estas horas era ver o nascer do Sol. Infelizmente (ou felizmente no que toca ao calor) estava enublado e só por vezes se via a silhueta do astro e não aquelas magnificas cores que um nascer do Sol tem.
Seguimos logo para um outro oásis que existe na Tunísia, aqui existiam mais de 1 milhão de palmeiras exclusivamente dedicadas à produção da tâmara. Existem também outras árvores de frutos como romãzeiras e afins que de muito ajudam à enorme quantidade de produtos exportados pela Tunísia. Aqui podemos ver estas plantações de perto num passeio de charrote que primou levemente pelo cheiro a...bem, será mais fácil referir que eram muitos cavalos num espaço muito pequeno...
Após esta paragem fomos para uma localização que já passou pelo grande ecrã graças a filmes como a guerra das estrelas e o paciente inglês. O local, chamado Chebica tem uma aldeia troglodita abandonada nos anos 60 e uma grande cascata que, bem, sendo honesto só é grande tendo em conta que só há areia nas redondezas, para chegar lá fizemos cerca de 40km de todo-o-terreno mas pensei que seria mais interessante, dado que grande parte da distância foi em asfalto.
A nossa última paragem foi o grande centro religioso da Tunísia, o qual segundo os meus apontamentos chama-se...onde é que eu tenho aquela folha? Bem de qualquer modo tivemos logo o guia a dizer que não podíamos entrar de modo algum e só daria para ver por fora, ao chegar disse-nos que havia um cemitério em frente à grande mesquita este estava reservado para os estudantes do Corão. Apesar de provavelmente estar a faltar ao respeito a alguém nenhuma das campas tinha qualquer identificação, e a disposição mais parecia que o cemitério era outra coisa qualquer que não o que era. A grande mesquita era grande mas mais por ter uma boa largura. Por fora, tudo que vimos, era apenas um edifício muito tosco de cor beije e que não tinha muita ciência, quer arquitectónica quer cultural. Dado o ambiente pouco amistoso em 10 minutos toda a excursão estava pronta para partir apesar de termos mais tempo.
Finalmente enfiamo-nos no veículo e iniciamos a viagem de retorno a Hammamet, foram umas boas horas de viagem e chegamos só pelas 19 horas. Bastante se tivermos em conta que desde as 5 da manhã que já estávamos despertos.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tunísia 2

Durante 2 dias, mais precisamente o fim-de-semana, dedicamos o tempo ao descanso e à arte de nada fazer. Tendo consciência que tínhamos uma cansativa viagem pela frente, achamos por bem juntar energias para o percurso que tínhamos pela frente. Após a viagem acho que foi tempo muito bem investido. A viagem que fizemos, uma incursão pela Tunísia de 2 dias, foi bastante cansativa, não só pelas inúmeras horas a viajar (perfazendo um total de 1200km em 2 dias), mas também pelos horários que tivemos de cumprir. Isto porque as saídas em ambos os dias foram pelas 5:30 da manhã.
A viagem começou algo carenciada, quando o nosso prometido pequeno-almoço simplesmente não existia, tivemos de ir à recepção para nos arranjarem farnel de modo a não irmos com o buxo vazio. Apesar disso não tardou a entrarmos na camioneta e a recolher os restantes tripulantes.
Uma das primeiras paragens que fizemos foi El Jem, mais conhecida pelo seu anfiteatro romano que tinha uma capacidade de 35.000 pessoas e que, felizmente, está a ser reconstruído, dado que por duas vezes sofreu danos devido às guerras do costume. Foi neste momento que comecei a descobrir que na Tunísia tudo se pode comprar por 1 dinar, 1 pedra, 1 mapa, 1 garrafa de água, 1 rim, bem, de tudo um pouco. Depois de alguma contemplação seguimos para conhecer vários tipos de desertos e oásis. No caminho passamos por Mahres, Gabes, Matmata, sendo que esta última tem à entrada da região umas letras ao estilo de Hollywood (mas com menos vegetação e algo mais diminutas) que permitiam aos turistas (aka, nós) presenciar as enormes extensões inabitadas da Tunísia. Algo que não é muito difícil dada a grande extensão deste país para a sua densidade populacional de 54 habitantes por quilómetro quadrado. Ao longo desta distância vimos inúmeras oliveiras (o país tem mais de 80 milhões), que justificam bem o segundo lugar da Tunísia como segundo exportador de azeite a nível mundial.
Por esta altura a distância percorrida já era grande, mas ainda tínhamos mais uma paragem, Douz. Foi neste sítio que tivemos mais uma experiência, cansativa mas interessante, andar de camelo, No qual até tínhamos trajes adequados (mais uma vez, os trajes por 1 dinar). Nesta altura tivemos um passeio de uma hora, que por vezes pensei que precisava de alguma mais intensa animação (para ser honesto íamos relativamente devagar), mas nada que impedisse de gozar o momento. Findo este momento, fomos para o hotel para um merecido descanso. Este só teve o horror da situação quando o guia disse que tínhamos de acordar às 5 da manhã para sair, chiça!

sábado, 20 de setembro de 2008

Tunísia 1

Escrevo este post de um local inédito para mim, estou neste momento na Tunísia nuns merecidos dias de descanso. A viagem para este destino começou algo cedo, dado que o nosso voo partia de Lisboa, assim, tivemos uma viagem relaxada mas apesar de tudo cansativa de comboio até à capital.
Com algum receio de eventuais atrasos, optamos por ir mais cedo e tudo correndo bem, aproveitávamos o tempo para passear. Felizmente não houve atrasos e chegados ao Oriente aproveitamos para visitar o oceanário. Apesar de já o ter visto, foi agradável visitar este grande tanque, relembrando aspectos que já me tinha esquecido, tal como o peixe-lua, que pode chegar até às 3 toneladas, e muitas postas de peixe. Na minha opinião a tentativa de sensibilização que o oceanário faz é importante, a sobre-exploração dos oceanos é algo que deve estar na agenda, e muitas vezes esquecemo-nos destes “pequenos” pormenores que têm implicações muito grandes.
Retomando no entanto a minha primeira incursão pelo continente africano, tenho algumas opiniões contraditórias que acho que ainda estão mal formadas dado o meu pouco tempo aqui. Um dos primeiros pontos que salta à vista, e depois de um longo dia de viagem a comer pouco, foi a comida. Não há dúvida que aqui no hotel esta é farta e variada, no entanto, e aqui reconheço alguma limitação minha, não muito atractiva. Os pratos mais tradicionais são, frequentemente condimentados em excesso e isso limita mais a nossa escolha de pratos. Vejo-me frequentemente a ter muito cuidado com as quantidades que ponho no prato para evitar surpresas desagradáveis. Este ponto fica algo diminuído com o facto de estarmos com tudo incluído, que, no caso de ser algo intragável, pode-se ir sempre buscar outra coisa para comer.
Na sexta-feira fomos ainda passear ao centre de Hammamet, viagem essa que me levou a olhar várias vezes para o relógio a pensar quando voltaria para o hotel. Esta falta de vontade foi desencadeada pela voracidade e agressividade intoxicante com que os comerciantes pressionam os clientes. Somos agarrados pelo braço, barram-nos o caminho e usam de tudo para nos forçar a olhar para os produtos que estão a vender. Infelizmente para eles essa atitude só me levou a sair de lá sem nada nas mãos. Quanto a essas coisas acho que a minha veia consumista é precisamente o oposto. Gosto de ser eu a procurar e a ter a iniciativa. Um dos bons exemplos recentes disso foi a loja da Apple em Londres, a qual tinha inúmeros funcionários que estavam sempre prontos a ajudar mas que não andavam sempre em cima de nós. Além disso, da nossa passagem pela medina (mercado), o mais chato foi mesmo a suposta fábrica de tapetes a que nos levaram. A qual de fábrica tinha pouco, apenas uma mulher a fazer tapetes, e de loja tinha muito. Na qual o dono de tudo fez para nos impijir tapetes (alguém quer 2 tapetes para os 2 lados da cama por 25€?). Por isso aviso já aqueles que pensam por cá passar, para pelo menos estarem atentos a esta muito intensa técnica de vendas tunisina.
Um outro ponto menos agradável é o atendimento, não só no hotel, mas num ponto de vista mais global. Pelo que ainda vi, e sei que ainda vi pouco e que posso mudar de opinião, o que falta na Tunísia para ser um excelente local de férias é mesmo o modo como recebem e tratam as pessoas. A preocupação que mostram com a imagem não é muita e isso, ao compararmos com outros destinos de férias começa a pesar muito. Algo também desagradável é a constante “caça à esmola”. Toda a gente, e mesmo dentro do hotel, parece que querem é gorjeta e sem isso parece que pouco fazem. No meu entender é partir de algo errado, para mim uma gorjeta é algo merecido por um bom trabalho e algo não obrigatório, e não um requisito para um serviço de qualidade.
Apesar destes pontos menos positivos E de algum tempo chuvoso ligeiro, temos ainda muito para ver. No qual penso que a viagem pelo deserto que vamos ter na segunda-feira (às 5:40 da manha...) será uma experiência única e que nos mostrará coisas interessantes deste país.
Vou agora descansar um pouco mais, já que é isso que vim fazer a este país.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Marvão

Hoje como temos outro destino temos kilometragem para fazer. O alvo é Marvão, que ainda fica a alguns kilometros de Monsaraz, dadas as estradas, são quase 2 horas de viagem. A viagem começou um pouco mais tarde que o desejado, assim fizemos uma paragem em Estremoz, aqui, e como já está a ser frequente nestas paragens, fomos visitar o castelo. Lá em cima para os mais abastados encontra-se a estalagem D. Isabel, a qual pode-se dizer, que no mínimo tem uma atmosfera única. Ficamos logo ali para a refeição e desta vez experimentei uma sopa de tomate, também algo característica da zona. A sopa em si, além do tomate, contava com um ovo escalfado, que dava um trago bastante agradável ao caldo.
Mais saciados rumamos então para Marvão, mais uma aldeia com o seu castelo. Esta, posso dizer que merece ser visitada. Nota-se bastante e contínuo trabalho de restauro que alegra e dá gosto ao visitar esta fortaleza. Encontram-se casas bem pintadas, jardins e uma vila alegre. O que não havia muito era mesmo pessoas, as ruas estavam algo desertas, mas diga-se que as vistas conpensavam a fraca densidade populacional.
Ao fim de tantos kilómetros o nosso veículo estava a precisar de combustivel, e dada a proximidade a Espanha, aproveitamos para ir buscar gasóleo mais barato. Seguimos depois para um jantar com um saboroso bacalhau dourado e retornamos para o repouso. Amanhã voltamos para a invicta e para as preparações da Tunísia. Viva o desncanso!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Alqueva

O nosso próximo ponto de passagem foi Monsaraz, esta curiosa terra, num dos muitos castelos que encontramos pelo Alentejo, serviu de local de descanso para estes dois dias. O local de descanso foi a estalagem de Monsaraz. Uma casa antiga e com umas portas bem baixinhas (tinha de me abaixar frequeentemente), mas apesar de tudo relativamente acolhedora. Aproveitamos ainda o dia para visitar Monsaraz, e descansar um pouco. Da pequena vila tem-se uma boa visão para a albufeira do Alqueva e dada a sua dimensão, quase que nem parece que estamos no interior do país. Mas a noite chegou e fomos para o descanso.
No dia seguinte, após uma noite algo turbulenta fomos visitar o grande lago. A barragem do Alqueva realmente tem uma dimensão bem considerável, nesta altura até lembrei-me do meu amigo Cardeal, que certamente começaria a falar da grandiosidade deste projecto. A dita barragem tem 96 metros de altura e, sugiro que começem a juntar garrafões do Luso, contém água suficiente para 80 mil garrafões de água para cada português. A expressão que me vem á cabeça é que é muita fruta, ou água.
Depois de apanhar bastante sol, que se fazia notar pelos 38ºc que estavam, fomos à procura de local para almoçar, e que demanda que isto foi, a seguir os conselhos do meu GPS, que tinha uma grande listagem de restaurantes, metemo-nos à estrada. O resultado foi, o primeiro restaurante, fechado, o segundo, de férias, o terceiro não existia, e depois em desepero de causa fomos a Mourão comer. Este passeio teve alguma kilometragem envolvida (entre elas uma recta com 12km) e fez-nos passar por sítios como Moura, Safara e Mourão.
Durante o dia tivemos ainda tempo para passar em Reguengos de Monsaraz e voltar a Monsaraz para passear.

domingo, 14 de setembro de 2008

Vendas Novas e Monsaraz

Esta semana marcou o início de um período descansado, mais precisamente duas semanas de férias. A primeira está a ser merecidamente dedicada a um passeio com a família, sendo que ano temos uma novidade, a minha cunhadia faz-nos companhia na viagem. O destino no nosso passeio é uma região que não é muito frequente visitar, zona de vinho e extensas planícies, o Alentejo é o nosso destino. Como a nossa primeira etapa ainda era algo extensa, algo vagamente denunciado pelos 400km que nos esperavam, decidimos fazer uma outra paragem, a qual também não faziamos faz algum tempo. Paramos em Souzelas, pela região de Coimbra, e comemos um suculento leitão (sim, já sei que nem todos apreciam o diminuto porco). Saciados, mas aliviados, rumamos para terras mouriscas e chegamos a Vendas Novas. Esta terra, apesar de singela tinha uma Albergaria bem acolhedora, de seu nome Acez que tinha só um pequeno problema, os nossos quartos eram no último andar, com nuances de sótão, e a banheira tinha um pequeno problema, o tecto inclinado que me impedia de tomar um banho na vertical.
Passados estes problemas técnicos, visitamos o museu de artilharia, algo que era mesmo ao lado da albergaria. Mesmo assim, não tinhamos assim tanto para fazer e dado que tinhamos mais destinos para visitar, no dia seguinte, voltamos à estrada.

É claro que as nossas viagens raramente são de poiso, mas sim de passagem. Como tal pegamos no carro e fomos visitar uma das mais conhecidas praças do país, a praça do Giraldo. Em Évora visitamos ainda o Templo de Diana e a Capela dos ossos (a qual tem uma elevada densidade populacional). Algo que me afectou foi algo que frequentemente falamos dos alentejanos, aquela moleza pós almoço, empolada pelos 32ºC que se faziam sentir quase que me puseram a falar com pronúncia local e me depravaram de qualquer energia que me pudesse por a mexer a mais de 3km/h. Visita feita rumamos para a próxima paragem, que é Monsaraz, assim chegados ao destino, instalamo-nos e passeamos por esta aldeia com vistas para o Alqueva.
Mas para amanhã vamos ver o que mais temos para conhecer, porque agora o cansaço instala-se e diria que é altura para dormir.

sábado, 30 de agosto de 2008

Paris 2

A nossa passagem por Paris foi um bocado mais breve que as passagens por Londres e Praga. Não obstante deu ainda para passear e conhecer muitos dos pontos emblemáticos desta cidade, e essa tarefa foi quer facilitada, quer acelerada graças ao conhecimento extensivo que o Miju tem. Assim, hoje, visitamos o Louvre, que realmente parece que não acaba (apesar de não termos ido propriamente às exposições). Aqui aproveitamos para dar a conhecer um bocado do nosso fado, tivemos assim no palco dos jardins deste enorme museu. Depois de um bom tempo passado, onde ainda tivemos alguns bons apreciadores (a salientar o senhor que ia cantarolando músicas enquanto dormitava) regrassamos a casa para pousar os instrumentos.
Almoçamos e logo fomos conhecer a zona que surgiu algo à semelhança do Parque das Nações. A zona de La Defence. Com um novo arco de triunfo e muitos arranha-céus.
Aproveitamos ainda para passear um pouco mais e ao fim do dia tentamos ir comer uma iguaria nacional, mais precisamente ratatui. Aqui, e à semelhança de Londres é consideravelmente difícil encontrar este prato francês, mas ao contrário de Londres, foi mesmo uma prova não superada e tivemos de comer outra coisa que não o inicialmente pretendido. Nesta zona, quartier latin, tinha ainda imensos artistas de rua, que comparativamente com os que vimos na cidade, tinham muita qualidade.
Depois de jantar fomos à torre Eiffel, que de noite tem outro encanto. A aproveitar o tema da presidência europeia, encontramos uma torre azul com as tão conhecidas estrelas amarelas.
É claro que após uma cansativa e passeada semana o corpo queixa-se do cansaço, que, apesar de muito, vai sendo colmatado. Amanhã retorno à precedência.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Paris 1

Depois de umas longas horas no aeroporto de Praga, o qual não prima pelo conforto ou recursos par a os viajantes que pernoitam naquelas instalações, lá entramos no avião da Sky Europe (outra low cost) rumo a Paris. Esta companhia também tem melhor serviço que a Ryanair, que cada vez mais me convenço que é algo a evitar, quer pelo serviço em si, pelo peso das malas, e afins.
O voo foi mais curto que o desejado, estávamos a descansar bem melhor que no aeroporto mas não tardou a pousarmos no país da Torre Eiffel. Apanhamos o comboio e depois o metro para o centro e com alguma facilidade chegamos ao destino. Quanto a isto tivemos de agradecer ao Manuel que, dada a sua estadia prolongada nestas terras, já sabia exactamente o que tínhamos de fazer. O hotel é algo melhor que o de Londres (o que não era difícil), mas ainda está no nível espelunca :) É no entanto limpo e perfeitamente habitável, e dado que o objectivo era poupar o orçamento não pudemos pedir muito. Apesar de ainda não termos direito aos quartos, dado ainda não ser a hora do check-in, cederam um quarto para pousarmos as tralhas e trocar de roupa. Mais aliviados e sem a capa ao ombro, mas ainda muito cansados, fomos à descoberta da cidade.
Quanto a Paris tenho a dizer que é grande como Londres mas bem diferente. Enquanto Londres é uma cidade que parece como um todo andar a um ritmo algo frenético, já Paris tem isso mas também um pouco de tudo. Vê-se os que estão mais apressados que até vão de encontro contra outras pessoas e nem ligam, a outras zonas onde vemos pessoas simplesmente a descansar e apreciar a paisagem. Além disso vê-se muita gente diferente a fazer de tudo um pouco.
Nestas andanças visitamos alguns pontos, onde obrigatoriamente tinha de passar pela Torre Eiffel, Notre Dame, Arco do Triunfo e outros. Mas felizmente a minha reportagem fotográfica ajuda a identificar todas essas zonas. :)
Depois de muito andar, e os pés e as pernas já demonstram esse cansaço (não se preocupem que eu não ponho outra foto da bolha), andamos bastante, mas ao fim do dia estou contente com o que visitamos. Sei que amanhã é basicamente o último dia que temos de viagem já que no Domingo é para o retorno, por isso vamos ver se o aproveitamos ao máximo!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Praga 3

E chegamos ao último dia de Praga, agora fica a restar Paris. No entanto este dia ainda tivemos alguma actividade. Após o pequeno-almoço, que foi bem aproveitado para a fome não apertar, rumamos para a praça principal a tentar repetir o feito do dia de ontem. Isto para tentar aliviar a bagagem de cd's que trouxemos connosco. Chegamos à praça onde tínhamos uns músicos já a actuar e por isso tivemos de esperar um pouco. No entanto passado uns momentos lá tratamos de começar a tocar. Tocamos algumas músicas e para nosso espanto tivemos um agente da autoridade e mais um senhor que se aproximaram. O agente apenas falava em checo e teve de ser o tradutor a dizer o que ele proferia num dialecto mais inteligível (inglês). Nesta altura lembrei-me dos Gato Fedorento com o agente que passava a multa e precisava de tradutor. Aparentemente não podíamos tocar sem licença e para a pedir teríamos de ir à Câmara Municipal.
Bem, fomos à câmara e depois de alguma luta para falar com o recepcionista, que só falava checo e alemão, ele indicou-nos o gabinete onde devíamos ir. Nesse gabinete encontramos 3 funcionárias, só uma das quais arranhava o inglês. E após mais alguma luta ela disse-nos que para termos a dita licença eram precisas duas semanas (isto porque a pessoa que era responsável por assinar os papéis estava de férias). Ora com tanta burocracia, e se o mundo dependesse desse papel, bem que morríamos todos.
Ora como tal fomos pousar os instrumentos, até porque estávamos algo cansados, e assim poupamos as baterias para o próximo destino. Passamos no tasco aqui ao pé do hotel (que tinha produtos muito mais baratos que no centro da cidade) e voltamos para os passeios pela cidade.
Neste passeio, ao passar na ópera Rudofinum demos de caras com uma situação curiosa, estavam a gravar um anúncio para a Panasonic. A curiosidade deixou-nos a apreciar a cena e se virem no próximo mês alguma publicidade com uma máquina SLR vermelha, eu estava lá. E para quem quiser saber a modelo que participa na publicidade é inglesa e chama-se Lucy qualquer coisa.
O dia ainda tinha muito para dar e como tínhamos que fazer horas para o transfer, aproveitamos para ver o festival de folclore que está a decorrer esta semana. Tivemos a oportunidade de ver vários grupos de diferentes países que mostravam música e danças variadas.
Seguimos então para o aeroporto e tivemos um motorista do minibus extremamente simpático (que nem ajudou com as malas) mas que queria gorjeta, ao qual eu respondi com um simpático não (entre outras palavras em português para ele não perceber.
Como o voo é pelas 6:40 da manhã, sendo que o check-in é 2 horas antes é fazer horas até lá. Seca...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Praga 2

Penso que o dia de hoje foi bem mais produtivo que os últimos, se todos forem como o dia de hoje a digressão será muito facilitada. Logo de manhã tratamos de acordar, embora não muito cedo, porque afinal também estamos aqui para descansar, e depois de nos arranjar saímos para o centro da cidade. Como haviam muitas pessoas não foi muito fácil arranjar um banco para nós, mas passado um pouco tivemos a espera recompensada e lá arranjamos pouso. Tratamos logo de iniciar as hostilidades e deparamo-nos com um público bastante receptivo e apreciador do Fado de Coimbra. Para além de vendermos alguns CD's ainda arranjamos algumas contribuições que sempre ajudam nos nossos gastos. Após algum tempo a tocar fizemos uma pequena pousa para almoço e após um período de nutrição intensiva retomamos a actividade. Tenho a dizer que muito do público que parava era português, mas tivemos também muitos estrangeiros que ficaram radiantes ao ouvir o que tinhamos para mostrar. Foi um gosto tal, o demonstrado pelas pessoas que relamente senti-me muito bem, e serviu para animar o grupo, isto porque, no que toca a música, depois de Londres a moral estava em baixo, já que não tinhamos público para o nosso serviço.
Depois da nossa actuação da tarde ficamos com uns amigos novos, isto foi um casal de portuguêses que gostaram tanto do que tinhamos para mostrar que nos levaram para lanchar. Estivemos então algum tempo com eles e acho que a companhia foi apreciada por eles.
A seguir, e como o João já tinha o pulgar com uma grande bolha voltamos para o descanso. Agora ele espera amanhã estar melhor para termos um guitarra em condições de tocar. Esperemos que amanhã se venda muito!.

Praga 1

O nosso primeiro dia de Praga chegou, apesar disso dado o cansaço derivado da falta de sono que a passagem no aeroporto deixou. No entanto apanhamos o avião das 6:40 da manhã para chegarmos às 10h (locais) a Praga. Para já gostei muito mais dos aviões da Easyjet, quanto mais não fosse pelas cadeiras serem mais confortáveis e darem para reclinar. Já no aeroporto encontramos onde levantar dinheiro e tratamos de arranjar um transfer. Logo a primeira diferença que se notou foi o preço. De Londres para Praga parece do dia para a noite. Com 22€ levaram-nos aos 4 à porta do hotel em minibus, que luxo!
Como chegamos muito cedo ao hotel, que diga-se que o que saltou logo à vista foi a diferença de qualidade. Além de mais barato que o hotel de Londres (que era serviço por quefrôs, tinha quartos sebentos, lençois com sangue e outras coisas que se recomendam, ou não) a qualidade era bem melhor. Para ponto de referência até minibar temos, viva o luxo, não é?
Deixamos as malas e fomos à descoberta da cidade, que felizmente estava muito mais perto que em Londres. A estação de metro é mesmo ao pé do hotel e podemos ir para todo o lado.
Fomos ao centro, de nome Mustek (ratos e impressoras) e deparamo-nos com uma avenida que em muito fazia lembrar os Aliados e com umas ruas perpendiculares que também tinham ares de Santa Catarina. Pelas andanças descobrimos um restaurante e comemos o que nos disserem ser um prato característico mas que afinal afinal...era strogonoff, ao menos a cerveja tinha 12% de alcool e ajudou a tornar a tarde mais divertida.
Durante a tarde, e após uma soneca, passeamos e vimos as características estruturas de Praga, lindas e que lembram tempos medievais quase esquecidos mas tão perto e presentes. Os nossos passos ainda nos levaram a ver o rio e as suas piturescas pontes que tanta arte já inspiraram. Agora temos já plano de ataque e vamos ver se amanhã temos um publico receptívo aos nossos fados.